O fracasso do carro movido a ar


Pagar menos de R$2,00 para andar centenas de quilômetros com um carro movido a… ar? Ligar o escapamento no ar-condicionado? Usar óleo de cozinha para a manutenção? E ter um carro produzido com fibras compostas em fábricas de pequena escala, desafiando as grandes montadoras, para não falar das monstruosas empresas petrolíferas?
O sonho do carro a ar é infelizmente bom demais para ser verdade, e os mais atentos devem se lembrar que há quase dez anos a empresa MDI do francês Guy Nègre ganhou alguma atenção no Brasil ao anunciar a criação de fábricas por aqui. Os primeiros carros a ar deveriam estar sendo vendidos no Brasil desde 2003, mas as promessas ficaram no ar. O mesmo ocorre em todas as dezenas de países que anunciam o início da fabricação de carros MDI “em breve”. Teriam as empresas petrolíferas conseguido acabar com mais esta revolução ecológica?
A resposta que pode surpreender é, de pronto, que o carro a ar não é ecológico. É preciso comprimir o ar, e nenhuma inovação é sugerida pela MDI para que isto seja mais eficiente ou mesmo não-poluente. De fato, como Miguel Celades Rex, diretor da MDI para América Latina e Península Ibérica, declarou em 2001, “para comprimir o ar, é preciso eletricidade, e boa parte dela vem de termelétricas, que usam petróleo“.
Isso pode ser óbvio. Mas entusiastas ainda podem imaginar que o carro a ar seria menos poluente, “ecológico”, se fosse especialmente eficaz em armazenar e converter energia — que poderia ser gerada em usinas ecológicas. Infelizmente, neste quesito o carro a ar também é um fracasso fundamental. Como escreve Heriberto Janosch, “se construirmos um carro a gasolina que tenha as mesmas características que um a ar comprimido como o proposto, com apenas 25 hp, o movido a gasolina seria muito mais eficiente, gastaria menos energia e contaminaria muito menos o meio ambiente”. O processo de comprimir o ar, armazená-lo em tanques e então utilizá-lo em um motor é extremamente ineficiente, havendo muitas perdas. Tanques de ar comprimido também não são meios de armazenar quantidades práticas de energia — a energia de 300 litros de ar a 300bar equivaleria à energia de apenas 1,4 litros de gasolina [fonte]. É menos do que a energia disponível em uma pequena moto, e mais comparável à energia de um cortador de grama.
Se o carro não é ecológico, se nunca foi produzido como anunciado, como explicar que novos acordos continuem sendo anunciados exatamente como dantes, prometendo sempre carros para “breve”? Há poucos meses a MDI entrou em acordo para lançar seu carro a ar na Índia, prometendo vendê-los a partir de agosto de 2008. Por que afinal nunca podemos comprar os carros?
O verdadeiro segredo do carro a ar comprimido pode ter em verdade pouco a ver com meios de transporte, e sim com a única coisa que você pode prontamente fazer com seu dinheiro ao visitar o sítio da MDI e seus representantes: comprar licenças de fabricação. Na própria página de entrada do sítio declaram que a “MDI … se financia com a venda e concessão de licenças de fabricação de suas patentes em todo o mundo”. Como pergunta Janosch, “Não será em realidade o negócio da MDI apenas a venda de franquias e licença?“. Ele continua: “Se este é o caso, a inviabilidade do projeto seria o de menos. O importante seria fazer as pessoas acreditarem que é viável, e desenvolver uma boa estratégia de marketing para captar investidores. Para isso bastaria que a MDI criasse protótipos para apresentar e conseguir investimentos destinados ao desenvolvimento de novos protótipos. Seu mercado não seria o de compradores de carros, e sim o de investidores que não conheçam a indústria automobilística. Logo poderiam culpar os ‘grandes poderes econômicos ocultos’ pelo fracasso de seu projeto”.

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Discussão - 29 comentários

  1. Ricardo disse:

    Carro a ar comprimido atrai 600 pessoas em São Paulo e MDI fecha contrato de 25 milhões de dólares.
    O empresário espanhol Martin Vuezas, que está construindo três fábricas licenciadas dos carros movidos a ar comprimido em Portugal, arrematou três das sete unidades a serem construídas no Brasil por 25 milhões de dólares
    A indústria francesa Motor Develompent International, MDI, anunciou no dia 26 de outubro, que três das sete licenças de fabricação dos veículos movidos a ar comprimido, no Brasil, foram compradas pelo mesmo grupo empresarial que está
    construindo as fábricas de Portugal.
    O anúncio foi feito durante a apresentação do projeto no Hotel
    Sheraton Mofarrej, na cidade de São Paulo, na presença cerca de 600 pessoas entre empresários, engenheiros, futuros consumidores e jornalistas.
    O Instituto de Tecnologia Mauá, que produz testes de automóveis com a Folha de S. Paulo, ofereceu publicamente os testes quando os veículos forem enviados ao país.
    Durante o evento a diretoria da MDI apresentou programas de televisão feitos sobre o carro movido a ar em diversas emissoras, incluindo a ABC News, a CBS, diversos programas europeus e várias reportagens em revistas, incluindo a Time e a Wired e uma mensagem do inventor do motor a ar comprimido.
    FÁBRICAS NO BRASIL: 3 JÁ FORAM VENDIDAS
    São Paulo tinha três licenças industriais para instalação de
    pequenas montadoras cobrindo todo o Estado, cada uma exigindo um investimento mínimo de 8 milhões de dólares. As três licenças foram compradas pela VMA Portugal (Veículos Movidos a Ar), pertencente ao empresário espanhol Martin Vuezas. A empresa está procurando novos sócios para Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília e Recife.
    Além das fábricas, a MDI busca fornecedores de materiais e serviços, postos de abastecimento (de tanques de ar, naturalmente), manutenção… que serão usados no Brasil. Considerando a base instalada de fábricas brasileiras voltadas a indústria automotiva isso não deverá ser problema.
    MAIS DE 1.500 PESSOAS JÁ PEDIRAM O CARRO
    O executivo espanhol Miguel Celades anunciou que, em menos de 30 dias, mais de 1500 pessoas se cadastraram no site brasileiro da empresa pedindo para serem informadas quando o carro estiver disponível, para que tenham opção preferencial de compra.
    Como cada uma das indústrias terá uma capacidade de produção muito pequena (entre 2 e 6 mil veículos por ano) os consumidores que se cadastraram terão preferência.
    O governo brasileiro não permitiu que o protótipo do carro fosse embarcado para o Brasil, pois teriam que considerar isso importação.
    O problema é que a MDI do Brasil, ainda não existe e, portanto, não poderia garantir que o carro estivesse sendo enviado para uma exibição — um problema que, certamente, não existe na Europa.
    Entre os diretores da empresa estiveram presentes Paul Durand, representando a central francesa e Isabel Jones, representante da VMA Portugal, que irá lançar a MDI do Brasil S/A, com sede em São Paulo.
    Para resolver a questão, a empresa está montando uma “missão de empresários e jornalistas” que irá para a cidade de Nice, na primeira ou segunda semana de novembro, conhecer a fábrica e os carros que estão em teste no continente europeu.
    Notícia de 28/04/2008
    Eu estou esperando para ver…..

  2. Na verdade o carro movido a ar comprimido tem que dar certo. O único problema é que com a tese acima, ele encalha mesmo; pois se tiver que utilizar energia elétrica produzida com quanquer espécie de combustível teria que ter duas ou mais transformações da forma de energia para o uso final. Porém, uma coisa que as pessoas leigas e mesmo muitos engenheiros da área rejeitam a teoria da bomba de calor que é um carro movido a ar comprimido. Tem um mecânico brasileiro que já fez um carro que nem precisa ser reabastecido, o que derruba a tese do artiga acima. Se tiverem interesse podem ver muitas matéria em inglês buscando no google sobre “pneumatic options” vai aparecer um site http://www.aircaraccess.com/?.dir=/bca5&.src=ph onde tem um repositório de informações sobre a questão. Tem uma matéria que tem até o desenho de um compressor em que o ar é injetado para dentro na primeira fase com um módulo rotativo e depois que já tem pressão dentro do cilindro, ele é recomprimido até virar líquido e todo esse processo gera uma elevação de temperatura ao expandir dentro de um volume já pré-comprimido que faz com que aumente continuamente a pressão, retro-alimentando o sistema e gerando excesso que é utilizavel para mover o carro ou até a própria termo-elétrica para gerar energia solar indireta através do processo de compressão e descompressão do ar, o que faz com que a energia gerada no sitema seja a energia térmica acumulada no ar do meio ambiente. Não é nenhum milagre ou teoria da conspiração, apenas uma forma mais avançada de aproveitar a energia solar que está sendo continuamente armazenada na atmosfera sem poluir o ambiente porque não se queima o oxigênio do ar. O processo todo eleva muito a temperatura (em torndo de 400 ºC), mas não tem queima. E o que ele produz é uma grande quantidade de ar super gelado porque extraiu o calor latente existente no ambiente em volta do ponto de captação; como as bombas de calor que tem nas piscinas do Sesi, e muitos outros clubes e hotéis. O ùnico problema do Guy Neres é que ele quer fazer o carro sem esta perspectiva de custo zero e poluição zero. A energia para inicializar o processo tem que ser de uma bateria porque a maioria dos sistemas chegam a demorar até 20 minutos para atingir o pico de geração de calor, principalmente nos dias mais frios. Num pais tropical e temperado isso é fácil atingir a temperatura máxima. Teria que ser um carro mixto elétrico-ar comprimido e nem teria necessidade de uma grande bateria e nem de um grande tanque, mesmo porque um grande tanque se explodir pode causar algum dano. A única questão maior é a inicialização do sistema. A geladeira comum consome energia porque ela tem que utilizar um trabalho para retirar calor de um congelador já com gelo e liberar num ambiente muitas vezes acima de 25ºC. No caso da bomba de calor ou do carro a ar ele tem que retirar calor de um ambiente com temperatura já elevada, o que permite aproveitar o calor como forma de produzir trabalho, porque na verdade tenta congelar o ambiente, um processo inverso, o que se torna impossível, aumentando continuamente a temperatura até que seja consumida pela máquima para seu próprio reabastecimento e o excesso seja aproveitado para mover o carro ou outro maquinário qualquer.

  3. yah00netstar disse:

    O motor a ar comprimido desenvolvido no brasil tem um retorno de reaproveitamento do ar em 75% e este tendo que ser esporadicamente recalibrado por perda de compressao,sem dizer tambem o tamanho gigantesco deste,normalmente comparado com os motores tradicionais os de ar comprimido tem uns 10% de tamanho.Os ditos motores nao sao novidades os misseis por exemplo eram impulsionados pelos mesmos desde antes da segunda guerra mundial.

  4. Ruy Acquaviva disse:

    O ar comprimido é uma boa forma de armazenamento de energia. Em muitos países (incluindo o Brasil), a energia elétrica é produzida a partir de hidrelétricas e pode ser obtida da energia solar, eólica, biomassa e outras fontes alternativas. Comparar diretamente a gasolina com o ar comprimido não leva em conta que esse combustível está acabando nem seus grandes prejuízos em relação à questão do aquecimento global.
    Essa forma de armazenamento de energia é especialmente eficiente para veículos urbanos, que movem-se no trânsito e em curtas distâncias. Se for calculado o consumo de um veículo no trânsito de São paulo por exemplo, os motores à explosão perdem completamente sua vantagem energética porque o motor precisa ficar queimando combustível mesmo parado e perde a maioria de sua energia em constantes desacelerações. O motor pneumático pode parar completamente quando o veículo para e pode comprimir ar em desacelerações, atuando como um freio-motor e recuperando grande parte da energia dissipada nas desacelerações.
    O texto não fala nada sobre os veículos híbridos de ar comprimido e combustível, que merecem uma atenção especial por atenderem à necessidade de potência dos usuários de veículos e ao mesmo tempo à necessidade de melhorrar a eficiência energética no uso urbano.
    Também acho estranho a eterna promessa de produção em massa da MDI, porém acho que a questão deles não é de dar um “golpe” vendendo “vaporware”, mas sim eles começaram o projeto de forma muito ambiciosa, visando um mercado extremamente difícil que é o de veículos de passeio. Outro ponto que dificulta um projeto coo esse é a necessidade de implantar uma rede de postos de abastecimento, o que representa um enorme desafio para uma operação pequena e sem contar com ações de governos.
    Eles estão obtendo resultados financeiros bons em aplicações de sua tecnologia em máquinas industriais (empilhadeiras, carrinhos de transporte industrial, guindastes, etc) e continuo achando que é uma tecnologia muito promissora que talvez precise de um tempo de amadurecimento muito maior do que o propalado pela propaganda da MDI.

  5. Inaldo Santos disse:

    Alguns pontos:
    Estão sendo montados 6000 ainda em 2008 pela TATA (empresa indiana que não tem anda de pequena)
    Ainda bem, pois todos sabem que o petróleo é o maior causador de mortes no oriente médio
    obviamente se as empresas petroliferas conseguiram abalar o projeto foi pagando para que atrazassem.
    PArabens pela capacidade intelectual de achar que energia eletrica so vem de termo eletricas, e também pela falta de conhecimento da eficiencia de combustiveis fosseis. apenas 20% da queima de gasolina são uteis, o resto é desperdiçado em forma de calor.
    Então ótimo que se utilize de tão pouca energia, afinal, quem não quer andar 200 km com um carro que utilize apenas a energia de um cortador de grama

  6. Manoel Ribas Vianna disse:

    Antes de se condenar o ar comprimido como energia, o qual libera calor em expansão exotérmica capaz de promover a combustão do ar nas câmaras mecânicas do motor a ar, assim como fazem os fluídos utilizados para o mesmo fim nos já existentes motores térmicos, devemos entender um pouco de definição de desenvolvimento sustentável. A idéia é simplesmente digna de respeito. Se funciona, eu diria só vendo e usando por alguns dias em situações adversas.
    Acho que algo deve ser feito para solução do transito das cidades mesmo.

  7. Tcharllys disse:

    Bem polemico mesmo esse negócio de carro a ar.
    A minha opinião é que refinando essa tecnologia com certeza vai dar certo.
    Uma coisa que pode dar certo tambem é usar um sistema de frenagem baseado em compressores que possa gerar pressão extra nos tamquem no ato de freiar.

  8. Cleber Rodrigues Fernandes disse:

    Olá a todos,
    como todos falaram, o problema primordial deste carro é a fonte de energia necessária para comprimir o ar.
    Ora, se as atuais fontes de energia são “ineficientes”, realmente ele se torna inviável, mas e se a partir de determinado momento, houver uma nova matriz energética, mais eficiente, menos “poluente” e coisas do tipo, será que tal carro movido a ar comprimido não passe a ser um tanto interessante?
    Aconselho que pesquisem sobre o tokomak por exemplo, bem como a diversificação da matriz energética mundial, ficando cada vez menos dependente do petróleo.
    Tudo é uma questão de tempo, apenas isso, tempo.
    O resto é sonhar, e muito!
    Sucesso a todos,
    Cleber.

  9. Velho disse:

    É incrível como tem gente que além de ser pessimista é também mal intecionada, como esse cara que escreve o artigo! Me parece muuuiito óbvio que a nossa necessidade de energia elétrica nuuuunnnca vai acabar… Até o nosso corpo precisa dela, o planeta precisa dela, toda a vida na terra é baseada em eletricidade… E é muuuito óbvio também que qualquer medida para excluir a emissão de gases tóxicos na atmosfera deve ser encarada como urgência. Não se enganem, o petróleo vai acabar um dia, tão certo como dois mais dois são quatro, isso se não acabarmos com o planeta antes. É possível sim! Basta que os ‘grandes poderes econômicos ocultos’ parem de agir livremente como acontece a séculos, ontem foi o ouro, hoje o petróleo e amanhã o que será? Água? Até por que dizem os especialistas que daqui a alguns anos a água potável do planeta valerá mais do que qualquer ouro! Então, mais uma vez, não se enganem! Vale à pena simm! Qualquer alternativa para retirar ou diminuir a emissão dos gases venenosos e do efeito estufa de nossa atmosfera é válida… Mesmo que se gaste mais energia elétrica para isso, até porque essa forma de energia é muitas vezes mais limpa do que combust´veis fosseis conhecidos(lei-se:PETRÓLEO).
    Abraço !!

  10. Velho disse:

    Não esqueçam! No fim, TUDO È DINHEIRO!

  11. Ulisses Brügger disse:

    Quer dizer, então, que é mais lucro pagar dezenas de reais para encher o tanque do carro, emitir quilos e quilos de poluentes mas continuar a utilizar combustível fóssil, do que pagar 2 reais para andar centenas de quilômetros sem poluir nada ??? Concordo com o VELHO aí acima : muito mal intencionada esta matéria, além de ridículos os argumentos para que o carro a ar não “emplaque”.

  12. Wilmar Kunde disse:

    yah00netstar:
    É um pouco tarde para replicar.
    Tenho paixão por acionamentos fluídicos pela sua flexibilidade e relação “tamanho”/potência.
    Eu sabia q torpedos eram impulsionados por motores pneumáticos. Sobre mísseis, só as bexigas de borracha, nenhuma aplicação prática. Pode me dar mais informação, como sites. Vou “googlar” com “air missil” e “mísseis a ar”.
    [ ]WKunde

  13. Alex Leal disse:

    Caros Amigos
    Aqui em Portugal, estão a ser construidas fábricas para produção de automóveis da MDI, bem como eléctricos e híbridos inovadores de outras marcas. O nosso primeiro ministro veio a televisão à cerca de seis meses declarar que Portugal investirá cada vez mais em novas tecnologias automotivas, por isso acredito que em finais de 2008, os veículos a ar comprimido já estarão disponíveis em nosso mercado, e penso que mais cedo ou mais tarde, no mercado brasileiro e mundial.
    Os senhores poderão ver o vídeo da empresa francesa no youtube, no seguinte endereço: http://br.youtube.com/watch?v=UHDUCy-Kg5c

  14. Alex Leal disse:

    Desculpa, quis dizer que deve estar disponível em finais de 2009 cá em Portugal.

  15. Cleber Rodrigues Fernandes disse:

    Apoiado!
    No fim, dinheiro é simplesmente tudo!
    E de onde surge o dinheiro… De nós mesmos, que somos constantemente enganados, para que a cada dia, consumir mais e mais!!!!
    SDs
    Cleber Rodrigues Fernandes
    SJC, SP

  16. sergio disse:

    para provar que funciona estou vendendo a quem interessar um prototipo de motor movido a ar por apenas r$20,00 para experiencias, este valor sera revertido para novas pesquisas que baseia-se em naotecnologia explorando pincipios de adsorsão de gases nobres

  17. leonardo santos disse:

    Nas afinal, onde, que pais este automóvel a ar comprimodo tem sido usado?

  18. O mais interessante de este assunto é perceber como alguns aventureiros conseguem enganar os jornalistas e as pessoas que veiculam notícias bombásticas na mídia com a única finalidade de obter dinheiro e popularidade. Será que utilizam os seus verdadeiros nomes? Pergunto-me: o que fazem as universidades que não se pronunciam publicamente e tiram a máscara desses elementos?
    A melhor frase da matéria é a seguinte: “…o carro a ar ficou no ar…”

  19. Rinaldo disse:

    Quem postou esta materia está muito desatualizado!!! eu estive na cidade onde são produzidos os carros movidos a ar (MDI) andei nos veiculos e verifiquei que eles fincionam mesmo.são eficazes sim, principlamente nos grandes centros,onde o transito flui lentamente. quem fala que o petróleo é a melhor saída é por que não está percebendo a destuição que estes veiculos poluidores causam a natureza. precisamos de outras matrizes energéticas. o petroleo já era. e outra ,a energia elétrica pode ser gerada através de hidrelétricas e até mesmo da energia solar.abundante em nosso planeta. quem quer que o petroleo continue destruindo ,é porque tem interesses financeiros com ele, são os famosos mercenários, sem compromissos com nosso planeta. Todos podemos ajudar. temos que mudar , evoluir para melhor e não viver no passado – com combustíveis fosseis. como o próprio nome diz é um NOJO!!!!!!!seja bem vindo carro movido a ar. venha purificar e refrigerar o nosso ar.

  20. Marcelo Bastos disse:

    Parabens aos que não cairam na patética afirmação de que o carro a ar “comprimido é um fracasso”, sob o pretexto de que é necessário eletricidade para encher os cinlindros de ar…
    …se o argumento fosse valido, então mais inviavel ainda é a continuação da utilização de motores a explosão, (tecnologia obsoleta e primitiva), que se utilizam de combustiveis fósseis (petróleo), pois para se produzir petróleo tambem se gasta uma quantidade muito maior de eletricidade, calcule o custo energético de eletricidade para manter todo o aparato das refinarias, enquanto q a eletricidade para encher os cinlindros do carro a ar é infinitamente menor e pode vir de várias fontes não poluentes: energia eólica, solar e hidrelétrica.
    Constata-se pois que:
    ou o argumento é idiota ou é pago pelos que têm interesse em continuar destruindo o planeta usando um motor pra lá de obsoleto (como o motor a explosão que usa derivados do petróleo).
    vamos ser mais sensatos antes de julgar inovações q já eram para estar sendo usadas a décadas atrás.

  21. Kentaro Mori disse:

    Existem usinas termelétricas movidas a óleo combustível. Não existem usinas movidas a ar comprimido. Este blog não é patrocinado por nenhuma companhia petrolífera.
    Por mais que se deseje, o carro movido a ar comprimido é um fracasso. Há mais de uma década é anunciado e promovido, mas em nenhum lugar no mundo é vendido e utilizado de forma viável. Só quem lucra é quem vende a idéia e as licenças, quem mais perde é justamente quem investe nesta fantasia, exatamente como exposto no texto.

  22. Bles disse:

    Considerações.
    A leitura foi vigorosa, em termos de “internet” foi dispendiosa no quesito tempo, aonde normalmente não perdemos mais que alguns momentos de atenção em textos da “web”.
    Mas a verdade nua e crua que não há nenhum descobrimento quanto ao uso do ar como força motora, nem mesmo em sua forma comprimida. Esse descobrimento é antigo e remonta a séculos.
    Os navios do século 14 ao 19 aonde utilizavam as caravelas para a captação do vento a fim de comprimi-lo, sim comprimi-lo para movivemtar os návios.
    Os agricultores, artesões e ferreiros que utilizavam as “pás” dos moinhos de ventos para comprimir o ar afim de move-las gerando força motriz. Compressão de ar promovido pelo desenho aerodinamico das “pás” dos moinhos, que geram compressão do ar. Essa hoja já aprimorada para produção de eletricidade atráves das turbinas eólicas.
    Para facilitar melhor o entendimento, de compressão de ar nesse contexto levando em conta o “designe”, lembrem-se do formato das asas de uma aeronave, um aeroplano que com suas asas consegue uma compressão de ar direto, por força eólica. Ao qual gera sustentabilidade do aeroplano. Sem contar nas pás inversas idealisadas por “Da Vince”. Ao qual não iremos comentar a fim de manter o foco da discursão aqui imposta.
    Esse discurso meus caros, é apenas para enfatizar e realçar a minha posição. Força motriz de origem a ar comprimido é uma descoberta antiga que provou ser eficiente e que funciona, o que muda hoje é apenas a forma como comprimimos esse “ar”, estamos (nós humanos conteporâneos) aperfeiçoando o que nossos antepassados já descobriram há muitos séculos atrás.
    O que mais me intriga, é: “O questionamento, que chega ser ignóbil”. Quanto ao uso e funcionalidade de tal tecnólogia.
    Ao nosso entender de forma particular pessoal e de forma singular: É que tais declarações, insinuações e questionamento, tem como fator principal o desprovimento intelectual, conceitual e principalmente de formação, por parte do autor primitivo.
    Temos que concordar que a MDI comprou uma guerra mitologica, uma batalha que em termos conceituais assemelha-se a “David” e “Golias”, quando está ameaçou interesses de grandes coorporações e instituições internacionais no campo energético. Em termos, de “lobby” anti MDI, esses é claros que são reais, apenas escuso de notoriedade, mantido sob o manto de protelações por partes de agentes certificadores entre outros. Dizer que isso não é real, é o mesmo que acreditar em coelhinho da páscoa, ou pior em papai noel, ou ainda que os seres viventes nos U.S.A. não são os responsáveis pelo desmatamento da Floresta Amazônica, eo pior com nosso aval…
    Mas isso já é outra questão.
    Se meu comentário foi demasiado complexo, é só pedir caro autor “originário” que pelo intelecto demonstrado em vosso “post”, que eu tentarei desenhar de outra forma para que possa conseguir alcançar o entendimento lógico, critíco, indepentende e principalmente imparcial.
    Resumindo… Motor eólico por alta compressão de ar, é questão de tempo… Podem retardar…. apenas isso… É questão de tempo…
    “Cape Diem” a todos!!!

  23. cosme de melo disse:

    Gostaria que alguém me desse informação sobre o inventor brasileiro do carro movido a ar, que mora no Espírito Santo, chamado ANTONIO DARIVA.

  24. Rômulo Rostand disse:

    Kentaro Mori,
    Gostei muito do post. É importante que pessoas quem tem alcance para avaliar uma proposta como o carro a ar-comprimido expresse sua opinião. Excelente texto, muito esclarecedor. É incrivel como na era da informação tanta gente ainda dê crença a uma fraude dessas. Iniciei um blog com esse assunto(Carro a ar-comprimido). Mais minha temática geral são as mentiras no meio automotivo. Ficarei alegre se puder visitar meu blog:
    http://autofalacias.blogspot.com/

  25. reinaldo disse:

    Acho que a questão não é nem se o princípio do carro a ar é viável ou não, se é ecológico ou não, se é econômico ou não.
    O principal problema da MDI, ao meu ver é que ela promete mas não entrega, assim como outras centenas de soluções alternativas de geração de energia que já apareceram nas últimas décadas.
    as empresas petrolíferas e automobilísticas nem precisam “sumir” com estes inventores, eles mesmos desaparecem…. de vergonha!
    Alguém se lembra do motor magnético Perendev? aconteceu o mesmo com ele…..

  26. Ivan disse:

    uma coisa q eu aprendi com a vida e com a historia é q pessoas muito alem de seus tempos são tachadas como bizarras e loucas, e o tempo veio provar o contrário. quem já imaginou uma carruagem andar sem cavalos? loucura

  27. Snowmeow disse:

    Estranho falar de “fracasso” do carro a ar quando a propulsão pneumática foi largamente usada em locomotivas de minas e linhas subterrâneas, e seu conceito existe desde o Século XIX.

    Estranho falar que o carro a ar é mais poluente que o carro a gasolina, em um país onde a maioria da energia elétrica é gerada por HIDRELÉTRICAS, e não por termelétricas, como é o Brasil.

    Estranho não mencionar o lobby das grandes petrolíferas, que mantiveram o carro elétrico no limbo durande décadas até a “morte” do EV1, que despertou a atenção do povo e das montadoras para a necessidade de transportes alternativos.

    Estranho citar essas tecnologias em tom de escárnio e ceticismo, em vez de esperança e otimismo. O carro a ar funciona, os mais diversos motores de propulsão pneumática funcionam, a tecnologia é aplicável. O problema é o lobby das petrolíferas, que não querem que seu precioso líquido seja substituído por baterias ou ar comprimido, ou mesmo hidrogênio.

  28. Tiburtino Lacerda disse:

    Gente, o que POUCOS leitores perceberam, é o SEGUINTE:Se vc gasta MENOS de DOIS REAIS para ENCHER o tanque de ar comprimido de um carro desses, ele, NÃO VAI impulsionar o veículo por 100 km, como anunciado, A MENOS que sejam 100 km, SÓ DE DESCIDAS,quando NENHUM motor seria necessário.A QUANTIDADE de energia acumulada no tanque de um carro desses, seria IRRISÓRIA, ele andaria talvez 10 – 15 km e o tal tanque, estaria, VAZIO.Não é por OUTRO obscuro motivo, que esse tipo de propulsão, NÃO EMPLACA.A MDI, bem que PODERIA ser chamada, de Máquina De Iludir.

  29. Gustavo Nunes disse:

    Algo passou batido.
    O próprio carro pode através de um compressor alimentado pelas rodas dianteiras manteriam os cilindros de ar comprimido sempre cheios. Enquanto o veículo anda,ele se abastece.

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