1 – Como se identifica a gripe suína?

Começo agora uma série de posts que refletem minhas reflexões sobre a gripe suína nos últimos dias:
1 – Como se identifica a gripe suína?
2 – Por que a demora na confirmação nos casos no Brasil?
3 – Como se produz vacina contra gripe suína?
4 – A gripe suína é fraca?
5 – Podemos ficar tranquilos em relação a esta gripe?
6 – Qual é a causa da discrepância entre dados suspeitos e os oficiais?
7 – Por que é difícil prever os rumos da pandemia?

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1 – Como se identifica a gripe suína?
Existem três etapas na hora de se confirmar que um paciente tem gripe suína:
Quando um indivíduo entra no hospital com sintomas da gripe (febre, problemas respiratórios, etc.) e teve contato nos últimos 7 dias com um indivíduo confirmado de gripe suína ou esteve nos últimos 7 dias em locais que apresentaram casos confirmados de gripe suína, ele é considerado um caso suspeito.
Um caso provável é quando um indivíduo com os sintomas da gripe é testado com kits já existentes e é positivo para um vírus influenza A mas que é negativo para os testes para H1 e H3 (aparentemente o teste para H1 não pega o H1N1 suíno).
Estes kits são baseados em testes que utilizam anticorpos como estratégia de identificação. O problema é que eles não são muito específicos nem sensíveis, gerando muitos falsos-positivos e falsos-negativos. Além disso, eles não identificam variedades novas de vírus. Eles geralmente são usados para procurar as variedades de vírus na região mas são péssimos na hora de gerar estatísticas confiáveis.
Um caso confirmado é um indivíduo os sintomas da gripe que é confirmado por laboratório pelo CDC utilizando uma das duas técnicas: real-time PCR ou cultura viral.
A cultura viral consiste em infectar células sensíveis ao vírus da gripe suína mantidas em cultura e ver se elas são infectadas pelo vírus. Se estas células morrerem, o resultado é positivo.
Uma técnica mais confiável é a de fazer PCR, mais especificamente, PCR em tempo real. O PCR, sigla de Polymerase Chain Reaction, nos permite amplificar regiões específicas de DNA. A especificidade da reação é garantida pelo desenho de primers. e o DNA do vírus estiver presente na sua amostra, um fragmento será amplificado e poderá ser detectado. Uma animação boa para explicar o PCR pode ser encontrada aqui e abaixo.

O PCR em tempo real é uma derivação de um PCR comum onde conseguimos medir a amplificação dos fragmentos de DNA quase em tempo real. Os protocolos de várias técnicas de se identificar os vírus estão online e não exigem tecnologias de outro mundo. Em teoria, um laboratório destinado ao diagnóstico de vírus da gripe poderia fazer esta identificação sem problemas.

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Discussão - 3 comentários

  1. Carlos Hotta disse:

    O melhor mesmo é consultar um médico e procurar um posto de saúde ou hospital disposto a acompanhar a sua filha por algumas horas ddepois de tomar a vacina.

  2. Denise araujo disse:

    Minha filha quando tinha 2 meses de idade, teve alergia a vacina tetravalente,teve uma sindrome hopotõnico- hiporresponciva.Então eu quero saber se ela pode tomar essa vacina da gripe h1n1(gripe suína)?Tenho medo dela ter alergia dessa tbm.Obrigado

  3. Brendo disse:

    oi presizo fazer um trabalho da 5 serie sobre fosseis eu sei que esse n e o lugar mas me ajudem

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