Overdose de Fofura – e um experimento bizarro

Bebê lemure

Entre os lêmures estão os menores primatas do mundo (valeu, Takata!), e Tahina, nascida no ano retrasado no zôo Besancon na França bem pode ser um dos mais “uóóó´” no planeta. É um dos únicos 17 lêmures Propithecus coronatus vivendo em cativeiro, tratada com todo o cuidado pela equipe de veterinários. Confira mais fotos adoráveis desta coisa esquisita no Mail.

A imagem irresistível de Tahina abraçando o urso de pelúcia lembra o estudo clássico de Harry Harlow com macaquinhos e mães de pelúcia, explicado pelo scibling Luis Azevedo no Ciência Ao Natural, em A Natureza do Amor:

fig14

A Cérebro e Mente também tem uma boa página com mais fotos (coloridas) explicando o experimento de Harlow: As Necessidades Vitais dos Bebês.

E, sendo este o admirável mundo novo da internet, é claro que você pode conferir filmes dos experimentos no SeuTubo, apresentados pelo próprio:

Depois de conhecer o experimento, ele pode soar meio cruel, mas há meio século o sofrimento de alguns macaquinhos permitiu descobertas que em parte garantem que a pequena Tahina ganhe um ursinho de pelúcia para abraçar: é cientificamente demonstrado que lhe faz um bem danado. [foto via pya]

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Discussão - 7 comentários

  1. Na verdade como os lêmures compreendem diversas espécies – incluindo uma espécie fóssil maior do que gorilas, o mais correto seria dizer que entre os lêmures há uma espécie dos menores primatas (atuais) do mundo: o lêmure-rato de Berthe.
    []s,
    Roberto Takata

  2. FernandoP disse:

    O experimento “pode soar meio cruel”?
    Ele soa abusivamente cruel, ele soa simplesmente cruel. E isso porque não foram citados outros tipos de experimentos de privação de maternidade, como um do próprio Horlow, em que as mães de mentira se transformavam em “monstros”, dando choques ou sacudindo-se violentamente quando os filhotes iam buscar colo (outra possibilidade, também testada pelo cientista, foi de mães-monstro que espetassem sem prévio aviso os filhotes que estivessem no colo. Cruel o suficiente agora?).
    A questão aqui não é se esta é uma pesquisa útil ou não — dificilmente se produz conhecimento que seja inútil, afinal sempre pode ser interessante confirmar dados anteriores, revisar metodologias ou testar a própria ciência. A questão aqui é: essa pesquisa é moralmente aceitável?
    Você deve ser esperto e já deve ter sacado onde eu quero chegar: no especismo. Esta postagem, sem dúvidas alguma, utilizaria a expressão “O experimento soa criminoso” caso relatasse um caso semelhante, porém com outro primata como objeto. Por quê?
    Porque obviamente alguma coisa permite que rhesus sofram privação social e tortura física e psicológica mas impedem que Homo sapiens as sofram. Acredito que seja porque a) eles são diferentes demais para estarem num mesmo nível de importância moral; e porque b) eles são suficientemente semelhantes biologicamente para serem testados e seus resultados serem extrapolados para humanos (ou outros símios).
    Cabe ressaltar que os testes, por mais relevantes que sejam para o avanço científico, são injustificáveis se não tivermos culhões de fazer as mesmas barbaridades contra humanos. Porque tanto humanos, quanto rhesus, têm interesse em seu bem-estar (interesse suficiente para aguentarem o colo de uma mãe-monstro; ou “melhor com mãe-monstro que sem mãe alguma”).
    O Horlow deveria ser agradecido pelas descobertas.
    Até
    FernandoP

  3. Igor Santos disse:

    Esse bicho é muito do feio…

  4. Kentaro Mori disse:

    Obrigado, Takata, fiz a alteração no texto…

  5. Kentaro Mori disse:

    É verdade, Fernando, eu acabei por minimizar a crueldade dos experimento de Harlow. Por outro lado, discordo que sejam injustificáveis os experimentos com animais que não seriam feitos com humanos. Sou especista sim…
    Mas é uma questão bem complexa, e acho que seria melhor abordada em outro post, discussão.
    Obrigado pelo comentário!

  6. FernandoP disse:

    Seria realmente interessante ver teu posicionamento — e, acredito, como consequência a dos outros cientistas que acessam o ScienceBlogs Brasil — sobre o assunto.
    Até mais

  7. raph disse:

    A solução de usar brinquedos de pelúcia para símios que perderam as mães e são criados em cativeiro, é longe de ser cruel, pelo contrário… Já a última, certamente é algo mais que “meio cruel”, mas ser cientista e obter conhecimento não garante a ninguém uma espiritualidade ou moral imediata…
    Abs
    raph

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