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Quando criança, eu sonhava estudar dinossauros. Hoje em dia tenho outros sonhos mas ainda tenho brontossauros no meu jardim. Por Carlos Hotta.
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Engenharia da natureza

Category: Ciências ExatasCiências da Vidadescobertas científicas
Posted on: maio 21, 2008 7:12 PM, by Carlos Hotta

Os cientistas vivem procurando inspirações na natureza para desenvolver novas tecnologias. Dois exemplos famosos são os sonares e radares, baseados nos sistemas de ecolocalização dos golfinhos e morcegos (o ultrasom também é filho desta tecnologia). Outro exemplo clássico é o velcro, inspirado no modo que carrapichos se grudam nos pêlos de animais (mais detalhes aqui). Menos conhecido é o caso das flores de lótus que se mantêm limpas mesmo em águas lamacentas e inspiraram a criação de vidros autolimpantes.

Exemplos mais simples são a legião de pássaros e peixes anônimos que tiveram suas asas e nadadeiras reviradas para o design de novas asas de avião. Ou até as plaquinhas olhos-de-gatos, que são autoexplicativas.

A ciência que estuda a natureza para inspirar novas tecnologias tem até um nome: Biônica ou Biomimética. Atualmente, esta área está em franca expansão: algum tempo atrás foi anunciado um breakthrough na síntese de teias artificiais, um sonho de muitos engenheiros. Há pesquisas que descrevem os pés de lagartixas para desenvolver novos adesivos. Até os discretos mexilhões entraram nesta: o sistema que utilizam para fixar-se às pedras, a despeito das ondas, pode ser usado para se fazer colas novas. Os bivalves também estão sendo estudados para se descobrir os segredos da madrepérola, um material resistente e flexível ao mesmo tempo.

Isso sem contar a modelagem de comportamentos de animais e outros sistemas, como o de cardumes, que ajudam os cientistas a criar algoritmos que resolvem muitos problemas na computação. A locomoção de alguns robôs projetados para explorar outros planetas foi baseada na locomoção de insetos e aracnídeos. Redes neurais artificias também são a esperança para se criar robôs capazes de aprender.

Agora saiu uma notícia que um besouro brasileiro pode inspirar uma nova geração de computadores fotônicos. A tecnologia de computadores fotônicos não avança por causa da necessidade de gerar "cristais fotõnicos" porém, aparentemente, as incrustações presentes nas asas iridescentes do besouro Lamprocyphus augustus poderiam sugerir meios de se fabricar novos cristais. A tecnologia de computadores fotônicos é uma das maneiras de se fazer computadores mais rápidos, seria legal saber que um simples besouro poderia revolucionar esta área.

Fontes: Science Daily, Wikipedia, New Scientist e Mongabay.

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Commentários (2)

1

Hmmm.... Será que esses computadores já não nasceriam com um "bug"?... :D

Escrito por: João Carlos | maio 23, 2008 1:52 PM

2

Putz! Que loco isso, né?A natureza nos dá realmente tudo o que precisamos; basta procurar!

Escrito por: Má | maio 24, 2008 2:25 PM

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