Navegar é preciso: o incrível caso da formiga do deserto II
Ontem deixei a pergunta no ar: como a Cataglyphis fortis consegue encontrar a entrada de seu ninho após caminhar por dezenas, e até centenas, de metros no grande areial do deseto do Saara?
Um dos comentaristas, o Der Hexenhammer do Malleus Maleficarum, chegou quase perto da resposta. Um pouco menos da metade, eu diria.
As Cataglyphis fortis combinam duas medições para calcular o caminho de volta ao seu ninho: o seu ângulo em relação ao sol e a distância percorrida. Ao integrar estes dois dados, ela consegue estimar a direção que ela deve percorrer. Este cálculo é o suficiente para fazê-la retornar a um local próximo o suficiente da entrada de seu ninho para ela começar a usar outras estratégias, como o cheiro liberado pela entrada do ninho e marcos territorias.
No vídeo abaixo, do fantástico sir David Attenbourough, podemos ver o bizarro comportamento adotado pela formiga enquanto ela se distancia de seu ninho:
Bem, agora que o mistério foi resolvido, não há mais nada para se falar certo? Não seja tão impaciente jovem gafanhoto! O mais interessante desta história é saber como que os cientistas descobriram como funciona a navegação da Cataglyphis fortis, tema dos próximos textos do blog.



Discussão - 7 comentários
Isso eu quero saber.
Como raios os cientistas descobriram como elas fazem isso.
só naum entendi como que a distância percorrida (que parece ser totalmente aleatória… afinal, a bixinha sai andando ateh que tropeça num banquete) pode influencia na forma como ela vai voltar pra casa!
Essa formiga é aquela do vidro âmbar?
Ué… abelhas tb tem tem olhos compostos e também determinam ângulos com precisão. Não só isso… dividem uma dancinha boba (não doritos) com as colegas de colméia para mostrar onde ficam aquelas flores suculentas que ela achou no último passeio….
Putz. Acabei de assistir o vídeo e me veio outra pergunta. Formigas não tem sistema vestibular, presumo. Como elas compensam as variações de ângulo do terreno para a medição?
Ô formiguinha interessante! Viva Darwin!
Publica logo a resposta, que estou curioso e não tem a mesma graça de procurar no google…
Obrigado pelo link!
Mas me explica como uma formiga, com seus olhos compostos (presumo!) pode determinar com exatidão um ângulo!