O Balão e o 11/9

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O que faz com que a água mantenha o formato do balão, mesmo após o balão ter estourado? É a inércia, a resistência de qualquer objeto físico à alteração de seu estado de movimento ou repouso. Nos rápidos instantes após o estouro do balão elástico, a água já começa a cair, mas além da gravidade não há nenhuma força significativa que altere sua forma. Tudo acontece tão rápido que sempre passa despercebido de nossos olhos, enxergar a inércia só se torna mais claro em câmera lenta.

Mas nem sempre. Uma das demonstrações mais claras da inércia é também uma das mais famosas e trágicas imagens históricas do século 21: a queda das Torres Gêmeas do World Trade Center, no atentado de 11 de setembro. As torres ruíram tão perfeitamente para baixo, que as teorias de conspiração sobre uma “demolição controlada” voaram nos instantes seguintes aos escombros, reverberando até hoje.

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Pois cada uma das torres do WTC pesava aproximadamente 500.000 toneladas. “Não havia nenhuma possibilidade de que qualquer torre caísse para os lados, uma vez que um edifício de 500.000 toneladas possui muita inércia para cair de qualquer outro modo exceto virtualmente direto para baixo”, informam os 20 fatos sobre a queda do World Trade Center. É a inércia. Remova a integridade estrutural de um edifício de 500.000 toneladas, e ele vai cair diretamente para baixo, algo como a água do balão. Apenas, dada sua escala muito fora de nossa experiência cotidiana, a queda levará até dez segundos e poderá ser acompanhada por olhos assombrados.

Demolições controladas nem sempre lembram a queda das Torres Gêmeas, muitos devem lembrar de prédios gigantescos ou grandes chaminés tombando para os lados. A ironia aqui é que fazer com que essas milhares de toneladas tombem para os lados é que é o feito de engenharia! A estrutura do edifício é desintegrada de forma controlada, em uma sequência planejada, aproveitando ainda a força da gravidade, direcionada pelo que resta da estrutura, para que os escombros sejam direcionados para um lado determinado.

Vídeos de demolições foram nos fornecendo uma noção distante de como um grande edifício rui “naturalmente”. Gravidade e inércia são os principais elementos em ação.

Claro, nada impede que a incompetência gere resultados ainda mais inesperados, como nesta demolição mal-controlada:

Nossa experiência com a Editage, serviço de tradução acadêmica

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Editage é uma empresa de comunicação científica que visa a derrubar barreiras de linguagem em benefício da divulgação da ciência. Globalmente, a iniciativa anuncia ter atendido mais de 38 mil clientes, revisando mais de 156 mil artigos científicos, contando com uma equipe de tradução e revisão de textos composta por mestres e doutores nativos em Inglês com larga experiência nas mais diferentes áreas de conhecimento e publicações próprias em revistas de alto impacto.

Nós fizemos um test-drive deste novo serviço com uma tradução acadêmica, e o processo de tradução do artigo foi incrivelmente rápido. O texto de aproximadamente 30 páginas em português foi submetido no site para a tradução e 14 dias depois foi entregue totalmente traduzido para o inglês. O texto na versão em português era composto de introdução, materiais e métodos, resultados, discussão, conclusão e legendas de figuras para compor um artigo científico. Acredito que o que facilitou foi o fato de que o português estava escrito de modo conciso, de fácil leitura e interpretação, com ortografia e semântica revisada.

Apesar de o texto possuir uma palavra raramente utilizada pela literatura da área, o sentido geral não foi perdido. No entanto, ainda há necessidade de revisão pelo profissional da área, para adequação do vocabulário. A tradução foi clara, de fácil leitura e com semântica usual de artigos científicos.

No entanto, o serviço não foi apenas de tradução restrita da versão em português para o inglês. O serviço também incluiu a construção de um texto fluído e conciso, com a utilização de advérbios e conjunções em frases chaves que deram sentido mais completo e profissional ao texto. Expressões normalmente perdidas por autores falantes nativos de outras línguas.

Com o surgimento cada vez mais rápido de técnicas e abordagens científicas, a utilização de um serviço de tradução e revisão de textos para profissionais que não possuem o inglês como primeira língua é fundamental. Principalmente quando feitos por empresas familiarizadas com o setor acadêmico e artigos científicos.

O serviço prestado pela Editage será fundamental para a aceleração do processo de submissão do artigo, provavelmente dispensando a revisão do inglês, pedido tão comum de referees e editores de jornais acadêmicos.

Uma experiência positiva, de um anunciante oferecendo um serviço relevante para nós e nosso público. Recomendado!

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(Confira também nosso primeiro teste com este serviço)

Carro atravessa explosão em câmera lenta

É um carrinho de brinquedo, mas são 3.000 quadros por segundo. Atenção na forma como ao estourar, o balão força um jato de hidrogênio contra a chama que afeta a forma como a combustão se espalha por todo o gás enquanto se mistura com o ar.

Veja Mundos Além de um Grão de Areia

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Se a Ciência é a poesia da realidade, novas descobertas científicas são mais estrofes desvendadas aos versos. Há menos de um século, cientistas descobriram o que faz o nosso Sol brilhar em uma poesia unindo desde a gravidade, através da qual toda massa no Universo atrai a si mesma, até uma nova forma de energia, ordens de grandeza mais poderosa que o fogo, que pode ser liberada quando a atração gravitacional une partículas com tanta intensidade que leva à fusão de seus núcleos. Sem início nem fim, entender as estrelas como fornalhas nucleares também leva à compreensão de que elas respondem ainda pela origem dos elementos químicos que compõem o mundo em que vivemos. Foi há menos de um século que cientistas descobriram o verso de que, como declamou Carl Sagan, somos poeira de estrelas.

A beleza deste verso só foi descoberta há algumas décadas, e é profunda. “Todo átomo em seu corpo veio de uma estrela que explodiu. E os átomos em sua mão esquerda provavelmente vieram de uma estrela diferente daqueles em sua mão direita. É realmente a coisa mais poética que conheço sobre a física: Vocês são todos poeira de estrelas”, lembra o físico Lawrence Krauss. “Não poderíamos estar aqui se estrelas não tivessem explodido, porque os elementos – o carbono, nitrogênio, oxigênio, ferro e todas as coisas que importam para a evolução e a para a vida – não foram criados no início dos tempos. Eles foram criados nas fornalhas nucleares de estrelas, e a única forma deles formarem nosso corpo é se essas estrelas tiverem sido gentis o bastante para explodir. (…) Estrelas morreram para que você estivesse aqui hoje”.

E há belezas sem fim sendo descobertas pela ciência, em novos versos da poesia da realidade. Nesta coluna descobriremos um particularmente novo e belo, que envolve uma história um pouco mais longa para ser contada, mas com versos em cada estrofe.

Continue lendo em Dúvida Razoável: Veja Mundos Além de um Grão de Areia

Um Helicóptero Movido a Pedaladas

Milhares de anos sonhando em voar como os pássaros, mas apesar de ideias geniais como a do parafuso aéreo de Da Vinci, sempre faltou torque. Seres humanos têm uma musculatura relativamente raquítica em relação aos pássaros, e enquanto motores eram muito pesados e pouco potentes, as tentativas de voo estavam fadadas ao fracasso. Por vezes cômico.

Pois estudantes de engenharia da Universidade de Maryland levaram a tarefa a sério, e estão prestes a vencer o desafio Sikorsky: criar um helicóptero movido apenas por força humana, capaz de se sustentar no ar a três metros por um minuto sem se deslocar mais de 10 metros. Em um teste não-oficial no fim de agosto passado, com o Gamera II os estudantes parecem ter vencido a barreira de 65 segundos e mais de 8 pés de altura.

Só do que precisaram foi engenharia… e materiais compostos leves, muito leves. Se eles estão prestes a conseguir, contudo, é fascinante descobrir que ao longo de toda história da humanidade um helicóptero movido a pedaladas sempre esteve ao alcance. Sem materiais compostos a tarefa deve ser muito mais difícil, mas talvez não seja de fato impossível. Mesmo sem motores, voar é possível.

Carros e o Custo Brasil em Testes de Colisão

A sensação de segurança é frequentemente uma ilusão. Um carro antigo, uma verdadeira banheira de mais de uma tonelada, com um peso que pode ser sentido não apenas pelo motorista mas pelos passageiros pode parecer um veículo sólido que destruirá carros modernos que mais parecem ovos. Mas no teste de colisão acima entre um Chevrolet 1959 Bel Air e um Chevrolet 2009 Malibu, cinco décadas de avanços em segurança ficam muito claros.

A fragilidade de carros modernos em verdade embute uma série de tecnologias, como áreas que se deformam intencionalmente, absorvendo a energia do impacto, preservando ao máximo os passageiros. A tecnologia foi inventada pelo engenheiro da Mercedes-Benz, Béla Barényi, e aplicada aos carros da fabricante a partir da década de 1950. Os alemães já faziam teste de colisão há décadas:

Nos EUA a segurança de carros só se tornou um tema de reivindicação popular, vencendo os interesses das grandes fabricantes, na década de 1960, principalmente após a publicação de “Inseguro a Qualquer Velocidade” (“Unsafe at Any Speed”, 1965), de Ralph Nader. Parte do mote de “Clube da Luta”, desde o conto original até o filme, é em parte uma referência ao livro de Nader:

“Se o novo carro fabricado pela minha companhia sai de Chicago em direção ao oeste a noventa quilômetros por hora, e o diferencial traseiro trava, o carro bate e pega fogo com todo mundo dentro, minha empresa deve iniciar um recall? Pegue o número total de veículos na área (A) e multiplique pelo índice provável de defeitos (B), depois multiplique o resultado pelo custo médio de um acordo extrajudicial (C). A vezes B vezes C é igual a X. Isso é o que vai nos custar se não iniciarmos já o recall. Se X for maior do que custará para recolher o carro, faremos o recall e ninguém vai se machucar. Se X for menor do que custará para recolher o carro, então não faremos o recall”.

Em seu livro, Nader expõe como companhias aplicaram exatamente esta lógica financeira em diversos casos documentados. Mais impressionante é que mais de uma década depois, em 1977, uma das maiores fabricantes ainda se envolveria com um caso que é provavelmente o que inspirou diretamente o mote em Clube da Luta. Um famoso memorando, o memorando Pinto (o modelo de carro se chamava Pinto), fazia uma análise de custo-benefício entre um conserto de U$11 aplicado a todos os carros do modelo contra os custos de fazer acordos judiciais com todas as vítimas. Os acidentes envolviam um tanque de combustível que por falha de projeto tendia a pegar fogo. Isso não foi ficção.

Todo ano, mais de um milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito pelo mundo. É a principal causa de morte por ferimentos em crianças na faixa entre 10 e 19 anos – com 260.000 vítimas fatais, e nada menos que 10 milhões de feridos. No Brasil, pagamos valores altíssimos por modelos gerações atrasados em relação aos vendidos no exterior – e esse atraso não se traduz apenas em um visual menos moderno ou itens de conforto menos sofisticados, mas também em recursos de segurança mais atrasados.

Pessoas morrem em nome de maiores lucros para grandes fabricantes às quais análises de custo-benefício são, na ausência de ação por parte de seus consumidores, a palavra final. E não é preciso esperar cinco décadas para ver o progresso em segurança automotiva: veja uma colisão frontal entre uma minivan da década de 1990 e uma da década de 2000.

Mesmo uma década já pode trazer diferenças imensas na segurança aos passageiros. Já é preocupante que quem possa pagar sempre pelo último modelo tenha sempre maior segurança ao dirigir – enquanto o governo não instituir e forçar fabricantes a padrões cada vez mais elevados de segurança. Agora, é revoltante que com os valores que pagamos por veículos no Brasil, inclusive por veículos usados, poderíamos ter os mais avançados recursos de segurança no planeta.

Ao invés, temos uma frota antiga onde modelos novos são vendidos a preços exorbitantes, o que faz com que mesmo modelos antigos e usados sejam revendidos também a preços absurdos, equivalentes ou mesmo superiores aos mais avançados veículos no exterior.

O problema não afeta apenas o seu bolso. Como testes de colisão entre modelos antigos e novos demonstram bem, pessoas morrem diariamente no Brasil em veículos ultrapassados pelos quais pagaram valores altos. Pessoas que poderiam estar vivas se tivéssemos a segurança pela qual pagamos. Em algum lugar, uma análise de custo-benefício mostra que enquanto brasileiros continuarem pagando esses preços por esses carros, não há porque evitar mais mortes. [via core77]

Música Microfluídica

Algumas das técnicas e imagens que Charles Baroud, chefe do Laboratório de Hidrodinâmica da Ecole Polytechnique, capturou ficaram tão boas que a banda Mouse on Mars pediu para usá-las em um clipe para a música “They Know your Name”.

Charles então “comprou uma câmera de alta resolução – ele, como chefe do laboratório, pode fazer essas coisas”, a banda explica, “e gravou clipes sensacionais da gota vermelha – que batizamos carinhosamente de ‘Steve Verlaine’”. [via Nerdcore]

Palestra: “O que Eles não querem que você saiba: CDC e a Homeopatia”

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Na tarde desta sexta-feira (21/09) Kentaro Mori, responsável por CeticismoAberto, apresentará a palestra “O que Eles não querem que você saiba: CDC e a Homeopatia” como parte da 29ª Semana da Química da USP, que tem neste ano a temática “desmistificando o fim do mundo”.

Na apresentação, Mori abordará com humor Teorias de Conspiração e como um estudo sobre sexualidade do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA pode questionar a validade dos fundamentos da homeopatia.

Quando: 21 de setembro de 2012, das 13h00 às 14h00
Onde: Anfiteatro Cinza do Instituto de Química, USP, no Bloco 6 Superior
Inscrições: Na sala da comissão organizadora, bloco 6 do IQ-USP, no valor de R$15,00 ou R$ 12,00 + 1kg de alimento não perecível

Lançamento “Cérebro e Crença” de Michael Shermer: Conheça o autor e concorra ao livro!


“O objetivo do ceticismo é entender como o mundo funciona. O mundo sempre será como ele é; não importa como queremos que ele seja. O problema é que nosso cérebro está programado para estabelecer crenças e reforçá-las como verdades absolutas, e não é assim que o mundo funciona. O objetivo da ciência é tentar superar essa tendência cognitiva a acreditar, essa tendência a acreditar em coisas nas quais queremos acreditar mesmo quando não existem evidências.”

As palavras são de Michael Shermer, diretor-executivo da Skeptics Society (Sociedade dos Céticos), colunista da revista Scientific American e professor da Claremont University, na Califórnia. De um cristão fervoroso na juventude até a mudança da faculdade de Teologia para Psicologia e Biologia, a diversificada história de vida de Shermer foi decisiva para que ele abordasse os mesmos questionamentos sob outros ângulos. Atualmente, o escritor norte-americano divulga suas ideias pelo mundo através de palestras e escreve livros que rapidamente se tornam best-sellers.

Para o lançamento de seu terceiro livro no Brasil, “Cérebro e Crença” (tradução de The Believing Brain), através da JSN Editora, Shermer participará nesta quinta-feira (30/08) de uma noite de autógrafos e um bate-papo na Livraria da Vila, no Shopping Higienópolis, em um evento promovido pelo Fronteiras do Pensamento.

O evento é gratuito, e você ainda pode concorrer a um exemplar de “Cérebro e Crença“, em uma cortesia da JSN Editora! Basta retweetar até o final do dia 29/08:

RT Lançamento de ‘Cérebro e Crença’ de Michael Shermer nesta quinta! http://t.co/h0okECYb

Cinco perfis serão sorteados e anunciados na manhã de quinta-feira, e os ganhadores poderão receber — e autografar — seu livro no evento! Não perca!

Atualização 30/08/12: E os ganhadores foram @luizbento @hofnik @eltonmanoel @rmtakata @uoleo! Enviamos mensagens através do Twitter com instruções, e vocês também podem confirmar como receber enviando uma mensagem ao email [email protected]. Obrigado a todos!

Autógrafos e bate-papo com o autor de “Cérebro e Crença”: Michael Shermer
Quando: 30 de agosto de 2012 das 19h30 às 21h30
Onde: Livraria de Vila, Shopping Higienópolis, São Paulo
Evento gratuito, sem tradução

convite Michael Shermer

Debate com Benjamin Radford nesta sexta-feira (27/07) – Auditório Folha

A Folha de São Paulo promove nesta sexta-feira (27), às 15h em seu auditório, um debate sobre ciência, ceticismo e ateísmo Unidos com Benjamin Radford, editor adjunto da revista Skeptical Inquirer, publicação do Comitê para Investigação Cética (CSI), organização fundada em 1976 por cientistas, acadêmicos e divulgadores de ciência incluindo Carl Sagan, Isaac Asimov, Stephen Jay Gould, James Randi e Martin Gardner, entre outros.

Radford é um dos principais investigadores da organização, tendo conduzido pesquisas apoiadas na ciência em fenômenos como supostos psíquicos, fantasmas e casas mal-assombradas, exorcismos, milagres, OVNIs, reencarnação, círculos no trigo e muitos outros tópicos. Como autor, publicou seis livros e centenas de artigos, mantendo colunas em sítios on-line como LiveScience.com e Discovery News, tendo colaborado também em publicações como o Wall Street Journal, New York Times e Wired.

Ele será entrevistado por Reinaldo José Lopes, editor de “Ciência+Saúde” da Folha, Kentaro Mori, editor do site “Ceticismo Aberto“, e pela plateia.

Haverá tradução simultânea para todos os participantes que necessitarem.

Para participar, basta se inscrever pelo telefone (11) 3224-3473, das 14h às 19h, ou enviar nome, RG e telefone para o e-mail [email protected], indicando o evento com Benjamin Radford no dia 27/07.

DEBATE SOBRE CETICISMO COM BENJAMIN RADFORD

QUANDO Sexta-feira (27/07/2012), às 15h

ONDE Auditório da Folha

ENDEREÇO Alameda Barão de Limeira, 425, 9º andar, metrô Santa Cecília, São Paulo

QUANTO Grátis

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