O paradoxo da espera do ônibus
O vídeo abaixo, que já rodou muito pela rede, mostra o drama de quem tem que esperar o ônibus (Ah… saudades do Jd. Peri-Peri…).
O chato mesmo é ficar remoendo o velho dilema: devo ir andando ou esperar mais o ônibus? Talvez se eu andasse só até o próximo ponto? Como resolver este problema?
Eis a resposta: três alunos de matemática desenvolveram um modelo para descobrir qual é a melhor estratégia quando se espera um ônibus que nunca vem: esperar ainda mais (“pois quanto mais eu espero, menos eu vou esperar”) ou sair andando?
O resultado nem é tão surpreendente assim: é melhor esperar pelo ônibus pois, mesmo ficando no ponto por muito mais tempo, você ainda chegará mais rápido. E andar de um ponto a outro é furada pois as chances do ônibus passar enquanto você estiver entre pontos é enorme. Esta regra só não funciona em casos mais extremos, quando o intervalo entre ônibus é mais de uma hora e a distância a se caminhar é de menos de um quilômetro (ou se você mora em São Paulo, que obedece regras matemátias próprias).
Apesar de não entender nada das fórmulas matemáticas, o paper é muito legal de se ler. Mais uma coisa paras e pensar no ponto de ônibus.
Fontes: New Scientist, arXiv.org
As maiores descobertas científicas da última semana… ou não
Nestas duas últimas semanas tivemos uma enxurrada (três) de avanços científicos extraordinários que mudarão o modo que os cientistas vêem e lidam com o mundo. Ou não.
A primeira é a clonagem de seres humanos! Quer dizer que teremos clones de pessoas andando por aí? Que vamos criar cópias de nós emsmos como reservas de órgãos e tecidos? Que vamos poder produzir células-tronco? Não ainda. Os cientistas conseguiram fazer com que a transferância de núcleo de célula diferenciada para óvulos fosse bem sucedida mas não conseguiram fazer células-tronco. Também não é claro se o “embrião”, na verdade uma massa de 100 células, se desenvolveria normalmente. Notícia interessante, mas nem tão excitante quanto a manchete.
A segunda é a síntese do primeiro genoma artificial pela empresa do Craig Venter! Estamos perto de brincar de deus? Vamos criar organismos totalmente sintéticos? Iremos engenheirar a vida? Não ainda. A equipe na verdade criou um cromossomo artificial idêntico a um que já existe. O que ela fez foi um feito técnico gigantesco mas não surpreendente. Além disso a equipe do Craig Venter ainda falhou em transferir o genoma para uma célula utilizando uma técnica descrita pelos mesmos. Novamente há mais spin do que notícia (o que se esperar do Craig Venter?).
A última é a descoberta de um ser extraterrestre em Marte. Mais uma vez a mídia fez mais alarde do que o devido mas, pelo menos, foi tudo tratado como uma grande piada.
Estas três notícias mostra mais uma vez a incapacidade da Ciência de se comunicar com o público e como mídia e cientistas-marketeiros usam esta incapacidade para seus próprios fins sórdidos… e ainda nem comentei sobre a febre amarela…
Causos da vó
Deu no UOL: “Cobra de 5 metros é capturada após ter engolido bezerro na cidade mineira de Água Comprida”. A foto já diz tudo, não precisa de mais texto. Esta notícia me fez lembrar de uma das histórias que minha vó gostava de contar.
Quando ela era pequena, em uma fazenda no interior de São Paulo, minha vó estava trabalhando na roça quando ela viu um monstro enorme, todo verde deitado no meio das plantas.
Ela foi correndo avisar o pai dela que, pensando ser uma sucuri que pegou um bezerro ou algo do tipo, reuniu os outros fazendeiros da região.
Quando todos chegaram na plantação, segurando facões, enxadas e outros apetrechos rurais, eles puderam ver o tamanho do monstro, que realmente era grande: depois de ter fatiado a melancia, cada fazendeiro ainda levou um pedação para a sua família.
Tetracromacia em mulheres
Durante as minhas navegações por essa web sem fronteiras, me deparei com a informação de que humanos podem ser tetracrômicos (tetracromatas?). Em um post anterior, eu expliquei que nós geralmente vemos o mundo através da estimulação de três receptores: verde, vermelho e azul, por isso somos tricrômicos. Daltônicos podem ser dicrômicos, etc. Agora leio que presença de pigmentos alterados podem permitir algumas pessoas enxergar quatro comprimentos de ondas diferentes, levando a uma maior distinção entre tonalidades de cor!
A coisa fica melhor: aparentemente a maior parte dos tetracrômicos são mulheres, a porcentagem varia de 8% em um estudo a 50% em outro! Eu tendo a acreditar no segundo estudo pois isso explicaria como elas sabem a) combinar roupas, b) a diferença entre pink, rosa-shock e fúcsia e c) as diferenças entre as dezenas tonalidades de tintas de cabelo enquanto os homens só distinguem loiras, morenas e ruivas.
Fontes: Wikipedia, Post Gazetee NOW, HHMI News, Science
PS: estas informações têm bases científicas muito fracas, no entanto, há um artigo da Science onde pesquisadores conseguiram fazer com que camundongos, que só vêem duas cores, conseguissem distinguir três cores, assim como nós.
A gralha-azul e a araucária.
As plantas possuem muitas formas de espalhar as suas sementes pelo mundo. Algumas, como o dente-de-leão, usam o vento como dispersor. Outras plantas têm suas sementes espalhadas por animais. Um dos motivos para que uma planta espalhe suas sementes é garantir que seus descendentes cresçam em locais variados e, possivelmente, melhores que o seu. Outro motivo é evitar que as plantas-filhas disputem nutrientes do solo ou luz do sol com a planta-mãe.
Um exemplo interessante de dispersão de sementes por animais é o caso da araucária e da gralha-azul. As gralhas são aves muito conhecidas por sua inteligência. A gralha-azul, ave símbolo do Paraná, coleta os pinhões liberados pela araucária e as enterra em diversos locais para comê-los depois. Como as gralhas não se lembram onde enterraram todos os pinhões, alguns acabam germinando. Assim, as gralhas-azuis são essenciais para a dispersão de sementes das araucárias.
Os pinhões são sementes da araucária. As araucárias e os pinheiros são gimnospermas, plantas que não produzem frutos. A parte comestível dos pinhões é o tecido de reserva que vai alimentar o embrião da araucária e a araucária-bebê até eles crescerem o bastante para fazer o próprio alimento. Isso se nenhuma gralha azul comer o pinhão primeiro.
Polvo gosta do Sr. Cabeça de Batata
Polvos são animais estremamente espertos, acho que todos os cefalópodes são. Existem muitos relatos de polvos resolvendo problemas como o de abrir garrafas e outros objetos para pegar comida. Há relatos até de polvos que descobrem como desmontar bombas de água ou como fugir de seu aquário em busca de peixes em outros aquários e voltar. Veja um exemplo no vídeo abaixo:
Outros cefalópodes também mostram sinais incontestáveis de habilidades cognitivas afiadas como as sepias, que mudam os padrões de cores e textura da sua pelo como forma de comunicação (ou o caso do polvo camuflado, que pode ser visto aqui).
Mas o que me fascina mesmo são sinais de que, além de saber resolver problemas, os polvos sabem brincar. Veja o caso de Louis, um polvo do Pacífico que agora reside na Inglaterra, ele adotou um Sr. Cabeça de Batatas como brinquedo predileto. Os cuidadores do polvo introduziram o brinquedo recheado de comida como parte de um projeto de enriquecimento ambiental. O polvo conseguiria abrir o Mr. Potato Head em segundos mas preferem brincar com ele por mais de uma hora antes de pegar a comida.
Trabalhos de enriquecimento ambiental procuram encher os ambientes nos quais os animais são mantidos com brinquedos e desafios para manter os animais mentalmente ativos e, logo, mais saudáveis.
As aventuras de Guto e Dadá
O Brontossauros não é o meu primeiro blog. Ele é derivado e um blog que eu e minha esposa fizemos para divulgar ciência para crianças: o blog do Guto e Dadá.
Guto e Dadá são dois irmãos que se divertem um monte discutindo os assuntos mais diversos da Ciência. Como Guto é estudante de biologia, os assuntos acabam pendendo para esta área mas a curiosidade do caçula Dadá é ilimitada.
Hoje coloquei mais um texto no blog: A reforma de seu Antônio. A família toda vai para o médico e seu Antônio, engenheiro que é, decide que é hora de reformar o corpo humano.
Outros textos são:
Dadá e as Plantas Carnívoras – Dadá comprou uma planta carnívora de estimação mas ela não é tão voraz quanto ele esperava.
Dadá contra as algas – Dadá resolve se revoltar contra as algas antes que elas conquistem o mundo!
As batatas da tia Camila – Guto resolve ajudar o Dadá com a lição de casa mas o que as batatas têm a ver com a tia dos dois?
Aipim, Mandioca, Macaxeira e companhia – As plantas são chamadas de forma diferente no Brasil e no mundo, como é que os cientistas conseguem se entender?
O dia das bruxas do Dadá – do quê os dois irmãos vão se fantasiar neste carnaval? Seu Antônio, o pai dos dois, tem algumas sugestões.
Dispersando Dadá – carrapichos sempre pegam carona nas calças do Dadá. Saiba o porquê antes que ele jogue todos pela janela do carro.
A reforma do seu Antônio

Seu Antônio é um excelente engenheiro, desses que não pode ver um problema sem tentar pensar em uma solução. Só que agora ele se deparou com um projeto cheio de problemas que ele quer achar conserto: o nosso próprio corpo! Leia essa aventura inédita do Guto e Dadá e sua família.
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Seu Antônio é pai de dois lindos filhos: Guto e Dadá. Ele é engenheiro e trabalha projetando máquinas para indústrias. Ele se orgulha de fazer as melhores máquinas do mercado: nenhuma jamais apresentara defeitos de projeto. O problema é que, quando ele vê algum defeito no projeto dos outros, ele sempre tenta corrigi-los.
Naquela tarde ensolarada de quarta-feira, no entanto, ele não foi trabalhar. Dona Júlia, sua esposa, tinha marcado consultas para toda família. Enquanto ele imaginava como fazer aquela desconfortável cadeira um pouco mais aconchegante, Dadá, o seu filho mais novo, andava de um lado para outro impaciente e fazendo mil perguntas:
- Gastroenteroque mesmo? – perguntou Dadá pela décima vez.
- Gastroenterologista, Dadá. – falou, de novo, seu Antônio.
- É, Dadá, ele é o médico que cuida do sistema digestório. Este sistema é o responsável pela nossa alimentação. Sabe, a boca, estômago, intestinos… – explicou Guto, que estuda Biologia.
- E porque o pai tem que ver este médico mesmo? Ele tá com diarréia? – perguntou Dadá, claramente aborrecido com a sala de espera. Saber que ele teria dentista mais tarde não ajudava nada o seu humor. Os outros pacientes da sala, no entanto, estavam achando o impaciente garoto um tanto quanto divertido.
- Sr. Antônio Ramos de Oliveira, a Dra. Jane já vai te atender. – chamou a secretária.
Com um envelope cheio de exames de laboratório, ele entrou no consultório seguido por todos. Enquanto a Dra. Jane olhava os exames, Guto mostrava para o irmão as partes do aparelho digestório em um boneco que ficava num canto da sala.
- É como eu suspeitava, Seu Antônio. Uma gastrite está causando essa sensação de mal estar no senhor.
- Nossa Doutora. Isso não é grave? – assustou-se Dona Júlia.
- Não é nada muito sério, mas é preciso começar já a prevenir-se ou ela pode se desenvolver e virar uma úlcera. Vou fazer uma receita com o remédio e de resto é só o senhor ficar de olho na alimentação.
- Por que esta gastrite surgiu, Dra. Jane? – perguntou seu Antônio.
- Bom, nosso estômago produz ácidos para ajudar a quebrar a comida em pedaços menores. O problema é que estes ácidos podem começar a quebrar as paredes do nosso estômago. A gente tem uma camada protetora mas ás vezes ela não é suficiente, daí aparece uma azia aqui, uma gastrite ali… – explicou a médica.
- Se eu tivesse projetado nosso estômago eu colocaria uma camada mais grossa para proteger contra esses ácidos… tinha que ser ácido mesmo? É uma solução meio radical, não acham? Talvez eu colocasse algo mais fraco para digerir alimentos. – comentou o pai.
- Mas não é assim que funciona, pai! – corrigiu o Guto, segurando um estômago de plástico – Quando os nossos antepassados passaram a comer animais maiores dos que eles já comiam, a gente passou a precisar de algo que não deixasse o alimento estragar dentro do nosso estômago! O ácido foi o que solucionou esse problema.
- Eu ainda acho que, se o nosso estômago fosse melhor planejado, a gente não teria tantos problemas assim. – reafirmou seu Antônio.
- Querido, assim você vai acabar como a Emília e sua reforma da natureza. – comentou a mãe, lembrando-se da famosa história do Monteiro Lobato.
A próxima vítima, ou melhor, paciente, era Dona Júlia. Já havia mais de um mês que todo dia ela reclamava de dor nas costas. Mesmo assim seu Antônio quase teve que arrastá-la para a médica. Ele nunca entendeu como é que sua esposa podia cuidar tão bem de toda a sua família e, ao mesmo tempo, tão mal de si própria.
Novamente todos entraram no consultório juntos e cumprimentaram a Dra. Fabíola, a ortopedista. Ela foi logo colocando uma chapa de raio-X das costas de Dona Júlia num quadrinho com uma luz no fundo. Dadá ficou encantado ao ver o esqueleto da mãe.
- Uma bela hérnia de disco, Dona Júlia. Me impressiona que a senhora esteja tão bem com ela. – disse a médica.
- O que é uma hérnia de disco? – perguntou Dadá.
- A gente tem uns disquinhos que separam uma vértebra da outra na nossa coluna. O problema é que eles não são assim tão resistentes e se gastam com o tempo, daí eles acabam espremendo os nervos, causando essa dor. – respondeu Guto antes da médica.
- Pelo jeito a faculdade vai bem. Não é Guto? – perguntou a doutora que sabia de todas as novidades da família. – Vou receitar um remédio para a senhora, mas não vai exagerar! E nada de trabalhar muito! O seu Antônio e os meninos vão ter que limpar a casa por alguns dias.
- Pode deixar doutora que eu vou até fazer massagens na minha esposa, se isso ajudar. – respondeu seu Antônio. – Bem que a gente poderia ter uns disquinhos mais resistentes, não? Se eu tivesse planejado…
- Mas não planejou não é pai? – interrompeu Guto – Ninguém planejou como essas coisas iam funcionar! Sem contar que elas aparecem através de mudanças em coisas que já existiam antes. Neste caso, nossos ancestrais tinham uma estrutura semelhante à nossa coluna só que feita desse material que você chama de fraquinho. Quando apareceu a nossa coluna óssea, que é mais forte e agüenta mais peso, esta estrutura foi diminuindo, diminuindo, até ser usada como disquinhos.
Seu Antônio não gostou nada de ter sido interrompido mas ele ficou mais calmo quando ele se lembrou que o Guto tinha dentista logo depois e ele teria sua vingança. Na verdade, ambos filhos iriam pro dentista: o impaciente e o sabe-tudo.
- E o que temos por aqui hoje? Duas jovens bocas para examinar! Vamos lá Dadá? – perguntou Dr. Fritz, com o seu jeito calmo de falar, enquanto Dadá deitava-se na cadeira.
O dentista olhou bem para a radiografia de Dadá, examinou os seus dentes e exclamou:
- Nossa Dadá, isso é espantoso! É o maior que eu já vi. – comentou Dr. Fritz.
- Maior buraco? – perguntou Dadá, temeroso.
- Nada disso! É o maior tempo sem uma cárie que eu já vi! Você tem cuidado muito bem dos seus dentes, parabéns! Vou só passar um pouco de flúor para você continuar assim. Você prefere sabor morango ou menta?
Após o Dr. Fritz terminar de passar o flúor, Dadá levantou-se aliviado. Enfim todo seu medo daquele barulhinho horroroso tinha funcionado. Nada de cáries de novo! Já Guto não teve a mesma sorte: precisou tratar uma cárie em um de seus dentes do fundo. Com a bochecha ainda anestesiada e falando embaralhado, o irmão resmungava pelo caminho de volta para casa:
- Droga de dentes do fundo! Eles nos permitem mastigar melhor os alimentos, mas só por que eles têm um buraquinho no meio, acaba juntando as sujeiras mais difíceis de tirar com a escova e daí já viu, cárie neles!
- Eu faria melhor! – insistiu mais uma vez seu Antônio – Acho que dá para planejar um par de dentes que morde melhor e ainda por cima é mais fácil de escovar!
- Eu já falei que não é bem assim, pai. – Guto corrigiu mais uma vez – Durante a história do nosso aparecimento muitos problemas apareceram: como digerir alimentos, como sustentar o nosso corpo, como mastigar melhor… Só q
ue a evolução não planeja as soluções dos nossos problemas, eles se resolvem ao acaso, por tentativa e erro. É assim que a evolução funciona! Só que às vezes a solução que surge não é a melhor e acaba criando novos problemas, mas na biologia as coisas são assim mesmo: se funciona está bom!
- É pai! – completou Dadá.
E o Guto continuou explicando, com aquela voz engraçada de quem está anestesiado, como que os organismos não foram projetados do jeito que uma ponte ou um computador os são, e que a evolução estava longe de ser um engenheiro como o pai.
Enquanto dirigia, seu Antônio fingia que ouvia as explicações do filho e pensava, bastante mal-humorado: “Se eu fosse por mim, eu nunca faria os nossos filhos serem mais espertos que a gente!”
Autores:
Eduardo Bessa
Carlos Takeshi Hotta
Rindo com Deus
Do Universo surgiu o Homem,
O Homem criou Deus,
E Deus virou pro Universo e disse:
- Eu te criei.
Até hoje eles pedem pro Universo contar esta no bar.
PS: Eu vi esta tirinha genial do Laerte pela primeira vez no Centro Acadêmico lá da Biologia.
Frase da Semana IV
Parafraseando Einstein:
“Mystery is more important than knowledge.”
J.J. Abrams
J.J. Abrams, criador da série Lost, disse esta frase em uma palestra que deu para o TED onde falou sobre a “Caixa de Mistérios”. A palestra é curta e vale a pena. Me fez refletir sobre como mistérios fazem parte da nossa vida. Como fazem parte do que nos faz acordar todos os dias.
Será que meu time vai ser campeão? Será que eu vou ter um aumento? Será que ele gosta de mim? Vou conseguir? Vai acontecer? Todos mistérios que resolvemos aos poucos, e cada um revelando outro.
Como cientista faço do mistério meu ofício. Vivo de criar e resolver mistérios. E me espanta que ainda me paguem para isso.
Fonte: Por um punhado de Pixels, TED



