[caption id="attachment_877" align="aligncenter" width="220" caption="Ácaros-aranha (wikipedia)"]
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Bichinhos comem plantas, bichos maiores comem bichinhos. Todos já ouvimos esta historinha quando estávamos na escola. O que não nos contam é que esta história é muito mais complexa do que isso e envolve inúmeros estratagemas que permitem os personagens desta história subverterem o enredo.
Um dos grandes predadores de plantas é um pequenino ácaro (muitas vezes vermelho), chamado ácaro-aranha. Quando este ácaro ataca as folhas das plantas, estas liberam sinais no ar que fazem com que outras planats comecem a se preparar contra o ataque destes predadores. Mais interessante: estes cheiros são reconhecidos por animais que se alimentam destes aracnídeos. Assim, quando os ácaros-aranhas atacam uma planta, aumentam as chances de seus predadores encontrá-los.
Uma pesquisa recente revelou mais um capítulo desta história: quando os ácaros-aranha viram comida, eles também liberam um cheiro no ar. Este cheiro faz com que os demais ácaros-aranha entrem em um estado de dormência. Este estado de dormência protege os ácaros contra os predadores, além de fazer com que o cheiro de planta morta diminua, afastando o predador.
Acreditava-se que estado de dormência somente era usado para proteger os ácaros contra a falta de água. Estes animais, particularmente sensíveis à falta de água, entram em dormência antes de deixar as folhas que habitam: desta forma, eles se protegem até acabarem caindo em uma folha nova. Agora sabemos que este estado também é ativado pelo cheiro de ácaros sendo comidos.
Não deve demorar até alguém fazer um anti-ácaro baseado neste cheiro...
Fonte: New Scientist, Naturwissenschaften
Quando criança, eu sonhava estudar dinossauros. Hoje em dia tenho
outros sonhos mas ainda tenho brontossauros no meu jardim. Por 

Commentários (4)
Medidas geram contra-medidas, que geram contra-contra-medidas e assim por diante...
Eu sabia que as abelhas (as africanas, ao menos) também emitem um sinal olfativo quando são mortas, que atrai mais guerreiras contra o agressor e que ficam "zuretas" com emissões em UHF-FM (experiência própria no Pantanal...)
As emissões de odores são traçáveis por sensores químicos. Alguém já pensou em usar sensores eletromagnéticos nessas experiências?...
Escrito por: João Carlos | setembro 29, 2008 6:58 PM