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Quando criança, eu sonhava estudar dinossauros. Hoje em dia tenho outros sonhos mas ainda tenho brontossauros no meu jardim. Por Carlos Hotta.
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Muitas considerações sobre a gripe suína (1/5)

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Escrito em: maio 1, 2009 9:31 AM, by Carlos Hotta

Resolvi tirar o dia de ontem para me afastar um pouco das notícias e tentar ver a coisa toda mais de longe. Destas reflexões tirei algumas conclusões:

- a Organização Mundial de Saúde (OMS) mudou o estágio de pandemia de 4 para 5, de 6. Muitos apostam que passaremos para o estágio 6 antes do começo da próxima semana. O que significa estágio 6? Significa que está caracterizada um pandemia. Pandemia é quando uma doença infecciosa se espalha por uma enorme região geográfica, tipo o planeta inteiro. Isso NÃO significa que vamos todos morrer, NÃO significa que será igual à pandemia de 1918. Não nego que isso pode acontecer mas não é o que parece que vai aconetecr. As fases da OMS são um indicativo do estado de ALERTA e PREPARAÇÃO que os países devem adotar.

- os dias passam e o número de infectados acumula e os de mortos também (estes, felizmente, mais lentamente). Devemos ficar com medo? Neste momento não. Fiquem mais ALERTAS.

- o Osame está espalhando por aí números que indicam um número gigantesco de pessoas infectadas e mortos. Ele tira estes números usando modelos de infecção e epidemias. O problema é que não estamos lidando com porcos perfeitamente esféricos no vácuo. Muito pelo contrário. Um dos fatores que devem evitar o alastramento da doença é o estado atual de ALERTA dos governos e da população. Uma vez que o número de infectados aumenta, diminui-se consideravelmente as chances de mais pessoas se contaminarem por dois motivos: os doentes são isolados mais rapidamente e a população passa evitar contato com outras pessoas. O cenário do Osame pode estar correto? Perfeitamente mas não é o que indicam os números atuais.

- um dos motivos para a OMS mudar para a fase 5 é a confirmação de que o vírus está sendo transmitido de humanos para humanos em outros países. Se considerarmos um tempo de incubação de 7 dias e que uma pessoa infectada mas sem sintomas pode transmitir o vírus, pode ser que ocorra uma segunda onda de novos casos no exterior. É esperar para ver.

- o número oficial e oficioso de mortos tem se mantido baixo, ainda bem. Se você for disso, reze para que as mutações futuras do vírus não aumentem sua capacidade de infecção nem a taxa de mortalidade.

- como deveríamos chamar esta gripe? "gripe suína" pegou mas tem o problema de fazer as pessoas evitarem carne de porco e até a exterminá-los, como no Egito. Influenza A/H1N1 é inespecífico demais. "gripe mexicana" também tem o problema do estigma. InfluenzaA/México2009/H1N1 é comprido e técnico demais.

- uma entrevista ótima com o diretor do CDC, Richard Besser, no ScienceInsider esclarece a questão: o vírus tem características de vírus que infectam humanos e aves ou só características de vírus que infectam porcos? A resposta: este vírus é uma combinação de duas variedade de vírus recentes que infectam porcos e possuem vestígos de que houve no passado incorporação de material genético de vírus que infecta humanos e aves.

- sobre falsos-positivos e falsos-negativos. Um exemplo de falso-positivo é vc achar que está com gripe (positivo) e não estar (negativo). Um exemplo de falso-negativo é você achar que está são (negativo) e estar infectando pessoas com gripe (positivo). De acordo com o Osame, falsos-negativos são piores que falso-positivos em se tratando de epidemia. Concordo em parte. Falsos-negativos ajudam a espalhar a gripe e devem ser evitados a qualquer custo. No entanto, falos-positivos ajudam a espalhar o pânico e a saturar os limitados (sempre serão limitados) recursos para se tratar dos doentes. Em uma esfera maior, falsos-positivos atrapalham na hora de se tomar decisões estratégicas e a interpretar os rumos da epidemia. Nesta esfera, os falsos-negativos são levados em conta ao se considerar que todas as estimativas oficiais são subestimadas.

- o problema de se levantar a bandeira do pânico agora? Quando for real ninguém vai das bola. Nós do ScienceBlogs Brasil estamos criticando o hype da mídia e estamos criticando o pânico exagerado porque não é a hora! Em algum momento poderá ser, enquanto isso estaremos PREPARADOS e em ALERTA.

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Commentários (16)

1

E, sempre lembrando, don't panic (in small, friendly letters).

Escrito por: Igor Santos | maio 1, 2009 1:55 PM

2

Oi Carlos,

Eu não espalhei número gigantescos sobre infectados ou mortos, eu apenas citei os numeros do ministerio da saude em seu plano de contenção de pandemia de gripe de 2005:

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/p_influenza_3versao.pdf

O ministério estima a necessidade de 1.000 a 200.000 leitos para os casos graves. O problema é que o pais não está preparado e não dispõe desses leitos. Supondo um cenário (conservador) de 100.000 casos graves e uma taxa (conservadora) de 5% de mortalidade (para os casos graves! - ver post abaixo), teriamos 5.000 mortos. Não é um número gigantesco (embora corresponda a 20 vezes a mortalidade de uma onda de gripe comum). Mas é um número conservador.

A questão é que estamos no regime de crescimento linear de uma exponencial, portanto necessariamente os "numeros atuais" não refletem a exponencial. Às vezes fico desconfiado que as pessoas não entendem realmente o que é uma exponencial...

Agora, um dos objetivos da ciencia é fazer modelos para previsões, e não apenas ficar analizando os numeros a posteriori, e fazer teorias a posteriori sobre o que ocorreu. Isso é muito fácil! Prever o passado é fácil!

Talvez essa impotencia que todos estamos sentindo em relação ao poder preditivo online da ciencia, no caso de uma epidemia, reflita uma limitação básica da mesma quando se trata de sistemas complexos e caóticos.

*************
Do Dynamics of cats, Science Blogs

swine flu numbers
Category: random
Posted on: May 1, 2009 2:31 AM, by Steinn Sigurðsson


so, three swine flu cases in Oxnard, and half-dozen in a kids' camp near San Lois Obispo, it will be here by the weekend
but it is ok, according ot the LA Times it is going to be mild...

so, what do the numbers tell us so far


well, it would be nice to know wtf is going on in Mexico...

but, the US has 109 confirmed cases and it sounds like there are several hundred more suspected and to be confirmed soon - we're still on the apparent linear slow rise on the exponential, and of course we have no info on when it will saturate and flatten - rise and inflection will be interesting

the flu is not being overblown, even if mild - the problem is that there is almost certainly no immunity in the population.
So LOTS of people are likely to get it quickly.
I don't think the school closures and local containment measures will keep this in, though it may slow the spread in smaller communities.

Some of those will die.
Of suspected cases, it looks like ~ Big question is how many asymptomatic or very mild cases are there for every mild case?
Could be 0, 1, 10 or 100...
be interesting to know the burn rate of antivirals for severe cases, and whether they are being used prophylactically for contacts of suspected cases
and what will happen when the antivirals run out

The danger is still a total of 100 million US cases, and billion or more worldwide, over a short time. Either now, or in a second wave next winter.
Which could still mean hundreds of thousand fatalities in the US and tens of millions worldwide.
Be touch-n-go whether a vaccine could be developed and manufactured in large enough quantities by winter.

Or not. It could still fizzle, though that is looking less likely;
or there could be 100 asymptomatic cases per severe case and it becomes a mild endemic strain - we won't know that for several weeks, if and when epidemiologists sample healthy people for antibodies showing they got it and fought it off.

Escrito por: Osame Kinouchi | maio 1, 2009 2:45 PM

3

Epidemia Hiperreal é isso.

Escrito por: Karl | maio 2, 2009 12:05 AM

4

Eu gostei do termo. É isso mesmo! Eu peguei a gripe suína hiperreal. Saber mais não deixa o que está acontecendo mais claro nem, aposto, mais a salvo.

Escrito por: Carlos Hotta Author Profile Page | maio 2, 2009 12:31 AM

5

Da Wikipedia:
Wishful thinking is the formation of beliefs and making decisions according to what might be pleasing to imagine instead of by appealing to evidence or rationality.
Studies have consistently shown that holding all else equal, subjects will predict positive outcomes to be more likely than negative outcomes. See positive outcome bias.
Prominent examples of wishful thinking include:
Economist Irving Fisher said that "stock prices have reached what looks like a permanently high plateau" a few weeks before Stock Market Crash of 1929, which was followed by the Great Depression.
President John F. Kennedy believed that, if overpowered by Cuban forces, the CIA-backed rebels could "escape destruction by melting into the countryside" in the Bay of Pigs Invasion.

Escrito por: Osame Kinouchi | maio 2, 2009 12:54 AM

6

Da mesma:

Panic is a sudden fear which dominates or replaces thinking and often affects groups of people or animals. Panics typically occur in disaster situations, or violent situations (such as robbery, home invasion, a shooting rampage, etc.) which may endanger the overall health of the affected group. (...) Panic is also known as an acute case of anxiety.

Escrito por: Carlos Hotta Author Profile Page | maio 2, 2009 1:25 AM

7

Nosso pensamento baseado em evidências e na racionalidade ocidental não nos tem conduzido a lugares muito seguros, Osame. A ciência deve ser parceira e não senhora de nossas ações. O que você chama de evidências, eu chamo de interpretações. Infelizmente, nossa racionalidade científica nada entende de ética.

Escrito por: Karl | maio 2, 2009 12:06 PM

8

Carlos,

Espero que você perceba que meus comentários são amigáveis (isso às vezes não transparece no texto). Sempre os estou emitindo com um sorriso.

É uma questão interessante se o pânico é uma reação racional (não no sentido emocional, mas no sentido da teoria de jogos). Sabemos que o pânico é contagioso entre mamíferos. Por que? Bom, imagine uma imensa manada de gazelas e uma leoa se aproximando. Se existem 1000 gazelas, a probabilidade de você morrer é de 1/1000. Daí estoura uma reação de pânico, todas as gazelas saem correndo. Qual a reação mais racional? Ficar parado, dado que a chance de ser morto é 1/1000 e a perseguição da leoa não entrou ainda na fase 6?

Então, em termos de psicologia evolucionária, talvez a reação de pânico tenha sido selecionada pela evolução por ser mais eficaz do que o ceticismo. Todos os antílopes céticos morreram...

Karl, sinceramente não entendi.

No meu comentario, eu nada disse sobre evidencias e racionalidade "ocidental" (e, desculpe, mas os orientais tem a mesma racionalidade, eu e o Hotta podemos te garantir). O mito de que existe uma racionalidade ocidental imposta ao Oriente é apenas isso, um mito. Quem inventou a lógica e a matemática foram os hindus, por exemplo. A racionalidade intrumental inclusive é mais própria do pragmatismo oriental do que da ciencia ocidental, muito mais filosófica e não manipulativa. Você concorda que a civilização com maior nível tecnologico era a China, até a revolução industrial?

Acho que você pegou as palavras da Wikipedia como se fossem minhas. A Wiki apenas tenta definir o que é "Wishfull Thinking".

Culpar "a racionalidade ocidental" (em vez de culpar os interesses economicos e politicos) por "nosso estado de coisas" é outro mito, bastante divulgado naquele livrinho historicamente pobre e filosoficamente anêmico do Capra (O Ponto de Mutação). Idéias não determinam sistemas economicos, o contrário é mais provavel. Ah, mas esqueci: as evidências e a argumentação racional não contam...

A afirmação que a racionalidade científica nada entende de ética é trivial: ética é um campo da filosofia, não podemos querer reduzir a filosofia à ciência. Se a ciência "entendesse" de ética, ela estaria invadindo um campo que não é seu. Não há nada de "infelizmente" nisso, são "Duas Vocações" como dizia Max Weber.

E dado que vira e mexe eu enfatizo no meu blog que "a ciência deve ser parceira e não senhora de nossas ações", que eu valorizo tradições religiosas enquanto sabedoria social acumulada via algoritmo memético (em vez de gerada por elaboração racional), e finalmente critico o cientismo ingênuo de colegas blogueiros (por exemplo aqui: http://comciencias.blogspot.com/2009/04/alguns-pensamentos-soltos-sobre-ciencia.html), eu realmente não entendo como você pode querer levantar este slogan contra mim...

Finalmente, eu fui seguidor de Theodore Roszack, Feyrabend, Marcuse, Erich Fromm, Rubem Alves, e toda a turminha da contracultura quando era jovem. Sinceramente não acredito que minha simpatia atual pela cultura científica sejam ingênua ou desinformada...

Escrito por: Osame Kinouchi | maio 3, 2009 9:08 PM

9

Caríssimo Osame, percebo sua inquietação nesse sentido e a acho justa. Sua experiência com modelos estatisticos me traz uma perspectiva diferente de tudo que tenho lido. Tenho visitado o semciencia e lido com atenção o que voce escreve (ri bastante com a história do asteróide).

Lamento que não me tenha feito entender no tópico quanto a racionalidade ocidental. O fato dessa discussão envolver dois orientais em nada muda a questão, e me desculpo se foi isso que deixei transparecer. Uso termos frankfurtianos para me referir à ciência. O Japão é hoje um país no qual, pelo menos em ciência, a racionalidade ocidental é a predominante. Essa racionalidade é chamada instrumental e tem o objetivo de controlar e dominar a natureza. Tem uma raiz platônica e antes jônica por raciocinar em termos de causas e efeitos. Foi essa racionalidade que fundou a ciência como hoje a conhecemos e na qual tanto confiamos. (Mas não foi essa racionalidade que fez a Revolução Industrial! Mas isso é outra história.) Vários instrumentos foram criados no Oriente, principalmente os matemáticos, mas nenhum foi utilizado da forma como os utilizamos hoje. Recomendo um pequeno livro de Habermas entitulado "Técnica e Ciência como Ideologia". Vai bem ao ponto do que estamos discutindo. Uma das conclusões é que a ciência hoje é indissociável da técnica que é teleológica por natureza. E aqui chegamos a um ponto importante.

A questão da ética em ciência não é, de forma alguma, trivial. Afirmar isso seria afirmar que o trabalho de Maturana & Varela, Edgard Morin, Jurgen Habermas, Boaventura de Souza Santos e em nosso meio Gilberto Dupas e no meu, José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres, é trivial! Para citar apenas um punhado. Não se trata de reduzir filosofia à ciência (isso foi superado após os positivistas lógicos por gente como Kuhn e outros que vc citou). Trata-se de, para usar a metáfora de Prigogine, uma nova aliança. Toda vez que pensamos nos meios para atingir determinados fins estamos sendo éticos e esse não é o paradigma que a ciência utiliza no mais das vezes.

Concordo contigo em relação aos interesses econômicos e políticos (que hoje se confundem). Entretanto, estaríamos cometendo um grande erro se não considerassemos as influências econômico-políticas na ciência. Ou a ciência é livre dessas influências? Creio que vc concorda que não. Pois então, não se trata aqui de levantar slogan ou rotular alguém disso ou daquilo. Trata-se de entendermos um pouco como algumas coisas funcionam e avaliar criticamente o que está ocorrendo. Nesse sentido, utilizo termos como “hiperrealidade” e “pós-moderno” para descrever algo do fenômeno midiático da gripe suína. São termos bastante surrados e o significado que dei a eles não coincide com o que você deu. Mas foi um risco que corri e não me cabe agora corrigi-lo. É suficiente dizer que algumas pessoas entenderam rapidamente o que eu quis dizer, sem o efeito colateral de minimizar os maleficios da gripe, que são, concordamos também, reais.

Por fim, me resta elogiar o esforço de divulgação científica sobre a epidemia de gripe. Foram pelo menos 14 posts no semciencia em menos de uma semana, salvo engano. Foram informações variadas desde telefones de hospitais até uma sugestão para se comer carne de cavalo, ou trocar a suinocultura por culturas de camarão. No meio disso, surgiu um paper(!?) Caro Osame, seria ousar demais perguntar por que abandonou a "turminha da contracultura"? E o por quê de tantos (e "meio alarmistas" como vc mesmo se denomina) posts? De minha parte ao menos, você pode tranquilizar-se, de ingênua e desinformada sua "simpatia pela cultura científica" não tem absolutamente nada. Abraço.
K.

Escrito por: Karl | maio 4, 2009 1:58 AM

10

Karl,

Li o livro do Habermas quando tinha 16 anos. Reli quando tinha 26 e talvez 36. Hoje tenho 46, preciso ler ele de novo...rs

Abandonei o barco do movimento de anticiencia quando percebi que os fundamentalistas religiosos, o papa e a extrema-direita estavam usando os mesmissimos argumentos de Feyrabend, Marcuse etc.

Você já percebeu que a Escola de Frankfurt nasce no mesmo periodo cultural do romantismo alemao da década de 30. Embora supostamente "de esquerda", a questao do romantismo é mais forte, facilita as pessoas da esquerda romantica fazerem a transição da esquerda para a extrema direita.

Aconteceu isso com os anarquistas seguidores de Sorel.
Acontece hoje com os defensores posmodernos de Paul de Mann, Heiddegger e Nietzsche.

Acho que Bruno Latour percebeu isso, dando um fim à chamada ""Guerras da Ciência" com o seguinte texto:

http://mendota.english.wisc.edu/~clc/Latour.pdf

Uma curiosidade: antigamente, anticiência se referia ao movimento de critica da ciencia pela esquerda. Hoje, faça a experiencia: digite antiscience no Google, na "busca por imagens". Veja o que encontra

Escrito por: Osame Kinouchi | maio 4, 2009 3:53 PM

11

Karl, uma referencia:

http://www.higher-yearning.org/2004/07/andrew-ross-on-global-warming.html

Ironically, thirteen years after the publication of Strange Weather, Latour is eating humble pie in the form of his own anti-objective, anti-Enlightenment positions, at least in his most recent article, "Why has Critique Run out of Steam? From Matters of Fact to Matters of Concern" published in Critical Inquiry. Latour confronts the Republican strategist Frank Luntz's pointed use of scientific uncertainty about "the facts' in his arguments against the reality of global warming and the green house effect. By trying to shake the foundations of scientific fact and by trying to provide more room for 'interpretation,' Latour now realizes that he has added fuel to the fire for arguments such as these that were made by Right-wing functionaries against the Kyoto Protocols, "The problem for policymakers is that no one knows what constitutes a "dangerous" concentration of greenhouse gases. There exists, as yet, no scientific basis for defining such a concentration, or even for knowing whether it is more or less than current levels."

- See what progressive scientists have to say about this the Right's distortion and censorship of scientific research. If the Right wanted EVEN more fuel for their anti-global warming fires, they would have found Andrew Ross's Strange Weather analysis very handy, "Global warming theory is nothing if not a high cultural expression of Western science, dominant in the field of interpretation of the climactic economy." Strange weather indeed. To be perfectly fair, Ross later insists that he is not disputing the scientific theory of global warming, for that is the province of the despised and over-funded specialist - ("these theories draw their power in the world from an elite culture peopled by those accustomed, by education and an inherited sense of entitlement, to see the globe as part of their dominion.") Check out the creepy website giving Right wing apparatchiks talking points to challenge "regulatory excess" on environmental issues such as ozone depletion and climate change.

Now that the Right has appropriated the critique of scientific fact and reason to discredit decades of research on global warming in order to justify their energy-industry friendly policies, we can finally expose the lack of political, critical and methodological substance in Ross's pseudo-populist critique of science. Ross basically ignores the work of Richard Hofstadter, who shows that the American Right has always hated science and specialists for being "elitist": Theodor Adorno demonstrates how this suspicion of the "specialist" is one enduring aspect of the authoritarian personality who PREFERS strong men over complexity. In 2004, when Bruno Latour realizes that the implications of his own critique of scientific fact is being abused by right-wing demagogues, he makes a desperate appeal to the values of "protecting and caring" that are once again highly compatible with conservative religiosity.

Escrito por: Osame Kinouchi | maio 4, 2009 4:04 PM

12

Karl, o motivo de tantos posts é bem pragmático: devo comprar mascara para ir dias 11-15 de maio ao Encontro Nacional de Física da Matéria Condensada em Lindóia, 2000 físicos apinhados em salas pequenas, gente gripada, dezenas de pesquisadores e estudantes vindos de fora do país? ahahahahah

Escrito por: Osame Kinouchi | maio 4, 2009 9:17 PM

13

Putz! Vou ter que metabolizar tudo isso.
De imediato posso apenas responder sua pergunta sobre usar ou não a máscara no encontro de físicos. Mas, vou responder com outra pergunta: você usou máscara no encontro do ano passado?

Escrito por: Karl | maio 4, 2009 10:58 PM

14

Pois é, esperemos o dia 11, e vejamos se os dez casos de São Paulo serão confirmados (os kits de identificação começarão a ser usados na quinta dia 7).
O HC de Ribeirão Preto, um dos hospitais que vai centralizar o atendimento no interior, fica a dois Km da minha casa e 400 do meu escritório. Não sei se isso é bom ou ruim...

Escrito por: Osame Kinouchi | maio 5, 2009 3:20 PM

15

Olá!!! Muito esclarecedora sua postagem, em meu blog publiquei o relato de uma amiga mexicana, sobre as impressões dela, sobre o que está acontecendo em seu país. As informações dela, pode não ter valor científico, mas alguns comentários são bem interessantes,ela fala do pânico exagerado, convido todos a lerem: www.conscienciacomcienciaa.blogspot.com

Escrito por: Daniela Lima | maio 7, 2009 7:23 PM

16

eu sempre falei que esse problema de gripe além de científico (que prega o mito do progresso) como tambem social.

http://viagemaleatoria.wordpress.com/2009/05/13/quem-sao-os-porcos-da-gripe/

Escrito por: João Carlos | maio 13, 2009 11:34 AM

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