Lançado hoje primeiro banco de dados global sobre regulamentação de nanotecnologias

Que tal se existisse um banco de dados global sobre aspectos regulatórios envolvendo nanotecnologia, catalogado por região/continente/país?



Uma boa ideia? Sim, tão boa que já foi concretizada – tal banco de dados está sendo lançado hoje por três professores de direito da Universidade do Estado do Arizona (Estados Unidos), juntamente com colegas da Austrália e da Bélgica. Eles coletaram e organizaram uma serie de documentos regulatórios envolvendo tecnologias emergentes em diferentes países do globo e disponibilizaram gratuitamente todo o conteúdo online (para acessá-lo, clique aqui). Ao longo deste ultimo ano, Gary Marchant, Douglas Sylvester e Kenneth Abbott desenvolveram essa base de dados como parte de um projeto vinculado ao Programa de Ciência Genômica do Departamento de Energia americano.



Os documentos referentes a uma região determinada do globo podem ser acessados clicando no local desejado em um mapa mundi. Obviamente a primeira coisa que fiz foi clicar no Brasil. Infelizmente, ainda não há nenhum documento referente ao Brasil por lá. Meu segundo movimento (também óbvio) foi clicar na nossa vizinha Argentina. Para minha surpresa, encontrei um relatório sobre os interesses de cooperação dos pesquisadores argentinos com outros países, além de um panorama das organizações argentinas envolvidas com nanociência e nanotecnologia, e uma análise do potencial da indústria daquele país no que se refere a produzir inovações nanotecnológicas. Confesso que fiquei um pouco decepcionada por não encontrar nada do Brasil, mas logo descobri que o banco de dados é uma obra em construção. A idéia dos autores é receber contribuições de todas as partes do mundo, como se fosse uma Wikipédia editada. Portanto, para que a iniciativa dê certo, os usuários precisam inserir novos conteúdos de acordo com o desenrolar das coisas em seus países (“nanopessoas” do nosso Brasil, precisamos contribuir com essa base de dados!).



Encontrar as generalizações adequadas para definir marcos regulatórios para nanoprodutos é um desafio. Uma iniciativa como essa sem dúvida é um passo importante, pois além de facilitar a pesquisa sobre o assunto, pode permitir que se façam comparações entre as estratégias usadas por cada país para regulamentar os produtos nanotecnológicos. Isso é algo vital num mercado globalizado. E, acima de tudo, torna a informação muito mais acessível à população.



Tema sugerido pela sempre antenada Tati Nahas, do Ciência na Mídia.

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Discussão - 1 comentário

  1. Sibele disse:

    Uma ótima iniciativa, de fato, Bala Mágica!
    E acho que deve ser o mais divulgada possível aqui nas terras tupiniquins, já que essa importante fonte de informação sobre o assunto depende de contribuições espontâneas!
    Esperemos que o nanomundo da Terra Brasilis não seja povoado por ermitões… ou daqui a pouco os nanocientistas brasileiros vão começar, ressabiados, a xingar os vizinhos argentinos, tal como os torcedores de futebol…

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