Brasil Ameaçado lista de posts

A série de posts “Brasil Ameaçado” foi criada em 2015 falando das espécies ameaçadas no país, segue a lista de posts para ficar mais fácil de encontrar cada um dos animais listados.

bessa

Arara Azul Pequena

Sapo Allobates brunneus

Bugio Marrom – Alouatta guariba

Lambari Astyanax eremus

Tartaruga Gigante

Peixe anual – Austrolebias cyaneus

Baleia Azul

Cuíca de colete

Jararaca de Alcatrazes

Muriqui

Tubarão dente liso

Preá – Cavia intermedia

Peixe canivete

Gritador

Rolinha Columbina cyanopsis

Mutum do sudoeste

Crenicichla cyclostoma

Lagarto Enyalius erythroceneus

Mero – Epinephelus itajara

Tartaruga de pente

Pássaro Formigueiro de Cabeça Negra

Tesourão Grande

Caburé de Pernambuco

Cardeal Amarelo

Bagrinho Heptapterus multiradiatus

Sapo Holoaden bradei

Cascudo Zebra

Bagre cavernícola

Rato candango

Lagartixa de Areia

Pato Mergulhão

Peixe Cachimbo

Phrynomedusa fimbriata

Maçarico Esquimó

Rato Noronhomys vespuccii

Sapo Proceratophrys sanctaritae

Sauím de Coleira

Tubarão Lagarto

O futuro da água

Uma vez assisti uma palestra falando sobre o que se procura no espaço para justificar uma busca mais aprofundada por vida naquela direção. Me chamou a atenção que um dos fatores é a existência de água como condição sine qua non da vida. Pois bem, acho que estamos colocando a nossa em risco.

Sendo a água o solvente universal que dá sustentação à vida na Terra, parece que não estamos nos preocupando muito com isso. Meu doutorado demonstra como até atividades tidas como preocupadas com a preservação (o ecoturismo) podem ter um forte impacto se não forem gerenciadas com cuidado. Lá mesmo onde curso o doutorado, na UNESP de São José do Rio Preto, a professora Lilian Casatti tem se preocupado com a influência da complexidade do habitat, dentro e fora dos rios, nos ecossistemas, especialmente sobre os peixes. Ela falou sobre isso nessa matéria recentemente publllicada na Epoch Times.

Cabeceiras preservadas assim são raras, mas são também a base para a água do planeta todo.

Cabeceiras preservadas assim são raras, mas são também a base para a água do planeta todo.

O fato é que ainda não nos damos conta da conexão que existe entre tudo em termos ecológicos. Temos uma visão microecológica dos impactos, achando que um desmatamento pequeno só afetará aquele local. Não é verdade! Uma só atmosfera, fluxos de massas de ar, rios extensos, correntes marinhas e espécies migratórias garantem que um impacto local se torne um problema global.

Para isso também serve a ciência: gerar informação capaz de subsidiar políticas públicas conservacionistas. O problema está na falta de disposição de muitos tomadores de decisão de escutar o que o cientista tem a dizer. Enquanto mantivermos esse diálogo de surdos as perspectivas não são nada boas.

Quando a Ciência e a Conservação caminham juntas pela sustentabilidade

Tenho uma visão meio pessimista sobre a sustentabilidade da nossa espécie. Participei recentemente da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, cujo tema era Ciência para a Sustentabilidade, mas confesso que sou meio descrente desta tal sustentabilidade. Até ponho nas justificativas de meus pedidos de financiamento o valor dos dados que prometo gerar na conservação, mas sei que pouco farei para implementá-los como ferramentas da conservação. Esta é sim uma auto-crítica. No entanto, hoje escrevo sobre um artigo que me ensinou como os dados que geramos no laboratório podem ser ferramentas vitais para a manutenção da existência de espécies, paisagens e, em última instância, da nossa própria espécie.

O documento síntese da avaliação do novo código florestal brasileiro, assinado pelos pesquisadores Thomas M. Lewinsohn, Jean Paul Metzger, Carlos A. Joly, Lilian Casatti, Ricardo R. Rodrigues e Luiz A. Martinelli, será melhor explorado numa seção especial da revista Biota Neotropica em breve, mas o documento síntese já mostra como a capacidade de previsão que caracteriza a ciência pode nos apontar os resultados de ações humanas sobre a natureza. Uma revisão do código florestal brasileiro em construção atualmente traz modificações cujos impactos são assustadores. Algumas das propostas mais controversas são a redução das áreas de reserva legal e de preservação permanente, redução de 30% na área de preservação da Amazônia Legal e anistia aos proprietários de áreas desmatadas anteriores a 2008. Alterações como estas têm resultados cientificamente previsíveis como a perda de espécies, redução da prestação de serviços ecossistêmicos, aumento das emissões de gás carbônico e dos impactos de atividades humanas.

Oito pontos chave foram levantados pelos pesquisadores como geradores de impactos relevantes. Serão estes oito pontos que abordarei na série que se inicia amanhã intitulada: “Por que o código florestal que tramita no congresso não pode ser aprovado”. Serão abordados a redução das matas ciliares, fim da preservação das áreas de várzea, dos topos de morro e altiplanos, redução da Amazônia Legal, das reservas legais, compensação da reserva legal dentro do mesmo bioma, inclusão das áreas de preservação permanente dentro da reserva legal e liberação do plantio de espécies exóticas nas reservas legais.

Reconhecidamente o Brasil peca mais pela dificuldade em fazer cumprir suas leis do que pela existência de leis ruins. No entanto, este problema não se resolve reduzindo o rigor da lei para tornar menor o número de punições. O necessário é fazer-se cumprir leis que tenham embasamento.

Viva o cerrado!

A um colega e cupim do Cerrado, Diogo Costa

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Sou um calango do cerrado. Nasci em Brasília, dei meus primeiros passos no estudo da vida no cerrado, acampava, fazia excursões de bicicleta e alimentava o proto-biólogo que já havia em mim no cerrado. Não sou um grande entendido na savana brasileira, mas o adimiro muito e me sinto em casa nele. Hoje, vivendo na interface entre cerrado e amazônia, amanheço dando bom dia (ok, às vezes o sono me deixa mal-humorado o suficiente para não dar bom dia) a um casal de araras que mora aqui perto de mim, estaciono na universidade à sombra de uma paineira e me alongo após a corrida na forquilha de um ipê.

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Foi instituído que hoje, dia 11 de setembro, comemora-se o dia do cerrado. É uma data propícia já que tende a ser mais ou menos quando as chuvas recomeçam e o cinza das cascas de árvore, do capim seco e das folhas ansiosas retomam seu florescimento. O objetivo da data é remeter à preservação deste que é o segundo maior bioma do Brasil e ainda se espalha por alguns dos países vizinhos. Agricultura extensiva, pecuária e queimadas são algumas das maiores ameaças ao cerrado.

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O bioma cerrado é constituído por um grupo de fisionomias diferentes como os campos sujos e limpos, o cerradão e as veredas, mas todos são caracterizados por vegetação não muito alta, bastante fechada, de raízes profundas e resistentes à alta incidência solar e a uma longa estação seca. Não é exatamente o tipo de ambiente que mais enche os olhos do cidadão comum, mas um naturalista mais atencioso irá claramente notar a riqueza do cerrado.

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