Placozoa – A criptozoologia que existe

Placozoa, o animal mais solitário do mundo (Foto: Hunadam; CC BY-SA 3.0)

Placozoa, o animal mais solitário do mundo (Foto: Hunadam; CC BY-SA 3.0)

Os placozoa são provavelmente os mais solitários animais do universo. Eles são um filo inteiro que só contém uma única espécie: Trichoplax adhaerens. Foram descobertos em 1883 em um aquário marinho na Áustria e desde então foram raramente coletados. Apenas na década de 1970 foram aceitos como um novo filo de animais, mas sua relação de parentesco é obscura. Nenhum dos outros grupos de animais se parece com os placozoa, que podem ter se simplificado de um animal mais complexo ou nunca terem desenvolvido tais novidades evolutivas. Em termos biológicos, isso significa que nenhum dos outros animais assume ser parente próximo dos placozoa, aumentando sua solidão.

E não é só no nível evolutivo que os placozoa são solitários. Eles se alimentam de matéria orgânica em decomposição, então não se encontram nem com presas vivas. Suas populações são esparsas e eles não formam agregações, são animais muito raros e minúsculos, cerca de 1 mm, espalhados por oceanos ao redor do mundo todo. Nem inimigos eles têm, não se conhece nenhum animal que se alimente de placozoários, embora devam haver. Uma análise interna não mostrou nenhum parasita e talvez uma única espécie de bactéria simbionte, embora isso não esteja muito claro. Eles também vivem sobre a lama e a areia nos fundos marinhos, raramente sobre outros organismos como plantas de mangue ou recifes de coral.

Nem na hora do sexo esses animais deixam de ser solitários. A reprodução é geralmente assexuada por bipartição, sem a necessidade de um parceiro. Na reprodução sexuada as fêmeas de placozoa se inflam, deixam o fundo marinho e flutuam na superfície com um óvulo no meio do corpo. A seguir elas morrem e se decompõem, deixando apenas o óvulo lá para eventualmente ser fecundado. Um espermatozoide nunca foi realmente encontrado, alguns pesquisadores desconfiam que o tenham achado, mas sem muita certeza porque as células eram muito diferentes do que imaginamos de um espermatozoide. A vida é triste para um placozoa.

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