O Apocalipse Inevitável (parte I)

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Um ufólogo salvou o mundo. Carl Sagan também salvou o mundo. Nós precisamos salvar o mundo. Ou, como George Carlin dizia, precisamos salvar a nós mesmos, afinal o planeta pode se virar muito bem. “Tem estado aí por 4,5 bilhões de anos. O planeta não vai a lugar nenhum. Nós vamos”.

Quem tem mais de vinte anos deve se lembrar do chamado buraco na camada de ozônio. Ele ainda está lá e todos, mesmo os mais jovens, deveriam saber a respeito. Porém há vinte anos o tema era tão ou mais discutido quanto o aquecimento global é hoje. Confira, por exemplo, este comercial futurista do protetor solar Sunblock 5000 em “Robocop 2” (1990):

Paródia, claro, mas representando os temores da época. Duas décadas depois podemos comemorar o sucesso do Protocolo de Montreal e o banimento do CFC, principal vilão da história, e como desde 1994 a concentração de tais substâncias na alta atmosfera vem diminuindo. A camada de ozônio deve se recuperar completamente até a segunda metade do novo século – um bom tempo, mas um bom prospecto e uma prova de que acordos internacionais podem funcionar. O desafio de controlar emissões de carbono é um imensamente maior do que controlar o CFC, mas é extremamente interessante ver como à época, indústrias que lucravam com o CFC também afirmavam que seria primeiro desnecessário, e então de toda forma impossível banir o produto químico tão útil à economia.

Virar o jogo e convencer o público e os governantes da necessidade de medidas economicamente custosas e que só veriam resultados a longo prazo envolveu uma história igualmente longa e complexa, e no próximo nexo abordaremos a participação do ufólogo que salvou o mundo: James McDonald.

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Releia toda a série:

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Discussão - 3 comentários

  1. Igor Santos disse:

    Eu lembro das “sondas espaciais” que foram lançadas do centro de lançamentos de foguetes de Natal para avaliar e, posteriormente, remendar a camada de ozônio. Patético.

  2. delto disse:

    eu já tô entrando na casa dos 70 anos, e vivi todas estas mudanças, e sei que o planeta terra, é eterno e indestrutível… já a humanidade, esta sim, pode se auto-destruir, com atitudes erradas…

  3. Andros Humanoid disse:

    Penso que, para que o planeta viesse a ser eterno, seria preciso torna-lo indestrutível… ou ser equipado com sistema de propulsão, com gerenciamento ágil o suficiente para evitar o risco de explosão do sol ou o choque com outros corpos. Claro que alterações na rota ou velocidade trariam impactos à superfície e mesmo à estrutura, pois o planeta é bem molinho… precisaria ser transformado em uma nave.
    A possibilidade da humanidade destruir-se antes de obter soluções fantásticas é bem maior, e o agravante é o entorno ir à destruição consigo… Por óbvio, maior e mais importante que a humanidade é o ambiente fértil onde ela e os outros seres vivem, essa fina camada superficial que estaria preservada por muito tempo, não fossemos tão insistentes em depredá-la !
    De um ponto de vista egoísta (nossa natureza), parece mais lucrativa a fuga para outro sistema, o que poderia tornar a eternidade para nossa espécie mais provável do que uma temporária reintegração à natureza e renúncia aos caríssimos “confortos” que nos concedemos atualmente… e à tecnologia necessária para nossa evasão deste finito mundinho. (A Nasa já cogita viagens só de ida para marte.)
    De todo modo precisaríamos nos tornar super homens e mulheres, o que dá muita preguiça ao nosso imediatismo.
    Por exemplo, o máximo que estas considerações poderão provocar é a impressão de irresponsável imaginação… e o pensamento reincidente: Vamos todos morrer, que se lixe o futuro !
    Então, nem ligue se pareço preocupado com seus filhos e… um último abraço !
    Andros Humanoid.

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