Um mundo sem carros

“E se amanhã, todos os carros desaparecessem?”. Ross Ching concretizou uma Los Angeles sem carros através da mágica da fotografia em lapso de tempo e um tanto de edição de imagens e vídeos – os curiosos sobre o processo, inspirado nas fotografias de Matt Logue, podem conferir sua página sobre Running on Empty.

É um vídeo hipnotizante, ajudado pela trilha de Radiohead, que provoca todo tipo de reflexão. Por aqui, o nexo que oferecemos é Futurama, a utopia tecnológica promovida pela General Motors na Feira Mundial de 1939.

Los Angeles é, hoje, a realização desta utopia tecnológica. As maquetes de 1939 podem não parecer muito modernas hoje, porque nós as vivemos ao dirigir por rodovias mesmo no Brasil, mas na época eram apenas sonhos e fantasias. Ou melhor, eram uma utopia sonhada pela General Motors, de um mundo repleto, sem surpresa, de carros.

Sete décadas depois, a própria General Motors se viu à beira da falência, algo inesperado, mas a utopia que sonhou e promoveu se tornou realidade. O que talvez seja ainda mais inesperado. O adágio de que é preciso tomar cuidado com o que se deseja, porque pode se concretizar, vem à mente, pois vivemos na Futurama da General Motors mesmo nas principais metrópoles brasileiras. E essa não é exatamente uma utopia.

A quem veja nesta uma distopia terrível, entretanto, é preciso tomar cuidado ao desejar que todos os carros desapareçam: o desejo pode se tornar realidade, e o resultado pode não ser um belo clipe contemplativo ao som de Radiohead. Já advogava Sidarta Gautama o caminho do meio, e a este não há highway. [via Nerdcore]

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Discussão - 3 comentários

  1. Chloe disse:

    Olá Kentaro!
    é impressão minha ou, segundo o vídeo, o ‘mundo sem carros’ fica também ‘sem pessoas’?
    Abç. ; )
    C.

  2. Fernanda Dias disse:

    Mas mostram as ruas vazias… Isso não é um mundo sem carros, é um mundo sem pessoas!
    As pessoas ainda precisam ir de um ponto a outro, há carga para ser transportada.
    Utopia seria sintetizadores de comida e teletransporte sem custos de energia.

  3. Imagine todo o dinheiro gasto com o sistema para os carros, direcionado para as pessoas. Digo, o dinheiro público gasto no incentivo ao transporte individual é o oposto da democracia. A cidade fica mais bonita, limpa em todos os aspectos e por fim mais humanizada.
    Esse dia só chegará no dia que as decisões políticas sejam feitas pensando nas pessoas. Por enquanto ainda estamos controlados por meia dúzia de grandes corporações e interesses individuais.

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