Causos de laboratório I

Vou começar a série com o evento fundador da minha vida acadêmica. De quando eu fui marcado, à la Harry Potter, pelo destino (rs) para tornar-me cientista.

Quando eu tinha uns 10 anos de idade (ou menos, sei lá), meus pais me deram um kit de Química da Grow – ironicamente chamado Pequeno Alquimista ou Alquimia. Após ter feito o experimento de sangue para água para leite diversas vezes, esgotar os reagentes para se fazer aquela tinta vermelha que some e testar mil misturas nas lesmas de casa, fui em busca de experimentos mais sofisticados. Foi aí que entrou o tubo em U.

O tubo em U é um tubo de vidro com cerca de 0.5 cm de diâmetro e conecta dois tubos de ensaios, fechados por rolhas. Teoricamente, o tubo em U passa por dentro das rolhas para gases que saem de um tubo reajam com as substâncias presentes no outro tubo. Só que eu nunca vi o experimento na prática: enquanto eu empurrava uma das rolhas para o tubo passar por ela, o vidro quebrou, fazendo com que eu enfiasse um bastão de vidro quebrado na palma da minha mão. Esta foi a primeira vez que perdi sangue pela Ciência (infelizmente não foi a única).

O resultado foi muito sangue espalhado pela casa e uma cicatriz na palma da minha mão esquerda. Esta cicatriz, que ainda carrego e uso para distinguir entre direita e esquerda, acabou por selar meu destino: eu acabaria me tornando um cientista, provavelmente o Escolhido, pois eu carrego A MARCA.

a_marca.jpg
Nãose esqueçam de me mandar os seus causos de laboratórios!

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Discussão - 12 comentários

  1. Ju Galak disse:

    Eu tive um estojo de química e adorava fazer experimentos (principalmente o clássico “sangue do diabo”). A única coisa que me deixava possessa era que minha amiga sempre inventava de descartar nossas soluções nos caracóis do jardim. Ficava brava, xingava, fazia um escândalo! heuaheuaheuahe. Acho que tanto o kit de química como a empatia que eu tinha pelos moluscos é que me levaram para a biologia.

  2. Marcelo disse:

    “O mais engraçado é que eu aparentemente fui a única criança que lê esse blog que não teve um kit de alquimia.”
    Eu leio o blog e também não tive. Sempre quis ter, mas minha mãe dizia que sujava muito.

  3. Tatyane disse:

    Hahaha!
    Não tive um kit alquimista, mas tenho um corte na minha mão direita, bem na palma!
    Consegui ele qndo cortei uma garrafa pet no meio pra fazer uma ‘plantação’ de feijão na parte inferior, tinha 10 anos!
    Hoje, futura Biologa e cientista!
    =D

  4. Juliana disse:

    Eu tenho uma cicatriz na mão de quando eu tava jogando barata tonta (um jogo de baralho).
    Uma na perna, de quando me queimei numa moto.
    Uma no dedo mindinho, de quando derreti uma tampa de caneta Bic.
    Uma no braço, de quando tive catapora.
    Uma na mão, de quando rasguei na quina da mesa do computador.
    Estou confusa… o que era pra eu ser?
    O mais engraçado é que eu aparentemente fui a única criança que lê esse blog que não teve um kit de alquimia. Mas tive um kit microscópio. E hoje eu sou química. Não bióloga.
    Ainda mais confuso…

  5. Carlos Hotta disse:

    Vc tem uma marca na mão direita agora? E desistiu da Ciência depois da experiência??? Achoq ue isso te faz um anti-carlos, meu arqui-inimigo \o/

  6. Dario disse:

    Aconteceu um acidente assim comigo, bem parecido com o seu. O kit era de química, física e biologia, com tubos de ensaio, plaquinhas de metal, microscópio e etc. (fico pensando se hoje em dia daria um kit desses para uma criança, ahahahah) e no meu caso, o que queria fazer era simplesmente água destilada. As rolhas eram de borracha e o bendito tubo em U estava lá presente na minha experiência. Estava eu inserindo o lado menor do tubo na rolha de borracha e o tubo acabou quebrando com a força que fiz. A ponta quebrada penetrou na minha mão direita, entre os dedos indicador e médio. O reflexo me fez puxar rapidamente a mão. Ao ver a mão cortada, falei com minha avó, que rapidamente pegou uma gase e limpou o ferimento. O engraçado era que com o corte limpo a mão continuava pingando sangue. Daí que percebi que havia outro corte nas costas da minha mão. Ahahahhaha… O sangue gelou quando me dei conta que o tal tubo de vidro havia perfurado minha carne de uma lado ao outro. Daí acabei indo para o hospital, fizeram um curativo compressivo (ainda bem que não precisei de pontos) e quando voltei para casa, encaixotei tudo e não quis mais saber de ser cientista. :)

  7. :)
    Bom, muito bom!
    Luís Azevedo Rodrigues

  8. maria disse:

    nossa, eu adorava esse kit! eu não tinha, fazia experimentos na casa de uma amiga. eu tinha um microscópio.
    isso que dá ser bióloga mais de campo que de laboratório: tenho cicatriz da primeira armadilha que montei pra pegar um rato vivo.

  9. Hehehe. Eu tinha um kit desses e minhas tias até hoje amaldiçoam a Grow por ter inventado algo como o “sangue do diabo” e colocado a disposição de pequenos diabinhos hiperativos como eu.
    Por causa dele eu quiz ser químico, mas a fisico-química interveio e fui ser filósofo.

  10. Karl disse:

    A MARCA. Sinistro…
    Espero que seja só na mão :D

  11. Daniela Lima disse:

    Eu também tinha O pequeno alquimista, mas no meu caso eu economizei dinheiro para comprar, fiz pesquisa de preço e tudo…nossa fiz muita experiência com ele também, mas hoje considero este brinquedo um tanto perigoso, será que ainda existe????

  12. Luís Brudna disse:

    Se não me engano o reagente que acabava primeiro no experimento daquela ´tinta vermelha´ era a fenolftaleína.
    Eu também tinha um desses kits. Não lembro se era o mesmo.
    Não tinha muito o costume de seguir as regras do livro que vinha junto. :-)

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