O prêmio IgNobel

Tivemos na semana passada o anúncio dos ganhadores do prêmio Nobel. Tão esperado quanto o anúncio dos ganhadores do Nobel, são os ganhadores do IgNobel.
Os prêmios IgNobel são oferecidos pela revista de humor Anais das Pesquisas Improváveis (Annals of Improbable Research) a pesquisadores que publicaram estudos “que primeiro nos fazem rir e depois pensar”. A idéia dos organizadores não somente tirar sarro dos pesquisadores, como alguns pensam, mas mostrar que até o tópico de pesquisa mais ridícula pode trazer conhecimento novo (às vezes o prêmio é dado como protesto, como para o dado aos estados americanos que baniram o ensino de Evolução). O prêmio IgNobel tem um papel importante para a divulgação da Ciência de forma bem humorada, com destaque para a brilhante cerimônia de premiação, cujo convite é disputado a tapas e bate recordes de audiência na internet.
Alguns ganhadores do prêmio:
IgNobel da aviação (2007) – pela descoberta de que os hamsters se recuperam do jetlag mais rapidamente com Viagra.
IgNobel de Biologia (2007) – pela descrição da fauna e flora (algas, fungos, ácaros e pseudoescorpiões, etc.) que vive nas camas dos holandeses.
IgNobel de Acústica (2006) - pelo estudo do porquê as pessoas têm aflição ao som de unhas arranhando o quadro negro.
IgNobel de Ornitologia (2006) - pelo estudo do porquê os pica-paus não têm dor de cabeça.
IgNobel de Dinâmica de Fluidos (2005) - pela descrição das pressões produzidas quando os pinguins defecam. Acreditem ou não, eles conseguem expelir um material altamente viscoso (tipo azeite) a uma distância de cerca 40 cm!!!! Clique aqui para o trabalho.

IgNobel de Saúde Pública (2004) - pelo teste da regra dos 5 segundos. Para quem não sabe, quando um alimento cai, ele pode ficar até 5 segundos no chão antes dele se contaminar. Pelo que eu me lembre, esta regra vale para a maior parte dos pisos.
IgNobel de Biologia (2003) - pela descrição do primeiro caso cientificamente observado de necrofilia homossexual entre patos. O cara trabalha em um museu com muitos vidros e, sempre que ele ouve algo batendo em um deles, ele vai coletar o espécime abatido. No dia da ocorrência, quando o biólogo chegou no pato morto, ele viu que havia um segundo pato copulando com o presunto, digo, pato. Qual não foi a surpresa dele quando ele notou que ambos eram machos! O melhor foi a presença de espírito de documentar o causo e tentar publicá-lo! Valeu um IgNobel!
Os ganhadores deste ano aqui.

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Discussão - 2 comentários

  1. Paula Signorini disse:

    Vale o adendo:O pato ficou copulando com o presunto por 75 minutos, até que o pesquisador do museu resolveu ir lá expulsar o safado, sem-vergonha!

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