As mentiras que as estatísticas contam
O ex-presidente FHC escreveu um artigo comparando os dados de seu governo com os do seu sucessor. Em um dado momento, ele compara os aumentos acumulados do salário mínimo em sua gestão e na do Lula:
A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%.
O argumento do FHC era de que seu governo investiu no social de forma equivalente ao do Lula. O aumento real acumulado do salário mínimo, por exemplo, foi apenas 2,1% menor (uma diferença de menos de 5%).
O detalhe é que FHC somou 8 anos de aumento de salário mínimo para chegar ao seu valor (1995 a 2002) e apenas 7 anos para o Lula (2003 a 2009)! Se considerarmos o aumento real por ano, FHC tem 5,93% por ano e Lula tem 7,07%, uma diferença de quase 20%! A manipulação dos números, neste caso grosseira, é uma amostra de como políticos – de forma geral – conseguem distorcer estatísticas reais para se encaixar em seu ponto de vista.
Ainda veremos um texto do Lula dizendo que FHC precisaria de 6 anos para dar o aumento que ele deu em 5.


