Jimmy Wales, Wikipedia e a revolução silenciosa
Notícia velha: Jimmy Wales, o criador (ou um dos criadores) da Wikipedia esteve no Brasil. Na segunda-feira passada, ele fez uma série de entrevistas, começando no Programa Roda Viva e terminando em um evento no Centro Cultural, aqui em São Paulo, o qual tive a oportunidade de presenciar.
O debate em si não foi um evento legal. Além de Jimmy Wales, havia sete outros debatedores. Os debatedores dominaram a discussão, falando de seus projetos pessoais, e simplesmente se esuqeceram da existência da estrela do debate! Sim, supostamente estávamos lá para discutir “WikiBrasil: Mutirão de Conhecimentos Livres” mas praticamente todos estavam interessados em ouvir o Jimbo.
O absurdo era tanto, que a platéia começou a se irritar: Jimmy Wales falava um ou dois minutos a cada rodada de meia hora. Em um certo momento, em uma discussão que fugia imensamente do assunto (além de ser pré-histórica: mídia x blogs), parte da platéia começamos a vaiar e gritar o nome do Jimmy Wales. Este ato de rebeldia não fez efeito algum, apenas causou a raiva de certo debatedor, por isso passamos para uma estratégia mais sutil de desobediência civil: o Twitter.
Outro problema da palestra: não havia rede wireless! Não podíamos comentá-la via internet, como bom evento sobre a rede. Sorte a nossa que o @fugita tinha seu smartphone, utilizando-o como um samurai moderno. Daí começamos a mandar mensagens de revolta pelo Twitter, mensagens que eram retransmitidas para um telão que ficava à frente do Jimmy.
Começamos com mensagens exigindo que se desse mais oportunidade para o Jimmy falar. Depois, criticando os debatedores. Tudo parecia um exercício fútil, até que fizemos uma brincadeira e convidamos o (já entediado) Jimmy Wales para uma cerveja depois do debate. Para a nossa surpresa, Jimmy Wales, o criador da Wikipedia, pegou o seu celular e… respondeu!!!!
Isso com certeza nos fez acalmar, de certa forma havíamos obtido algo melhor do que queríamos: poderíamos ouvir o convidado especial da noite a uma distância bem curta! O mais engraçado é que tudo isso aconteceu enquanto os inúmeros e falantes debatedores matavam lentamente um evento que poderia acontecer sem o Jimmy Wales. Vaias não resolveram: o Twitter sim, e de lá fomos para o bar!
Durante a conversa no bar pudemos fazer inúmeras perguntas, e até debater, com Jimmy Wales. Descobri que ele é vegan e que estava faminto (organizadores nunca pensam nisso)! Acabou bebendo uma Original, arrasou uma porção de batatas-fritas e uma salada mista!
Fotos: @fugita








Discussão - 16 comentários
Inacreditável!!!!!!!!!!!!!
História para se contar aos bisnetos
NERD POWER!
O debatedor de bigodes era um dos melhores. Não citei nomes porque não acho que merecem. Sem contar que iria levar a discussão para um lado que eu não quero.
Salvou mesmo, graças ao fugita! Mesmo sem Wifi!
A história do Zé Mané é velha e nem merece comentários!
É desconhecer que tem muita gente boa por aí. Temos um site inteiro de exemplo!
impressionante!! NADA detém nerds bem intencionados!!
Esse velho de bigode tem cara de ser o mais chato de todos. Eu queria que tu tivesse citado nomes…
Galera, vcs foram simplesmente d+
O Twitter foi d+
E eu perdi a palestra e a ceva!
[]s
Sensacional!
utilizando-o como um samurai moderno
Pura poesia!
Como vcs sao chiques!!!
O Twitter salvou a noite!
Pescando do link para a matéria da Folha, a intervenção do Gilson Schwartz não podia ser mais imbecil, arrogante e cheia de presunção “acadêmica”.
E onde os “Zé Mané” que lêem Blogs de outros “Zé Mané” com um pouquinho mais de instrução vão pegar o “gostinho” pela novidade científica?… Nos ArXivs?…
Sem brincadeira: me lembrei do personagem Jorge de Burgos de “O Nome da Rosa” do Eco…