Vestimentífera – A criptozoologia que existe

Esses bizarros vermes marinhos recebem o nome popular de batom do mar, pelo menos numa tradução do Inglês. São vermes tubulares vermelhos que entram e saem de um tubo protetor branco mais ou menos como a ponta de um batom aparece e some quando rodamos a base. Ao contrário de outros animais obscuros dessa série, os vestimentíferos não são minúsculos, eles podem passar dos 70 cm.

Outra esquisitice do grupo está em habitar regiões muito profundas, até cerca de 10 mil metros de profundidade. Ali a luz solar nunca chega devido à filtragem feita pela água, portanto, não temos plantas para produzir energia e servir de alimento aos vestimentíferos. Isso também não é um grande problema, já que nossos personagens de hoje nem boca ou tubo digestório têm. Como eles se nutrem então? Sua energia é derivada de bactérias quimiotróficas que processam sulfeto ou metano derivado de atividade vulcânica, por isso os vestimentíferos sempre ficam próximos a chaminés submarinas chamadas de fontes hidrotermais.

Na época da minha graduação, esses animais me foram apresentados como um filo aparte chamado pogonófora. Hoje, graças a dados moleculares e ao trabalho inestimável dos taxonomistas, os classificamos entre os poliquetos, um grupo de vermes marinhos aparentados às minhocas e sangue-sugas. É bem verdade que os poliquetos ainda precisam de um extenso estudo para confirmarmos se eles têm uma história evolutiva em comum, tendo todos um único ancestral (é bem provável que não). Apesar disso, hoje acredita-se que classificar os vestimentífera como anelídios poliquetos é mais próximo à verdade evolutiva do que agrupá-los num filo aparte.

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