“Quando Criacionistas falam de Deus criando toda espécie individual como um ato separado, sempre usam como exemplo beija-flores, ou orquídeas, girassóis e coisas lindas. Eu tendo a pensar ao invés no verme parasita cavando seu caminho através do olho de um garoto sentado no leito de um rio na África Ocidental, [um verme] que cegará a criança. E [eu lhes pergunto], ‘Você está me dizendo que o Deus em que você acredita, que você também diz ser um Deus todo misericordioso, que preza por cada um de nós individualmente, você está dizendo que este Deus criou este verme que não pode viver de qualquer outra forma além do globo ocular de uma criança inocente? Porque isso não me parece coincidir com um Deus cheio de misericórdia”.
É o comentário de Sir David Attenborough quando é frequentemente questionado se seu trabalho e fascinação com as maravilhas naturais o fazem contemplar um criador. Há, no entanto, uma resposta muito simples aos argumentos agnósticos de Attenborough. São as idéias defendidas pelo Dr. Ralph D. Winter, que faleceu recentemente e para quem todas as formas violentas de vida são obra de uma “força maligna inteligente” que busca destruir a criação divina.
“Nossa literatura teológica corrente, até onde sei, não considera seriamente patógenos de doença de um ponto de vista teológico – isto é, são obra de Deus ou de Satã?”, pergunta Winter. “Tenho uma forte suspeita que esses defeitos [falhas genéticas] são comumente na verdade distorções malignas de Satã e não apenas coisas que deram errado acidentalmente. Por quê? Porque, simplesmente, algumas delas são tão engenhosamente destrutivas. Representam, penso eu, o envolvimento de inteligência. Não são apenas evolução cega, ou muito menos, erros na criação”.
Tais idéias podem soar cômicas, mas possuem uma honestidade intelectual, ou pelo menos, uma honestidade, gritante. Principalmente quando descobrimos que Winter desenvolveu tais idéias enquanto estava ao lado de sua esposa, vítima de câncer, no último mês de sua vida. “[Há] uma tradição teológica que não compreende as forças demoníacas que têm a capacidade de distorcer o DNA”. O próprio Winter também faleceu após lutar contra o câncer.
Se as idéias do design malevolamente inteligente pareceram curiosas, vale lembrar que também há a proposta do design estúpido. [via 忘却からの帰還]
Não há conhecimento isolado: qualquer informação só é relevante no contexto de outras. E nada melhor para explorar esta teia de infinitos nexos do que um blog na rede.
Em 100nexos, este autor, 


Comments (9)
É que Deus criou tudo com o propósito de progredir o livre arbítrio das formas de vida de modo que elas vão excluindo o que faz mal e perpetuando o que faz bem.
Deus sabia desde o início que escolhas todos poderiam fazer, mas não se fariam mesmo ou não. Tudo foi criado de forma a selecionar as escolhas certas, tanto das pessoas quanto dos animais, vegetais e minerais.
Apenas parece que agora há muitas coisas erradas, mas na verdade há muito mais beleza e harmonia, pois no passado as coisas eram piores e tudo o que não funcionava em harmonia foi traçando seu próprio destino geração após geração. Deus sabia que tudo isso aconteceria e ainda observa nossa progressão.
O Diabo e o inferno não existem, é tudo invenção do homem para culpar Deus por não intervir nos desastres e catástrofes, pois o homem não consegue aceitar que o mesmo Deus que nos criou também permite que soframos, mesmo que este sofrimento seja para alcançar a glória da perfeição.
Uma pena que alguns homens estagnam-se em erros e conformismos, e evitam buscar a sabedoria e o progresso do mundo, só porque tropeçaram algumas vezes na escada para o paraíso. Crianças magoadas...
Posted by: Ivete Rodrigues Pereira de Castro | julho 1, 2009 5:14 AM