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Quando criança, eu sonhava estudar dinossauros. Hoje em dia tenho outros sonhos mas ainda tenho brontossauros no meu jardim. Por Carlos Hotta.
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Mais sobre chocolates e bactérias

Category: Ciências ExatasCiências da Vida
Posted on: outubro 22, 2007 10:59 AM, by Carlos Hotta

E se a manchete fosse verdade? Na boa discussão sobre o post dos chocolates e bactérias no blog Desertores da escada, NeLas especula sobre a possibilidade da manchete dos jornais estar certa:


Não tem nada a ver, mas um caso parecido é daqueles crustáceos parasitas chamados Rizocéfalos. Estes parasitam outros crustáceos, como os caranguejos. As fêmeas de caranguejos carregam sua desova no abdômen e têm um comportamento específico de cuidado parental. Quando o rizocélafo invade seu hospedeiro ele cresce dentro do corpo do caranguejo até formar suas estruturas reprodutivas. As estruturas reprodutivas do rizocéfalo, são posicionadas justamente no abdômen dos caranguejos. Assim as caranguejas cuidam da prole dos rizocéfalos como se fosse a sua prole (comportamento, etc..).

Mas o que isso tem a ver com chocolate e bactérias? Nada, mas quando os rizocéfalos invadem caranguejos machos (que não tem comportamento de cuidado parental algum), eles induzem, provavelmente com um complexo processo hormonal, a feminização do macho. A conseqüencia? machos exibindo comportamento de fêmeas cuidando da prole dos rizocéfalos!

Eu acho que um processo que faria sentido seria este: você tem um certo tipo de bactéria X nos intestinos. Esta bactéria X cresce bem quando você come chocolate. Com o aumento da população de X, aumenta a produção do elemento Y. O elemento Y é absorvido pelo nosso instestino e causa uma sensação de bem-estar no nosso organismo que fica condicionado a comer mais chocolate. Pavlov aplicado pelas bactérias!

Inclusive, o chocolate tem substâncias viciantes do tipo fenil-etilaminas, que, em grandes quantidades pode fucnionar como neurotransmissor ou neuromodulador. Os cientistas acham que a quantidade presente no chocolate não seria o suficiente para nos afetar, uma vez que as fenil-etilaminas são rapidamente metabilizadas. No entanto, elas poderiam afetar o mini-cérebro que existe no nosso intestino (não, não estou brincando, existe mesmo). Para fechar, a fenil-etilaminas presentes no chocolates vêm da... fermentação microbiana!!!! Logo, não ficarei surpreso se as bactérias realmente controlarem nossa dieta...

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from O mini-cérebro | Brontossauros em meu jardim on August 23, 2008 5:47 PM

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