"É uma grande ironia, esse dedo. Venerado, conservado em um relicário, sujeito ao mesmo tratamento que um santo. Mas esse dede não pertenceu a nenhum santo. É o longo dedo ossudo de um herético. Um homem tão perigoso à instituição religiosa que foi feito prisioneiro em sua própria casa. Ele repousa em um pequeno ovo de vidro sobre uma base de mármore no Instituto e Museu da História da Ciência em Florença, Itália. Na prateleira ao lado do dedo médio de sua mão direita está algo que o herético ficaria muito mais feliz de ver preservado. Um pequeno pedaço trincado de vidro que já foi usado para perscrutar os céus. ... O dedo [de Galileu] foi removido por um tal Anton Francesco Gori em 1737, 95 anos depois de sua morte. ... Se o dedo aponta ao céu, onde Galileu teve um relance da glória do universo e viu deus na matemática, ou se repousa eternamente desafiante à igreja que o condenou, cabe ao visitante decidir".
Se o dedo médio de Galileu conservado em um museu o surpreendeu, leia sobre o cérebro de Einstein, conservado em potes de geléia, cortado sobre uma tábua de cortar pão e acomodado em um pote de comprimidos. É a saga do cérebro de Einstein.
[via Proceedings of the Athanasius Kircher Society]
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