Brasil Ameaçado lista de posts

A série de posts “Brasil Ameaçado” foi criada em 2015 falando das espécies ameaçadas no país, segue a lista de posts para ficar mais fácil de encontrar cada um dos animais listados.

bessa

Arara Azul Pequena

Sapo Allobates brunneus

Bugio Marrom – Alouatta guariba

Lambari Astyanax eremus

Tartaruga Gigante

Peixe anual – Austrolebias cyaneus

Baleia Azul

Cuíca de colete

Jararaca de Alcatrazes

Muriqui

Tubarão dente liso

Preá – Cavia intermedia

Peixe canivete

Gritador

Rolinha Columbina cyanopsis

Mutum do sudoeste

Crenicichla cyclostoma

Lagarto Enyalius erythroceneus

Mero – Epinephelus itajara

Tartaruga de pente

Pássaro Formigueiro de Cabeça Negra

Tesourão Grande

Caburé de Pernambuco

Cardeal Amarelo

Bagrinho Heptapterus multiradiatus

Sapo Holoaden bradei

Cascudo Zebra

Bagre cavernícola

Rato candango

Lagartixa de Areia

Pato Mergulhão

Peixe Cachimbo

Phrynomedusa fimbriata

Maçarico Esquimó

Rato Noronhomys vespuccii

Sapo Proceratophrys sanctaritae

Sauím de Coleira

Tubarão Lagarto

Pensamento de Segunda

Deixarei uma some em dinheiro para que meu corpo seja levado ao Brasil. Ali ele será depositado protegido dos urubus e gambás […] para ser sepultado pelos besouros necrófagos. […] Então eu serei muitos, zumbirei como uma gangue de motoqueiros através da selva brasileira sob as estrelas.

Testamento (não atendido) de Bill Hamilton

Entrevista com Richard Dawkins

O mais ilustre convidado do encontro anual da Animal Behavior Society de Pirinópolis foi, sem dúvida, Richard Dawkins. O Biólogo inglês (queniano, alguns diriam) é professor da Universidade de Oxford e ocupa a cátedra Charles Simonyi pela compreensão pública da ciência. Mundialmente reconhecido como ultradarwinista, forte determinista genético, ateu, confrontador direto das religiões, defensor do pensamento crítico e do ceticismo, foi banido da Turquia, atacado por criacionistas e defensores do design inteligente. O que, para mim, é a mesma coisa.

Numa agradável tarde de sexta-feira Richard Dawkins concedeu ao Ciência à Bessa a entrevista que transcrevo em português abaixo. Parte dela está contida no vídeo que está no final da matéria.

Eduardo Bessa – Professor Dawkins, uma vez você escreveu que algo que deveria estar realmente próximo de acontecer era um cientista receber o prêmio Nobel, não pela ciência, mas por escrever sobre ciência. Quão perto disto estamos e quanto você pensa que os blogs poderiam ajudar nesta situação?

Richard Dawkins – Historicamente é triste dizer que ninguém que tenha escrito sobre ciência, pelo menos puramente sobre ciência, nunca tenha recebido o prêmio Nobel de literatura. Há escritores de filosofia que ganharam o prêmio Nobel em literatura. É o caso de Bertrand Russell e Bergson, o filósofo francês. Eles estavam como que nas margens da ciência, então parece que a ciência é um tema cabível para ótima literatura e eu não consigo pensar numa razão por que um prêmio Nobel de literatura não poderia ser dado a um cientista ou um escritor que escrevesse bem sobre ciência. Porque a ciência é um tema tão magnífico para se escrever a respeito, digna da grande literatura. Nunca havia me ocorrido que blogs, quero dizer, presumo que sua pergunta seja de fato: “Um blogueiro poderia ganhar o prêmio Nobel de literatura?”. Eu não sei! Isso iria um passo além e temos que ver. Digo, talvez este seja o caminho do futuro. Certamente há blogueiros muito habilidosos que estão escrevendo extremamente bem e poderosamente, talvez seja o momento de reconhecermos eles como uma forma legítima de literatura.

Eduardo Bessa – Você cresceu, foi criado, em um ambiente muito prolífico em idéias. Você foi orientado por Niko Timbergen, teve contato com Douglas Noel Adams, John Maynard Smith e Bill Hamilton. O que é que faz Richard Dawkins, a natureza ou a criação?

Richard Dawkins – Bom, você sabe a resposta a esta pergunta, não se pode separar um do outro. Eu acredito que você esteja certo, eu fui bem aventurado pelas pessoas que conheci, as pessoas que me influenciaram e que eu rendo minhas homenagens a todos estes nomes que você mencionou mais alguns que você não mencionou. Na verdade eu não tenho muito a dizer sobre o lado da natureza, eu acredito que a genética é importante para definir ou influenciar diferenças entre os indivíduos. Porém, eu, como todo o mundo, sou uma mistura indivisível das duas coisas.

Eduardo Bessa – E quanto a novos projetos? Alguma novidade sendo publicada recentemente?

Richard Dawkins – De fato. Acabo de entregar para a editora meu novo livro, “The greatest show on earth” que é uma compilação de evidências sobre a evolução.

Abaixo está o vídeo da entrevista em inglês. A qualidade está meio sofrível, mas atesta pela veracidade da conversa. Continuem acompanhando o RNAm que o Rafael prometeu postar a parte dele da entrevista.

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