Cem milhões de mulheres a menos

Em um ensaio publicado no New York Review of Books [em 1990, More Than 100 Million Women Are Missing, o economista Amartya] Sen afirmou que há algo em torno de 100 milhões de “mulheres faltando” na Ásia. Enquanto a proporção de homens e mulheres no Ocidente é mais ou menos equivalente, em países como China, Índia e Paquistão há muito mais homens que mulheres. Sen acusou as culturas de tais países de graves maltratos a jovens mulheres. …
Mas agora outro economista chegou a uma conclusão surpreendentemente diferente. Emily Oster é uma estudante formada em economia em Harvard que começou a fazer análises de regressão quando tinha dez anos (seus pais são economistas) e está particularmente interessada em estudar doenças … Um dia no verão passado … ela descobriu um fato curiosos. Em uma série de estudos médicos em pequena escala na Grécia, Groenlândia e outros locais, pesquisadores descobriram que uma mulher grávida com hepatite B tem muito mais chances de ter um menino que uma menina. Não está claro o porquê — talvez fetos femininos sejam mais facilmente abortados quando expostos ao vírus.
Oster ficou apropriadamente intrigada. Ela decidiu ver se poderia usar dados para confirmar a tese de Blumberg. Uma vacina para hepatite B, ela descobriu, estava disponível desde o fim dos anos 1970. Ela encontrou dados confiáveis de um programa de vacinação do governo americano no Alasca.Antes que a vacinação começasse, os nativos do Alasca tinham historicamente uma grande incidência de hepatite B assim como uma alta taxa de nascimento de meninos em comparação com meninas. Alascas brancos, enquanto isso, possuíam uma baixa incidência de hepatite B e geravam a proporção padrão de meninos e meninas. Mas depois que um programa de vacinação universal foi conduzido no Alasca, a proporção de meninos-meninas entre nativos do Alasca caiu quase que imediatamente para a razão normal, enquanto a proporção de Alascas brancos continuou inalterada. Um programa de vacinação em Taiwan revelou resultados similares.
Leia o artigo completo, em inglês: The Search for 100 Million Missing Women — An economics detective story.

Mais mulheres como Emily Oster também não fariam falta. HA Ha ha.
via Freakonomics blog

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