O Biólogo não está “de boas”

Ontem foi dia do Biólogo, então elaborei algumas palavras baseado em dados atuais sobre o quadro da vida no planeta e a nossa relação nesse quadro, humanos biólogos ou somente humanos. Nesse dia do Biólogo eu não estou “de boas”. Talvez a nossa classe profissional não tenha muita coisa a comemorar, ao sair de uma perspectiva individual, imediatista e ir defronte a uma visão de teias complexas e vivas, no grande e antigo quadro cosmológico das coisas. A gente vem só perdendo ultimamente. Para abastecer a demanda de novos produtos para a humanidade (para aqueles que podem comprar) seria preciso de 1,6 planetas Terra atualmente com os mesmos recursos finitos (1). Em 2030 seria necessário existir dois planetas para suprir essa vontade das coisas. Em 2050 estima-se que todo o estoque pesqueiro do oceano irá colapsar (2). Também em 2050 é previsto que 99,8% das espécies de aves marinhas estarão comendo plásticos (3). O plâncton marinho vem se alimentando de plásticos há algum tempo, assim os componentes do plástico (em sua maioria tóxicos) se amplificam nas cadeias alimentares acumulando em grandes mamíferos comedores de plâncton como as baleias (4). Ainda na mãe oceano, a sobrepesca com o uso de dinamites e venenos destrói os recifes de corais de tal forma que 1/3 das espécies coralíneas se encontram em elevado risco de extinção (5). No Caribe prevê-se que nos próximos 20 anos não existirão mais corais nativos (6). Em 2100 se os níveis de dióxido de carbono (CO2) continuarem no mesmo ritmo os recifes de corais irão desaparecer (7). Em terra firme, análises indicam que 41% dos anfíbios, 26% dos... read more

E se espirrar, saúde!

Embora seja provável que esse costume tão universalmente prevalente tenha se originado de alguma superstição antiga, ele parece ter suscitado dúvidas em todas as nações. Alguns católicos, diz [Benito Jerônimo] Feijoo [1676-1764], atribuem a origem desse costume à ordem de um papa, S. Gregório — que teria instituído uma breve bênção para ser usada em tais ocasiões. Isso numa época em que, durante uma pestilência, a crise era acompanhada de espirros e, em muitos casos, seguida de morte. Mas os rabinos, que têm uma história para tudo, afirmam que, antes de Jacó os homens espirravam apenas uma vez e então morriam imediatamente. Eles nos asseguram de que aquele patriarca foi o primeiro a morrer de causas naturais e antes dele todos os homens morriam de espirro. A memória disto foi obrigada a ser preservada em todas as nações por um comando de cada príncipe a seus súditos, que deveriam empregar alguma exclamação salutar após o espirro. Mas esses são sonhos talmúdicos e apenas servem para provar que um costume tão familiar sempre demandou explicações. Até Aristóteles dedicou algum considerável nonsense a tal costume; diz ele [que tal saudação] é uma honra da sede do bom-senso e do gênio — a cabeça — para se distinguir de outras duas ofensivas erupções de ar [o pum e o arroto], que nunca são acompanhadas de qualquer benedição. Em todo caso, o hábito existia muito antes do Papa Gregório. Alusões em Apuleio, Petrônio e Plínio comprovam sua antiguidade. E uma memória da Academia Francesa nota a prática no Novo Mundo, na primeira descoberta da América. Por toda parte, um homem é saudado por... read more

Brasil ameaçado – Lagartixa de areia

A lagartixa de areia (Liolaemus lutzae) é um pequeno réptil de uns 8 cm que habita dunas em restingas do Rio de Janeiro.  Ela se alimenta de insetos quando jovens e apenas quatro espécies de plantas da restinga que acumulam água quando adultas. Sua reprodução ocorre uma vez só na vida e cada casal produz apenas quatro ovos, o que torna o crescimento populacional dessa espécie muito lento. A crescente ocupação urbana do litoral brasileiro tem empurrado essa lagartixa para mais perto do abismo da extinção. Então, troque o terreno naquele loteamento novo à beira mar que você queria comprar por férias num hotel já construído há anos e ajude a preservar essa e outras espécies da... read more

Em uma palavra [243]

funâmbulo (fu.nâm.bu.lo) s.m. 1. acrobata que caminha sobre corda-bamba: “funâmbulo quebra recorde de distância entre prédios”. 2. pessoa de convicções frouxas, que muda de ideia constantemente; vira-casaca, maria-vai-com-as-outras: “candidato-funâmbulo quebra recorde de mudanças de planos de governo”. funambulismo, s.m. 1. arte de andar sobre corda-bamba; slacklining. 2. ausência de firmeza nas... read more

Dragões de Garagem #60 Falácias

Cristiano “Möita” Silvério, Lucas Camargos, Luciano Queiroz, Bruno Spacek e Paulo Pirula promovem uma oratória cheia de eloquência para tratar sobre as mais utilizadas falácias! Neste episódio, repense todas as discussões de bar que você já teve, reflita sobre discussões alheias no Facebook e aprenda que qualquer um está fadado a utilizar vez ou outra um destes sofismos!

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Divertida MENTE, COCÔlorido e camisinhas brochantes

Neste episódio: Divertida MENTE, COCÔlorido e camisinhas brochantes. Cocô e camisinha que se colorem quando detectam alguma doença. Bacana né? Ah, mas sei lá, só sei que existe. The Adobe Flash Player is required for video playback.Get the latest Flash Player or Watch this video on YouTube.   Se não acredita no que dissemos, ÓTIMO! Você aprendeu algo. Mas para provar, seguem as referências: Deixe seu filho ficar triste http://vida-estilo.estadao.com.br/blo… Conheça os vencedores desta edição do Prêmio Jovem Cientista http://www.cnpq.br/web/guest/noticias… /journal_content/56_INSTANCE_a6MO/10157/­2596513 Raymond Wang, Nicole Ticea Win Top Intel Science Fair Awards http://www.huffingtonpost.ca/2015/05/… Cocô colorido http://www.echromi.com http://mulher.uol.com.br/comportament… Estudantes criam camisinha que muda de cor ao detectar doença sexualmente transmissível http://oglobo.globo.com/sociedade/sau… Pílula de glitter... read more

Seja o dono de uma grande farmacêutica, seu porco capitalista!

Algumas das coisas mais odiadas no mundo atualmente:  Dilma  Fernando do Masterchef  Indústria farmacêutica As duas primeiras não precisamos explicar, mas é da última que vamos falar aqui. The Adobe Flash Player is required for video playback.Get the latest Flash Player or Watch this video on YouTube.   Saiu um jogo de simulação [tipo SimCity lembra?] chamado Big Pharma, que coloca o jogador no comando de uma dessas indústrias. Estas são tão criticadas por tocarem em uma lógica meio absurda que traz desconfiança nas pessoas: quanto mais doentes, quanto mais doenças, melhor para os negócios. Por isso pessoas se revoltam, gritam que essa indústria é sádica; que só trata doenças de pessoas e países ricos; que usa pobres como cobaias; que sabota tratamentos naturais/alternativos/caseiros; e que faz remédios que só servem para piorar as pessoas, como os quimioterápicos, e fazê-las comprar mais remédios. Essas acusações são verdadeiras? Assim como com a Dilma e o Fernando, nem todas. Quimioterapia não é feita para debilitar mais ainda o paciente, e a sabotagem não é tão conspiratória como se pensa, mas essas indústrias não são santas, claro. A dúvida que o jogo traz é: se essas pessoas que criticam estivessem no lugar do empresário dono da indústria, o que fariam no lugar dele? Deixariam de lucrar com ricos para fazer remédios baratos para pobres? Deixariam de sabotar seus concorrentes? Bom, talvez só jogando para saber.   Vi no BoingBoing... read more

Brasil ameaçado – rato candango

Com tanto político para ser associado a ratos, esse daí recebeu o nome de Juscelinomys candango. A espécie foi descoberta durante a construção de Brasília, mas a cidade cresceu tanto que hoje o animal já pode ser considerado extinto. Só era conhecido para a região do Distrito Federal, onde já não é avistado desde 1960. Cavava tocas subterrâneas que recheava com fibras e gramíneas, alimentava-se de gramíneas, sementes e formigas. Foi a destruição do habitat que provavelmente levou a espécie ao seu fim. Você pode evitar que outros roedores (e aves) tenham esse mesmo destino colocando um guizo na coleira do seu gato, mantendo uma área verde no seu quintal e, claro, desativando as... read more

Etologia de Alcova – Bate que eu gosto

Mês passado falei da violência como parte do conflito sexual no comportamento reprodutivo. Esse mês quero continuar no tema, mas falando da violência na seleção sexual. De fato, nem sempre comportamentos aparentemente agressivos para um observador humano são de fato indesejáveis para o parceiro que está experimentando, a violência pode ser inclusive o que um parceiro procura no outro. Frequentemente a corte serve como uma amostra do que um macho é capaz. Ele exibe seus dotes à fêmea. Entre espéceis territoriais, portanto, é muito comum que o macho mostre como ele é agressivo durante a corte. É isso que observamos no pássaro caramanchão australiano. O macho encurrala a parceira dentro de um corredor de palha que ele constroi e lhe dá umas porradinhas de leve. Tudo parece muito violento, mas quando pesquisadores construíram robôs de fêmeas que não reagiam às investidas violentas dos machos (A que ponto chega a pesquisa em comportamento animal!?!), descobriram que havia todo um código entre os parceiros sobre quão mais forte o macho poderia bater. No peixe beta, machos lutam para ter acesso às fêmeas. Isso já foi descrito por Darwin em seu livro sobre seleção sexual como seleção intrassexual, então nada de novo. O surpreendente é que quando fêmeas assitiam a lutas elas escolhiam acasalar com o ganhador, mesmo que esse ganhador não pudesse mais evitar que ela ficasse com o perdedor. Aparentemente também não é que a fêmea estava escolhendo uma característica do macho que o fazia ganhar, em lutas manipuladas ela continuava preferindo o vencedor, mesmo que ele fosse maior e mais forte. Isso faz estremecer a fronteira entre seleção intra e interssexual... read more

Resenha – A Inovação Destruidora

“[E]ssas democracias (as liberais) são os únicos regimes políticos conhecidos até o dia de hoje que não apenas autorizaram, mas até mesmo favoreceram a emergência de correntes sindicais ou políticas com a finalidade última de derrubar essas mesmas democracias!” Soa atual? Enquanto de um lado temos um regime cuja última função parece ser sua própria manutenção e de outro enfrentamos manifestações como a Micareta do Ódio que ocorreu domingo, dia 16 deste, como nos safaremos desta enrascada? Luc Ferry, filósofo francês contemporâneo, dá a resposta: em A Inovação Destruidora (Editora Objetiva, que me cedeu o volume para fins de resenha :]) ele mostra como, inevitavelmente, a única forma de progredir após um período de estagnação é passar por um minicaos, uma destruição que nos levará, enfim, a dar um passo à frente. Não uma destruição inovadora, mas uma inovação destruidora (a ordem das palavras faz diferença, pense um pouquinho). Um Kadinsky e um Schoenberg que tornam possível a existência de Star Wars, District 9 e Fury Road (e, por que não, Avengers).[1] — A resenha do excelente Mortais, de Atul Gawande, você lê no Salada Livros e a biografia de Oliver Sacks ainda está sendo disputada lá em casa mas sai já já também. — Segundo Ferry, o que irá nos salvar não é a diminuição ou austeridade, mas a inovação. Embora seja uma força desestabilizadora para o mundo e, ao mesmo tempo, destrutiva, a inovação é vital (e assustadora). É buscando a resolução desse paradoxo que evoluimos socialmente. É demitindo funcionários das montadoras de automóveis em prol de robôs que criamos as condições para o aumento real da... read more

BoneCast #16: Inferno de Lava

No episódio 16 de BoneCasts, a paleontóloga Aline Ghilardi (doutoranda, UFRJ) nos leva ao Parque Prefeito Luiz Roberto Jabali, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Esse parque foi por muito tempo uma pedreira de extração de basalto para produção de “brita” para construção civil, até o empreendimento ser desativado na década de 1990 e então transformado em um parque. Porém, pouca gente conhece a história por trás das rochas desse lugar. Os paredões hoje expostos foram originados por um gigantesco derrame de lava basáltica que ocorreu durante a era dos dinossauros. Esse grande derrame foi um dos maiores eventos dessa natureza já ocorrido na história do planeta Terra, mudando o clima e significativamente os ecossistemas da região. Descubra mais sobre o cataclisma que atingiu a porção central de Gonduana há mais de 130 milhões de anos e originou o que hoje conhecemos como Formação Serra Geral. Clique na imagem para assistir (você será redirecionado para o... read more

O sequestrador mais preguiçoso da História

Em 1974, o californiano Kenneth Lutz Jr. tinha um problema: precisava de dinheiro. Uma solução: fazer um sequestro e pedir um resgate. Outro problema: sequestrar quem? Na falta de uma ideia melhor, Kenneth Lutz Jr. decidiu sequestrar-se a si mesmo. O plano era muito simples: deixar uma nota de resgate na porta da casa dos seus pais. A execução, porém, foi tão simplória que não foi difícil descobrir o sequestrador de Kenneth Lutz Jr. Na manhã de 14 de fevereiro de 1974, Kenneth Lutz pai encontrou uma nota na porta de casa informando-lhe do sequestro do filho e exigindo 5.000 dólares (em nota de 20) como resgate. O bilhete terminava com a instrução de que o dinheiro fosse “botado pra fora quando você for trabalhar na quarta-feira”. Não havia instruções sobre onde, exatamente, deixar o dinheiro nem como o filho seria devolvido. Morador de Grand Terrace, Califórnia, Mr. Lutz não perdeu tempo e chamou a polícia. Na mesma tarde, um policial veio acompanhado de um detetive. A primeira coisa que fizeram foi dar uma geral na casa. Foi então que descobriram o cativeiro do rapaz. O cativeiro escolhido por Lutz Jr. para se autossequestrar não poderia ser pior: ele foi encontrado  dentro de um trailler nos fundos do quintal da própria casa. A porta sequer estava trancada… O sequestrador mais preguiçoso da História prontamente confessou o próprio sequestro, negando o envolvimento de terceiros. “Eu queria o dinheiro e [o sequestro] me pareceu algo que poderia ser feito”, declarou à polícia. Poderia ter sido feito de forma muito melhor, claro. Segundo o jornal The San Bernardino County Sun, o caso... read more

Achei um otimista da ciência brasileira: Stevens Rehen

Nessa crise é difícil ser otimista com a ciência brasileira. Mas eu achei um e ele não está no governo! Para ele, a ciência no Brasil não é das melhores porque somos uma nação nova, mas vai melhorar. Stevens Rehen é um pesquisador reconhecido, faz minicérebros e investe boa parte do seu tempo em divulgação científica. The Adobe Flash Player is required for video playback.Get the latest Flash Player or Watch this video on YouTube. Tudo sobre ele aqui: http://stevensrehen.blog.uol.com.br/ No twitter: @stevensrehen No facebook: https://www.facebook.com/stevens.rehen Citado no episódio: https://www.youtube.com/user/nerdologia https://www.youtube.com/user/minutosp… Fraude científica:... read more

MIT descobre o universal linguístico (ou não)

[tradução e adaptação de: “MIT claims to have found a “language universal” that ties all languages together“, por Cathleen O’Grady, no Ars Technica] Ao redor do mundo, as línguas assumem uma estonteante variedade de formas — a tal ponto que isso mantém um longo debate sobre se todas as línguas podem ter alguma propriedade em comum. Agora, de acordo com um paper publicado na edição dessa semana da PNAS, há um novo candidato ao fugidio título de “universal linguístico”. Todas as línguas, segundo os autores, se organizam de tal modo que conceitos relacionados ficam tão próximos quanto possível dentro de uma frase, facilitando a compreensão da noção geral que expressam. Universais linguísticos são importantes porque lançam luz em questões fundamentais sobre a cognição humana. O mais famoso proponente da ideia de universais linguísticos é Noam Chomsky, que sugeriu uma “gramática universal”, a qual seria a base de todas as línguas. Encontrar a propriedade que ocorre em cada uma de todas as línguas seria uma indicação de que algum elemento da linguagem é geneticamente pré-determinado e talvez que exista uma arquitetura cerebral especificamente dedicada à linguagem. Entretanto, como argumentam outros pesquisadores [em pdf], são pouquíssimos os candidatos a um verdadeiro universal linguístico. Eles afirmam que há uma enorme variedade em cada nível possível de estrutura linguística, incluindo os próprios sons que fazemos com nossas cordas vocais (ou os sinais das línguas de sinais). Eles reconhecem a existência de tendências espalhadas através das línguas, mas argumentam que esses padrões são apenas um sinal de que as línguas encontram soluções comuns para problemas comuns. Se não encontrarmos um verdadeiro universal, fica difícil... read more

“Porque sim” não é resposta (vídeo)

Se você quisesse saber o quão fundo é um buraco, qual método você acha que seria o mais confiável para obter uma resposta precisa? Adivinhação? Medir com uma trena? Pular dentro do buraco? As conclusões às quais chegamos sobre como as coisas funcionam no universo dependem das evidências que temos disponíveis para usar como base, e o quão informativas são essas evidências depende muito da qualidade do método que foi usado para produzi-las. Por isso, julgar conclusões desse tipo depende da nossa capacidade de julgar o método subjacente à essas conclusões e é sobre isso que falaremos hoje! Assista o vídeo dessa semana abaixo (ou clicando aqui). The Adobe Flash Player is required for video playback.Get the latest Flash Player or Watch this video on YouTube. Referências recomendadas De Houwer, J., Teige-Mocigemba, S., Spruyt, A., & Moors, A. (2009). Implicit measures: A normative analysis and review. Psychological Bulletin, 135, 347-368. Esse é um artigo bem específico que discute aspectos conceituais envolvidos no uso de medidas implícitas, mas nele é ilustrada a discussão sobre como os pressupostos teóricos por detrás de um método adotado devem ser verificados para que as conclusões tiradas a partir do seu uso sejam justificáveis, e foi inspirados na maneira como esses autores abordam o assunto que tentamos abordar em parte essa discussão no vídeo. Sobre a condutância da pele ou atividade eletrodérmica, a internet está cheia de materiais. Alguns links úteis são esses aqui (aqui, aqui,... read more

Brasil ameaçado – Bagre cavernícola

Meu primeiro trabalho científico foi com o grupo de biologia cavernícola da USP, eu participei de uma expedição a Terra Ronca, em Goiás, de onde vem o brasileiro ameaçado dessa semana. As descobridoras desse bagre cavernícola foram Eleonora Trajano e Maria Elina Bichuette, com as quais eu trabalhava nesse período. Elas descreveram Ituglanis bambui a partir de animais coletados na virada do século em riachos subterrâneos da caverna Angélica. Ituglanis bambui tem coloração ainda um pouco amarronzada e olhos reduzidos, mas presentes, o que sugere que ele não esteja vivendo em cavernas há muitas gerações já que olhos e pigmentação são perdidos em peixes totalmente adaptados às cavernas. Ele não tem forte hábito de entocar-se e nada solitariamente à meia água em busca de alimentos que localiza com seus barbilhões. O principal risco que essa espécie corre é ter uma população pequena e ter alto grau de endemismo em cavernas de solos calcários. Como o calcário é usado industrialmente em condições que variam do clareamento do papel até a produção de creme dental, economizar pasta de dente e usar aquelas folhas de papel reciclado e não clareado já é uma boa medida para cuidar desses... read more

Dragões de Garagem #59 Jogos Científicos

Cristiano “Möita” Silvério, Lucas Camargos , Bruno Spacek, Daniel Capua , e Nícolas Queirós vestem seus trajes espaciais, traçam a rota de suas naves interplanetárias e esperam a tela de loading terminar para gastar suas fichas de fliperama e limite do cartão em jogos científicos! Tire seu play antigo do armário, abra a Steam e revise geometria e biologia celular neste episódio com mitocôndrias assassinas, melecas geométricas, clones descartáveis, cavernas marcianas e jetpacks infinitos.

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