Argumentando com Deus

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Uma adaptação do original de Michael Anissimov, que indica ensaios ótimos de Eliezer Yudkowsky como Semantic Stopsigns e "Science" as Curiosity-Stopper para maior reflexão. Antes de criticar a imagem por sua caricaturização ou mesmo por algum tropeço epistemológico fatal, confira os ensaios indicados.

“Porque sim” não é resposta. “Porque Deus quis” também não. Se descobrir os infinitos mecanismos e fenômenos interligados que explicam o funcionamento de algo ainda não nos levou à “resposta”, e talvez nunca leve, o ponto é que não nos leva a falsas respostas. É preciso evitar os pontos finais semânticos do questionamento. [montagem sobre imagem via sxc.hu]

Design Inteligente… Malevolamente Inteligente

DrEvil

“Quando Criacionistas falam de Deus criando toda espécie individual como um ato separado, sempre usam como exemplo beija-flores, ou orquídeas, girassóis e coisas lindas. Eu tendo a pensar ao invés no verme parasita cavando seu caminho através do olho de um garoto sentado no leito de um rio na África Ocidental, [um verme] que cegará a criança. E [eu lhes pergunto], ‘Você está me dizendo que o Deus em que você acredita, que você também diz ser um Deus todo misericordioso, que preza por cada um de nós individualmente, você está dizendo que este Deus criou este verme que não pode viver de qualquer outra forma além do globo ocular de uma criança inocente? Porque isso não me parece coincidir com um Deus cheio de misericórdia”.

É o comentário de Sir David Attenborough quando é frequentemente questionado se seu trabalho e fascinação com as maravilhas naturais o fazem contemplar um criador. Há, no entanto, uma resposta muito simples aos argumentos agnósticos de Attenborough. São as idéias defendidas pelo Dr. Ralph D. Winter, que faleceu recentemente e para quem todas as formas violentas de vida são obra de uma “força maligna inteligente” que busca destruir a criação divina.

“Nossa literatura teológica corrente, até onde sei, não considera seriamente patógenos de doença de um ponto de vista teológico – isto é, são obra de Deus ou de Satã?”, pergunta Winter. “Tenho uma forte suspeita que esses defeitos [falhas genéticas] são comumente na verdade distorções malignas de Satã e não apenas coisas que deram errado acidentalmente. Por quê? Porque, simplesmente, algumas delas são tão engenhosamente destrutivas. Representam, penso eu, o envolvimento de inteligência. Não são apenas evolução cega, ou muito menos, erros na criação”.

Tais idéias podem soar cômicas, mas possuem uma honestidade intelectual, ou pelo menos, uma honestidade, gritante. Principalmente quando descobrimos que Winter desenvolveu tais idéias enquanto estava ao lado de sua esposa, vítima de câncer, no último mês de sua vida. “[Há] uma tradição teológica que não compreende as forças demoníacas que têm a capacidade de distorcer o DNA”. O próprio Winter também faleceu após lutar contra o câncer.

Se as idéias do design malevolamente inteligente pareceram curiosas, vale lembrar que também há a proposta do design estúpido. [via 忘却からの帰還]

“Com a ciência, é tanta imprudência”

Uma reflexão sobre o papel da ciência na sociedade moderna, por Martim Nascimento. [BN]

Uma questão de escala

Ainda outro vídeo ilustrando a escala de grandes corpos celestes. Clique para conferir a versão em alta definição no Youtube. Ao final, para fornecer uma noção intuitiva do tamanho da maior estrela conhecida, menciona-se que a bordo de um avião a 900km/h, levaria apenas 1.100 anos para completar uma única volta em seu equador.

Nenhuma das religiões jamais sonhou com escalas tão vastas para o Universo. Algumas, como certas tradições principalmente orientais, chegaram sabiamente a sugerir números vastos para o cosmo em que vivemos, sem no entanto desconfiar que mesmo suas lendas mais selvagens eram pequenas frente à realidade. Outros cultos se atreveram à visão, que agora nos deve parecer absurda, de que estávamos no centro de um Universo de dimensões incrivelmente comezinhas, proporcionais à visão daqueles que imaginaram tal cosmo – e o atribuíram, claro, à revelação divina. Mesmo o nosso Sol, uma estrela mediana que vemos diariamente, já é muito maior do que o tamanho do Universo que esse suposto “deus” teria revelado aos antigos.

Longe da revelação, é surpreendentemente o conhecimento, objetivo, verificável e independente de simples fé que nos apresenta um Universo infinito, povoado por corpos de dimensões e escalas para as quais mal temos nomes, de fato, para as quais precisamos inventar nomes.

“A verdade não tem que ser aceita com fé. Os cientistas não seguram suas mãos todo domingo, cantando: Sim, a gravidade é real! Eu vou ter fé! Eu devo ser forte! Amém!” –Dan Barker

[Bad Astronomy, 3QD]

Um ateu de mau humor


Vides Júnior, o ateu de mau humor, merece dois minutos de sua atenção. Gostou? Mais vídeos do mau-humorado na continuação.

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Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos

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Foi lançada há pouco a ATEA, a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, devidamente registrada, com a finalidade de desenvolver atividades no campo da ordem social que busquem promover o ateísmo, o agnosticismo e a Laicidade do Estado.

Presidida pelo conhecido ativista Daniel Sottomaior, que vem representando ateus e promovendo o pensamento crítico na mídia há vários anos, a ATEA já conta com mais de uma centena de membros, incluindo este que escreve aqui.

E sua primeira ação pública será uma campanha publicitária de divulgação nos moldes da que está acontecendo na Europa neste momento, com “a campanha dos ônibus”. Com a qual este que escreve aqui também já contribuiu entusiasmado.

E você? Junte-se a nós. A ATEA não é uma seita, não rezaremos para o Monstro Espaguete Voador, não queimaremos Bíblias, e os rumos que a associação tomará dependerão da participação de seus membros. Se há todo tipo de erros que uma associação desta natureza pode cometer, participemos ativa e positivamente para que eles não sejam cometidos.

Porque se há uma conclusão que podemos tomar, baseada em farta evidência, é que uma organização formal de ateus e agnósticos é necessária em nosso país.

Os Quatro Cavaleiros do Ateísmo

Dawkins, Dennett, Hitchens e Harris em dois vídeos de uma hora cada onde discutem de maneira informal as reações a seus livros e propõem novas estratégias para promover o ateísmo.

A conversa tomou lugar em 30 de setembro de 2007, e está disponível também em um DVD. A versão online que pode ser vista aqui é legal e endossada pela Richard Dawkins Foundation, que também oferece uma transcrição. Ainda não assisti a tudo, mas não dá para não assistir. [via Evolutionary Middleman e José Ildefonso]

Antony Flew, ex-ateu, garante: “Deus Existe”

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“As provas inconstestáveis de um filósofo que não acreditava em nada” é o subtítulo deste livro de Antony Flew com Roy Varghese, Deus Existe” (Ediouro, 2008). E é exatamente aquilo que você não irá encontrar ao lê-lo.

Em um livro de quase duzentas páginas, é apenas na página 83 que encontramos a primeira rápida menção ao que levou o filósofo Flew a abandonar o ateísmo que nutriu desde a adolescência. Até então o filósofo se alonga ao contar detalhes de sua vida, indo desde as férias de sua infância com seu pai religioso, seu namoro e casamento, os trabalhos que publicou sobre a questão de deus e como foram recebidos. Tudo em detalhes, exceto aqueles sobre os argumentos por trás desses trabalhos, mencionados apenas de passagem em meio à profusão de datas e nomes de colegas, lugares, instituições.

Depois de tudo isso, você esperaria que a segunda metade do livro finalmente mergulhasse nas “provas incontestáveis”… no que, claro, estará enganado. Não há referências ou bibliogragia indicadas e os argumentos são expostos como um “porque sim”, ou melhor, como um “porque não”. Principalmente um “porque não”, uma vez que apesar de negá-lo explicitamente, as supostas provas defendem um deus das lacunas.

E é então que aqui, no quarto parágrafo, menciono finalmente as provas de Flew. E elas são… o criacionismo. O livro é uma defesa muito explícita do criacionismo, não apenas argumentando que a ciência não pode explicar a origem da vida e inteligência, como é fundamentalmente incapaz de lidar com a questão de “quem escreveu as leis da natureza”, como elas estão ajustadas para nós, e como alguma coisa pode ter vindo do nada. Não pode, “porque não”, a menos que tenha sido criada.

A primeira prova citada, naquela marcante página 83, é a complexidade do DNA. Posteriormente se apresenta mesmo o “teorema do macaco”, sobre como macacos batendo em um teclado nunca produziriam uma obra de Shakespeare, e como isso e algo mais provaria que a “única explicação satisfatória para a origem dessa vida ‘dirigida por um propósito e capaz de se reproduzir’, como a que vemos na Terra, é uma Mente infinitamente inteligente”.

Ao final desses “porque não” que seriam suas provas, Flew se declara “aberto à onipotência”, dando a entender que não só aceita agora como evidente e comprovada a existência de um deus aristotélico, como concede mesmo que a religião revelada, em particular a cristã, pode bem ser verdadeira.

Cede então a palavra a dois apêndices, o primeiro em que o executivo Roy Varghese refuta Dawkins, Wolpert, Harris e Stenger, e o segundo em que o bispo N.T. Wright mostra por que devemos acreditar que a Ressurreição de Jesus de fato aconteceu. Sim, você leu corretamente.

O próprio Flew encerra o livro com dois parágrafos sobre os argumentos de Wright sobre a ressureição, que vê como uma “explicação absolutamente maravilhosa, absolutamente radical e muito poderosa”. E termina falando sobre como Deus é poderoso. Amém.

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O ateu e a bruxa

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Se você ficou com sentimentos confusos em relação a esta perturbadora imagem, de Richard Dawkins e Emma Watson, clique na continuação.

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Tinha que ser o Chaves mesmo…


E alguns ainda duvidam que somos parentes. O vídeo também apóia o rabiscado em O Macaco Gordo e o Nobre Selvagem.

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