The Great Sperm Race!
Após falar tanto de morte, vamos pensar um pouco na vida!

O melhor jogo sobre repodução humana que já vi! Veja todos os obstáculos que um espermatozóide tem que enfrentar para ser O ESCOLHIDO.
Vi no SciencePunk Blog.
Censura! USP tira ex-aluno do Stoa. #FAIL
A USP quer ser uma das maiores universidades do mundo. Queremos ser grandes porque nos achamos grande. Para mim uma grande universidade não tem medo de incorporar novas tecnologias ou testar novos conceitos de sociedade. Para mim, uma grande universidade não tem medo de mudar, não tem medo de críticas e não tem medo de admitir-se errada. Não vejo, infelizmente, tal atitude na minha universidade. Muito pelo contrário.
Vejamos o Stoa, por exemplo. O Stoa é uma rede social criada para docentes, funcionários e alunos da USP, incluindo os que já saíram. Esta comunidade permite a criação de fóruns, blogs, a troca de material didático entre professores e alunos e muito mais. Coisa fina. No entanto, apesar de ser um projeto abraçado por 9 mil usuários, o Stoa sempre recebeu muitas críticas: uma delas é a de que muitos usuários estariam usando a “marca USP” para dar relevância a seus textos.
A óbvia falta de conhecimento de como funciona a Interweb não parou nestas críticas. Nesta semana um usuário foi excluído do Stoa e teve todos os seus textos apagados (com a possibilidade de recuperá-los). O motivo? Dois, aparentemente:
- um post de 1o de abril no qual o usuário publicou um texto falando que a reitora da USP se reuniu com o governador de São Paulo para discutir a privatização da universidade. O texto foi subido às 18hs e uma nota avisando da brincadeira foi escrita horas depois, na madrugada do dia 2.
- um bolão sobre quando será a próxima greve da USP, brincadeira organizada faz mais de um ano e que ganhou uma certa notoriedade após ser tema de uma reportagem do Uol o dia 27 de abril.
A história é ainda mais cabulosa!
No dia 14 de abril o diretor do CTI, Coordenadoria da Tecnologia da Informação, foi avisado que poderia ser processado pela reitoria da USP por causa do texto de 1o. de abril. O resultado da mixórdia foi o afastamento do usuário do Stoa – uma vez que ele trabalhava para o projeto – e pedidos de desculpas escritos pelo usuário e pelo coordenador do Stoa.
A falta de humor da reitoria da USP é impressionante e a truculência da resposta revela uma falta de habilidade em se compreender o funcionamento da rede. Se a reitora se incomodou em ter seu nome usado em uma brincadeira de 1o. de abril, bastava pedir polidamente para o texto ser retirado.
Panos quentes postos, pedidos de desculpas publicados e a vida continuou até surgirem indícios de que os funcionários da USP entrarão em greve. No dia 27 de abril, uma reportagem sobre um bolão para tentar acertar o dia da próxima greve, organizado pelo mesmo usuário usando seu blog no Stoa, foi publicado no Uol.
O perfil do usuário na rede social da maior universidade do Brasil foi apagado com todos seus textos e comentários algumas horas depois.
Independente de eu concordar com o uso do nome da reitora em um texto fictício ou com a greve na universidade uma coisa não engulo: CENSURA!
O pior é que há indícios de que a pressão pela remoção do perfil do usuário foi exercida diretamente pela reitora! Acho que ela nem considerou algo chamado liberdade de expressão! Sim, reitora, aqui neste país nós podemos emitir a nossa opinião da forma que acharmos melhor! Se você não concorda com o bolão da greve, pronuncie! Que tal usar o Stoa para isto? Apagar um usuário porque você não concorda com ele é de um autoritarismo absurdo!
CENSURA NÃO! Isso não combina com um ambiente que deveria estar 10 anos à frente do resto da sociedade! Não combina com uma comunidade qeu deveria estar familiarizada com uma coisa chamada a Internet! Não combina com a instituição que aprendi a amar e que me entristece cada vez mais!
Mais uma vez a USP me envergonha! DOUBLE FACEPALM FOR YOU! e olha que nem a Veja mereceu isso.

Mais detalhes e opiniões sobre o caso:
Sobre meu afastamento do Stoa por causa de uma brincadeira de 1º de abril até a exclusão da minha conta (testemunho do Tom).
Aos responsáveis pelo escandaloso ato de censura no Stoa: aprendam a rir de si mesmos (Luiz Yassuda)
Na cabeça da reitora, a USP já foi privatizada: pra ela! (300)
Censura na USP (Boteco Barroso)
Adoro Ciência e blogs: o caso da gripe suína
Mais um adendo: no blog da Wired há uma reportagem dizendo que o sequenciamento da variedade de H1N1 da gripe suína NÃO tem genes de vírus que infectam humanos ou vírus que infectam aves!
Aparentemente, este vírus é uma mistura de duas variedades de vírus que infectam porcos, uma comum na América do Norte e uma comum na Eurásia. Isso nãoq uer dizer que o vírus não é tão perigoso quanto pensávamos: só que agora temos mais dicas de sua origem.
E qual é a origem do vírus?
Rumores dizem que o vírus veio de fazenda de porcos no México e a variedade híbrida deve etr surgido de lá. No entanto, a blogueira do ScienceBlogs Sandra Porter, após algumas análises das sequências dos vírus que infectaram californianos, revelou que elas são parecidíssimas com casos de gripe suína que apareceram em Ohio em 2007 ou seja, esta variedadde pode não ser tão nova assim.
O interessante é que ela usou sequências e ferrramentas que estão liberadas para o público e podem ser checadas por outros agora mesmo por qualquer um! Ficarei ligado por confirmações deste achado e colocarei aqui assim que vierem!
Algo de podre na gripe suína…
Ontem foi um dia engraçado, o post onde eu dava as informações que achava relevante sobre gripe suína teve duas reclamações: uma me acusando de ser conservador e cauteloso demais e outra me acusando de ser sensacionalista e superficial. Não vou dar bola para nenhum, uma vez que estes posts servem só para repassar a minha visão dos acontecimentos, visão esta que carece do conhecimento de quem trabalha com vírus, medicina ou epidemiologia. No entanto eu presto atenção no que está acontecendo e digo uma coisa: algo não cheira bem.
O quadro oficial da Organização Mundial de Saúde é que houve apenas 7 mortes confirmadas de gripe suína no México a partir de 26 casos, 64 casos nos EUA, 6 no Canadá, 3 na Nova Zelândia, 2 no Reino Unido, 2 em Israel e 2 na Espanha.
28 April 2009–The situation continues to evolve rapidly. As of 19:15 GMT, 28 April 2009, seven countries have officially reported cases of swine influenza A/H1N1 infection. The United States Government has reported 64 laboratory confirmed human cases, with no deaths. Mexico has reported 26 confirmed human cases of infection including seven deaths.
The following countries have reported laboratory confirmed cases with no deaths – Canada (6), New Zealand (3), the United Kingdom (2), Israel (2) and Spain (2).
Este número contrasta em muito com os dados oficiosos, de mais de 1500 infectados no México, com 70 mortes e possivelmente mais de 100 infectados em Nova Iorque.
A diferença é que a OMS considera apenas os dados identificados molecularmente enquanto os dados oficiosos conta todo mundo que parece estar com a gripe suína.
Sinceramente não acredito em ambos.
Os dados da OMS dão a impressão que a organização anda com os olhos vedados. Que variedade de vírus é essa que infecta pessoas de 7 países diferentes a partir de apenas 26 pessoas no México? Só se o porco espirrou no meio do refeitório dos atletas nas Olimpíadas. Obviamente a OMS quer considerar apenas os casos oficiais mais soltar um relatório dizendo que só esses que valem, sugerindo que o resto deve ser desconsiderado, só diminui a credibilidade de uma instituição constantemente atacada. Eles deveriam, ao menos, reconhecer que o número de casos pode ser muito maior mas não: são irredutíveis quanto ao número final.
Agora vamos tratar dos números oficiosos de 150 mortes e 1600 infectados. Como disse ontem, estes dados também não batem: ou a gripe está matando demais ou o número de infectados é muito maior. O problema é que a gripe matou uma criança fora do México: uma criança, o que foge do perfil da doença. Sem contar que o número de casos suspeitos e confirmados progride mais lentamente do que eu esperaria de uma epidemia que cresceu rapidamente. Nos EUA, os casos confirmados sobem cerca de 20 por dia: ou está tudo sob controle ou este é o número de amostras que eles conseguem processar por dia.
O resultado final da minha análise é: não dá para saber o que está realmente acontecendo usando apenas dados oficiais ou apenas dados oficiosos. Nenhum deles condiz com o quadro geral. Na minha opinião, vamos ter mais alguns casos aparecendo pelo mundo mas não muitos e este vai acabar sendo mais um susto. É possível que esta variedade apareça mais forte depois, particularmente nos invernos de cada hemisfério, mas não dá para prever isto no momento. A única coisa que me preocupa é Nova Iorque…
Qual é a opinião de vocês?
Novos dados sobre a gripe suína – 27/04
Algumas notas sobre a gripe suína:
- a notícia mais significativa é a Organização Mundial de Saúde aumentar a fase de 3 para 4 (de 6) para uma pandemia. Isso significa que uma pandemia é mais provável mas NÃO significa que ela é INEVITÁVEL! Basicamente, fase 4 é o reconhecimento de que a gripe tem transmissão de humanos para humanos, o que já sabíamos há algum tempo diante da confirmação dos casos de Nova Iorque. Além disso, grande parte dos americanos infectados não tiveram contato nenhum com porcos.
- um caso confirmado na Espanha, dois no Reino Unido. Isso significa que há uma cadeia de transmissão em um outro continente? Não necessariamente.
- os casos no Brasil não foram confirmados, por enquanto, como de gripe suína.
- são 149 mortes estimadas no México para 1600 casos confirmados. Isso significaria uma altíssima taxa de mortalidade (8.5%). A gripe espanhola tinha uma mortalidade de 2.5 a 5 % e pode ter sido, na verdade, mais de 10%. No entanto, nem todos os 149 casos foram confirmados como de gripe suína e aposto que os 1600 casos mencionados são os de hospitalizados. Diante dos casos fora do México, eu diria que temos uma mortalidade mais baixa (menos de 1%) e muito mais gente infectada no México do que é dito (cerca de 10 mil pessoas). Esclarecer estes dados são essenciais para se prever o avanço, ou não, da gripe suína.
- eu havia recomendado tratar-se com anti-gripais assim que os sintomas aparecessem… se vc mora em zona epidêmica de dengue, tome cuidado para não usar anti-gripais que interfiram com a capacidade de coagulação! Você pode ter dengue e não gripe suína! Aspirina + dengue = não bom! (alerta de Mauro C Morais).
- 40 casos nos EUA.
- por quê as pessoas morrem de gripe suína? Karl responde.
Novos dados sobre a gripe suína
Parece que alguns dos casos relatados em Nova Iorque, que não achei que fossem da gripe suína, acabaram de receber resultado positivo. São 20 casos confirmados no país (15h 26/04). No entanto ainda há a observação dos sintomas parecerem mais brandos do que no México.
Ainda há suspeita de casos na Nova Zelândia, França, Espanha, Israel, Canadá e Escócia.
Na terça-feira, a Organização Mundial de Saúde deve se reunir para decidir se deve-se aumenatr ou não a fase da doença.
O Átila fez um excelente texto sobre o tema.
UPDATE: há 6 casos conformados no Canadá
A gripe suína vai se tornar uma pandemia?
Os mais atentos às notícias já estão com o sinal de alerta ligado diante das últimas notícias sobre o número de mortos por complicações de uma suposta variedade de gripe no México e a recente chegada desta variedade nos Estados Unidos.
O que preocupa nos relatos atuais sobre a gripe é que ela consegue infectar indivíduos jovens e saudáveis e há infecção entre humanos (embora limitada). Além disso, esta variedade da doença está sendo chamada de gripe suína (swine flu) pois é a provável origem do vírus, que junta características das versões que infectam aves, porcos e humanos.
Além dos mais de 1000 casos no México, foram relatados 11 casos oficiais nos EUA e a possibilidade (MUITO pequena e não confirmada) de que ela já esteja em Nova Iorque pois uma escola relatou 75 a 100 jovens doentes após uma viagem de alguns ao México.
A doença vem se espalhando no Mexico desde o final de Março mas só agora que a comunidade internacional começa a tomar providências. Lá, onde o maior número de casos foram detectados, eventos com mais de 500 pessoas foram proibidos.
Alguns trechos do comunicado oficial da Organização Mundial de Saúde (OMS), que organizou um comitê de emergência neste sábado (25/04) para discutir os casos de gripe suína, influenza A(H1N1), chamam a atenção:
Após revisar os dados disponíveis sobre a situação atual, os membros do Comitê identificaram uma série de lacunas no conhecimento sobre as características clínicas, epidemiológicas e virológicas dos casos identificados e das respostas apropriadas.
O Comitê, no entanto, concordou que a situação atual constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
(…)
O Comitê também concorda que mais informações são necessárias antes que alguma decisão seja tomada em relação à propriedade da fase 3 atual.
O Átila já havia alertado que a OMS considera a ocorrência de uma pandemia de gripe provável, inevitável até. É bom ressaltar que isso não quer dizer que chegou a hora! A OMS declara que estamos na fase 3: há um novo subtipo de influenza infectando humanos. A escala da OMS tem 6 fases: a fase 3 significa que o vírus tem sua transmissão de humano para humano limitada. A fase 4 significa que a capacidade de transmissão do vírus foi aumentada. A fase 5 significa que a capacidade de transmissão do vírus é significativa. A fase 6 é quando a infecção é eficiente e sustentável. Diante das 20 mortes confirmadas, 61 a serem confirmadas e 1300 possíveis infectados no México, mais 11 casos nos EUA ( dados de 22h, 25/04), não ficaria supreso se subirmos para a fase 4 em pouco tempo.
Não há suspeitas de doentes no Brasil mas o Ministério da Saúde já está tomando providências para coibir a entrada do vírus no país.
A mensagem para se levar para a casa: AINDA É CEDO PARA SE DESPERAR! Por exemplo, os sintomas dos 11 casos confirmados nos EUA, por algum motivo, não são tão severos quanto nos casos relatados no México.
Até descobrir mais detalhes sobre esta nova variedade, não é bom entrar em pânico.
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Algumas atitudes a serem tomadas caso a gripe chegue no Brasil:
1- evitar grandes aglomerações de pessoas, particularmente em locais com ar-condicionado;
2- lavar as mãos frequentemente;
3- na falta de água e sabão, usar um produto de limpeza de mãos à base de álcool (<60%);
4- não toque olhos, nariz ou boca com as mãos;
5- se possível, evite contato com pessoas infectadas;
6- fique atento aos noticiários e anúncios oficiais;
7- DON´T PANIC!
Se ficar gripado, a prioridade é evitar infectar novas pessoas e evitar a piora da doença:
1- lavar as mãos após espirrar e assoar o nariz;
2- ao espirrar, use o antebraço e não as mãos para proteger os demais;
3- usar máscara para evitar espalhar o vírus;
4- comece a tratar com antigripais assim que os sintomas aparecerem (observação: não são antivirais, mas sim antigripais. Além disso, se vc estiver em zona endêmica de dengue, tome cuidado com os antigripais anticoagulantes).;
5- evite sair de casa! Não vá para escola ou trabalho! No entanto, não deixe para ir ao hospital só quando a doença está fora de controle.
6- Se vc esteve no México recentemente e está gripado, avise um médico imediatamente!
7- DON´T PANIC!
Causos de laboratório II
O Luciano Zuba, cujo blog tem uma URL sugestiva, mandou a seguinte história de laboratório:
No século passado, no antigo ano de 1994 eu havia acabado de passar para o segundo semestre de engenharia mecânica. Todo orgulhoso por ter vencido a primeira etapa e muito feliz por poder me vingar nos calouros e ganhar uns trocados para comprar o liquido obtido a partir da fermentação de matéria com amido, derivado de cereais ou de outras fontes vegetais (cerveja).
A cerveja era nossa companheira diária. Eu e o Perna, grande amigo e bêbado até hoje, estávamos em uma aula de Física Experimental II, sobre dilatação linear em metais. Nessa aula, algumas barras de diferentes materiais eram imersas em vapor d’água por um tempo, quando deveríamos comparar a diferença de comprimento função da dilatação. Depois comparar com um padrão para indicar o material de cada barra.
Sob os efeitos do álcool, nos sentindo inteligentes, lindos e sabidos, queríamos acabar logo a experiência e voltar para o boteco. Deveríamos pegar as barras aquecidas como uma tenaz, medir com um paquímetro e devolver para a próxima dupla. Infelizmente, conforme comprovado cientificamente o álcool faz o mais covarde dos homens se sentir poderoso e perder a noção do perigo.
Peguei a barra com minhas mãos, sem nenhuma proteção. Passaram-se alguns segundos até a mensagem de dor chegar ao meu centro nervoso bêbado, que retornou um comando: “Solte agora!!!!”. Este comando demorou alguns décimos de segundo para ser obedecido, depois de uns poucos segundos o comando foi acompanhado por uma expressão de dor: “Ai!!!! Quente!!”. Finalizamos e experiência no nosso ritmo sem maiores percalços.
Durante a segunda parte da minha estada no bar, não senti muito as queimaduras nas mãos devido aos copos gelados de cerveja que tomava. Bem mais tarde, no meio da madrugada, fui tirado do sono por uma dor nas mãos. Acordei e fiz um retrospcto sobre os acontecimentos do dia (o Laboratório de Física!!!). Depois de alguns minutos pensando se deveria pedir ajuda e sobre uma boa desculpa eu desisti. Não tinha desculpas sobre uma queimadura no meio da madrugada, ainda mais que você não reclamou dela quando chegou em casa. Criei coragem e acordei a minha mãe com um pedido no mínimo estranho: “Mãe, tem pomada para queimadura?”.
Atualmente tenho pequenas marcas na mão, um orgulho intacto e nenhuma carreira cientifica.
Duas coisas interessantes: quando pegamos em algo queimante, o comando de largar o objeto chega antes de termos consciência da dor. Quando a nossa pele sente o dano celular causado pela queimadura, o sinal é mandado para a nossa medula espinhal e o comando para soltar o objeto já vai para a mão, sem passar pelo cérebro. Chamamos isso de arco reflexo.
Ao mesmo tempo, o sinal de “quente! quente! quente!” sobe pela medula espinhal e vai para o nosso cérebro. Diz a lenda que os neurônios responsáveis por este sinal não são lá os mais rápidos da paróquia, por isso acabamos por ter consciência da queimadura milisegundos depois de ter largado o objeto. A mesma lenda diz que estes neurônios não são tão rápidos por causa da estrutura de suas bainhas de mielina, que também explicam o porquê da sensação de temperatura é uma das primeiras a voltar após a anestesia. Alguém pode me confirmar isso?
Ah! e álcool no laboratório só se for acima de 70%! E mandem suas histórias de laboratório para mim aqui!
A criação do Infográfico da Veja
O Kentaro notou bem que a Veja poderia ter montado o infográfico errado, e isso poderia ter gerado o erro. A Julia nos mandou os créditos da ilustração:
Para quem perguntou: – Imagens istock – Fontes: Mayana Zatz(geneticista), Artur Timerman (infectologista) e Maria Rita Passos Bueno (bióloga)
Pelo iStock dá para ver que o infográfico foi feito a partir das seguintes imagens 1, 2, 3 e 4.
A parte grosseiramente errada do infográfico foi chamar a imagem 4 de gene. O inetressante é a legenda dela no site:
Glowing atomic molecule strand conept image with black background and floating particles. Good concept image for DNA, Atoms, Chemistry or Physics articles.
Ou seja, é um ilustração-conceito de um filamento de moléculas (eu acho) que pode ser usado para mostar alguns conceitos. O salto entre “filamento de moléculas” e “gene” foi da própria Veja, que ainda implicou três pesquisadores competentíssimos como “fonte”.
Além disso, aparentemente o texto da VEJA tem semelhanças interessantes com um texto do Wall Street Journal. Não tenho como avaliar os textos mas indico quem o fez.
Revista Veja #FAIL ao quadrado!
O Ricardo Vêncio, do Laboratório de Processamento de Informação Biológica da USP Ribeirão (e colega do Igor Z.), nos mandou hoje um curioso infográfico que saiu na Revista Veja na semana passada. Notem a posição dos genes na fita do DNA!

Se você faltou nas aulas de Genética, fique com o email do Ricardo para a redação da revista:
Caros da Veja,
Apesar do texto da reportagem sobre Genética da última edição estar muito bom, incluindo até conceitos da emergente Biologia Sistêmica, a figura que mostra a sequência: “célula – DNA – gene” induz o leitor a erros conceituais graves:
1) A interação entre as duas fitas da hélice de DNA está ilustrada como algumas bolinhas em seqüencia, dando a impressão que são átomos, partículas ou coisa que o valha. Essas ligações são chamadas “pontes de hidrogênio” e, na verdade, são atrações entre átomos que estão nas duas fitas. Uma linha tracejada ou algo do tipo seria uma ilustração adequada enquanto que bolinhas induzindo o leitor a imaginar uma cordinha ou corrente ou algo assim, definitivamente não. Uma boa ilustração pode ser encontrada, por exemplo, aqui.
2) A figura induz o leitor a imaginar que os genes estão nas “pontes de hidrogênio”, o que está completamente errado. Uma ilustração melhor pode ser encontrada, por exemplo, aqui.
Acho importante que uma errata seja publicada na próxima edição, uma vez que não são errinhos sem importância, mas sim falhas conceituais graves, principalmente se lembrarmos que esta edição foi publicada logo depois daquele sobre Vestibulares.
Obrigado.
A mensagem explica claramente dois erros conceituais graves na figura sendo que, particularmente acho o segundo amis grava. Veja, se vc lê este blog (rs), saiba que os genes são feitos de pedaços de DNA e não de pontes de hidrogênio.
Mas esperem! Tem a cereja deste boimate: a resposta ao email polido do Ricardo (com negritos meus):
Prezado Ricardo Z. N. Vêncio,
Agradecemos as observações sobre a reportagem “Um gene, várias doenças” (22 de abril de 2009 – página 98).
Consultamos os jornalistas responsáveis pela reportagem. Eles nos forneceram os seguintes esclarecimentos: “Por não ser uma revista científica, VEJA pode sim representar os genes como bolinhas. Cometeríamos erro se tivéssemos trocado os genes pelo DNA ou coisas do gênero. As imagens publicadas foram obtidas em bancos de imagens e estão identificadas da mesma forma como aparecem em VEJA.”Atenciosamente,
Redação/Revista VEJA (www.veja.com.br)
Não precisa comentar né? Afinal, genes não tem nada a ver com DNA e, por não ser uma revista científica, a Veja não tem compromisso nenhum com o que acreditamos ser realidade.


