Brontossauros com pipoca: Horton
Neste sábado assisti a animação da Dreamworks chamada ‘Horton e o mundo dos Quem!’. Na animação, o elefante Horton descobre que existe um mundo inteiro vivendo em um frágil grão de pó. O problema é que grãos de pó estão submetidos a todo tipo de condição degradante neste mundo o que afeta diretamente os cidadãos do mundo de Quem. Sensibilizado, Horton tenta encontrar um lugar seguro pros Quem ao mesmo tempo que o prefeito dos Quem tenta manter os Quem seguros (Quem-repetições quem-propositais).
Horton é um filme divertidíssimo com uma moral sutil e muito legal. Só que poucos prestaram atenção na animação: nos Brasil ela nem teve tanta divulgação e nos Estados Unidos, ela foi cooptada por grupos anti-células troncos (e anti-aborto também). Tudo por causa de uma frase de Horton, repetida algumas vezes no filme ao defender o grão pó: “Uma vida é uma vida, não importa o seu tamanho!”.
O que poucos percebem, no entanto, é que Horton é uma fábula sobre o pensamento livre, que a minha sardinha me faz associar ao pensamento científico. Horton defende o grão de pó apesar das autoridades não acreditarem nele: “O que não pode se ver, ouvir ou tocar não existe!” ou “Vida microscópica é impossível!”. ele é o cientista que descobre algo revolucionário, que contradiz o paradigma dos poderosos. Só faltava Horton ser queimado na fogueira pela Inquisição (não há nenhuma conotação religiosa no filme, no entanto). O filme ainda toca na intolerância do status quo em relação às novidades e criatividade e no perigo do controle das grandes massas. Tudo isso sem perder o humor e a originalidade: o mundo dos Quem é bastante distinto da floresta, bastante distinto, aliás, de qualquer oputro mundo fantasioso.
Horton, portanto é um filme divertidíssimo e recomendado para toda a família!
Em tempo, eu assisti o filme no Shopping Continental (na fronteira do mundo de Oz) por R$4,00 com direito a pipocas e crianças mil na platéia. Todo domingo de manhã tem sessão de filmes infantis. Fica a dica!



Discussão - 5 comentários
É Rafa, mas ninguém no filme tentou verificar a idéia doida do Horton. Tentaram sim calar a sua boca e dizer que o que viu era besteira… Às vezes isso parece ciência estabelecida mas parece um monte de coisa mais…
Só um porém. Esta tensão entre conhecimento estabelecido e conhecimento novo que o filme sucita, pode ser interpretado hoje em dia como a ciência estabelecida e seu ceticismo com idéias novas. Este ceticismo a defende de falsas ciências, mas pode retardar o aparecimento de idéias revolucionárias. Ainda acho q saimos ganhando sendo céticos.
Gosto dessa produtora, anotada a dica.
Sam, crianças são mesmo as melhroes cientistas! Carlos
Carloseu soube do Brontossauros lá no evento da Blogagem inédita e assinei o feed. Adorei sua idéia, porque tenho um blgueirinho mirim em casa e ele é um cientista nato, sem corujice de mãe… Vou ver este filme. Gostei das dicas.