Resenha: Pterossauros – os senhores do céu do Brasil
O Brasil já foi casa de enormes répteis voadores – os pterossauros. Estes animais, alguns com 10 m de asas, varavam os céus acima de lagos, mares e lagunas há mais de 65 milhões de anos atrás.
Quando criança eu queria ser paleontólogo. Acabei me tornando biólogo, sem traumas, mas às vezes ainda rola aquela pergunta: como seria a minha vida se eu seguisse esta carreira?
Obviamente não é possível responder esta pergunta mas, lendo o livro “Pterossauros – os senhores do céu do Brasil” pude ter um gostinho de como é o trabalho de um paleontólogo no Brasil. O autor, Alexander Kellner, é professor do Museu Nacional/UFRJ e um super-especialista em pterossauros. O livro é um conjunto de pequenas histórias sobre alguns dos fósseis de pterossauros que ele estuddou.
Devo confessar que este tipo de narrativa me fascina muito, vide a minha resenha do “O cheiro das coisas” de Bettina Malnic, mas é extremamente fascinante acompanhar o autor desvendar cada fóssil, desde a sua descoberta até a lógica utilizada para deduzir seu modo de vida com apenas algumas evidências. E, para meu espanto, a diversidade dos pterossauros no Brasil era gigantesca.

O livro produzido pela Editora Vieira & Lent, além de ter sido escrito em linguagem fácil e deliciosa de ler, é muito bem feito e me espantou a quantidade e qualidade de fotos e diagramas que o acompanham. Tudo isso torna a experiência de ler “Os senhores do céu” extremamente imersiva. Acabamos conhecendo o ameaçador Anhanguera bittersdorffi ou o curioso Tapejara imperator sem muito esforço.
A propósito: quem é mais próximo de um dinossauro, uma galinha ou um pterossauro?
Agora eu sei.
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O livro foi gentilmente cedido pela editora Vieira & Lent para eu escrever esta resenha.
Foto: Mark Witton



Discussão - 1 comentário
Realmente muito bom o livro. Eu tinha dois, um doei para a biblioteca da UNEMAT, o outro guardo comigo porque ganhei com dedicatória do próprio Kellner em fevereiro desse ano quando fui lá no MN conhecer o laboratório dele.