A rede de blogs brasileira: aprendendo a voar

O Bora escreveu um texto inspirador sobre as vantagens e desvantagens de se formar redes de blogs e como ele Vê estas redes funcionando na comunidade blogueira pós-Diáspora. Creio que é um tanto interessante comparar as experiências e opiniões que ele tem do ScienceBlogs (SB) com as minhas visões da rede menor, o ScienceBlogs Brasil.
O quê
O ScienceBlogs Brasil nasceu com outra cara. Em 2008 – uma eternidade na escala internética – o Atila Iamarino e eu decidimos que uma rede de blogs de Ciência poderia fazer o número de blogs de Ciência no Brasil crescer mais rápido. Na época, os blogs iniciavam sua expansão exponencial no Brasil e existiam menos de uma dúzia de blogs de Ciência ativos com mais de um ano (e havia nós). Em Agosto de 2008, nós lançamos a rede de blogs Labogatórios, composta por 18 blogs. Dois dias depois, para a nossa surpresa, fomos contactados pelo SB: a rede que almejávamos ser nos convidava a assorciarmos à ela. O SB.br foi lançado em março de 2009 e agora temos cerca de 30 blogs.
Porquê
Atila e eu gostamos de ler sobre Ciências mas não existiam blogs em português suficientes para aplacar nossa fome. Além disso, a educação científica no país é deficiente e existe uma necessidade enorme por projetos de Divulgação Científica no Brasil. Nós acreditávamos que não poderíamos esperar termos um número grande de blogs para formar uma rede, ao invés disso, nós iríamos construir uma rede para formar novos blogs de Ciência. O plano era simples: iríamos fazer uma rede de blogs para atrair leitores para os poucos blogs de Ciência existentes e isso iria fazer mais pessoas interessadas em blogar sobre Ciência. Na minha opinião essa é a situação onde a formação de uma rede é mais benéfica para seus blogueiros: a consolidação de blogs de nichos pequenos.
Como
Quando começamos a convidar os blogs para a nossa rede, utilizamos três critérios: ele deveria ter informações cientificamente corretas, ele deveria ser bem escrito e deveria ser frequente. Nosso primeiro passo foi convidar os blogs mais antigos mas apenas alguns aceitaram o convite, depois convidamos os blogueiros mais novos e decidimos começar alguns blogs do zero. No lançamento, possuíamos 4 blogs mais velhos que um ano, 3 blogs novinhos em folha e 11 blogueiros novatos. Bora mencionou que o SB atraiu cerca de 10% da comunidade de blogs quando foi lançado. Eu estimo que atraímos cerca de três quartos dos blogs ativos na época. Se o uso da popularidade como parâmetro de escolha enviesou a diversidade de blogueiros no SB, a escassez enviesou a nossa.
O viés mais claro era a razão entre homens e mulheres (8:1), o que era totalmente aceitável, mesmo para padrões brasileiros. Além disso, a metade dos blogueiros eram do estado de São Paulo. Por fim, possuíamos um número enorme de blogs de Biologia. Desde então temos lutado para aumentar nossa diversidade de gênero, geográfica e de assuntos. Hoje em dia nossa proporção homem:mulher é de 3:1, igual à blogosfera brasileira, além disso blogueiros de outros estados se uniram a nós.
Um aspecto curioso em nossa história foi como a nossa estratégia de se incorporar novos blogs mudou com o tempo. No começo, Atila e eu decidimos tentar trazer para a rede todos os blogs que eram bons o suficiente. Isto nos ajudou a crescer os nossos números rapidamente, especialmente depois de tornarmos SB.br. No entanto, o enorme influxo de novos blogueiros começou a afetar o nosso senso de comunidade. Agora nós abrimos dois novos lugares por semestre – com o ocasional convite extra em casos especiais. Os novos blogs não são mais escolhidos pela “chefia” mas sim escolhidos por votos pelos pares.
No aspecto técnico, o Lablogatórios foi construído usando o WordPress MU, que era simples de se gerenciar. Nosso tráfego era leve o suficiente para mantermos o site em um servidor dedicado virtual. Isso significa que o site não custava mais do que os poucos rupees que ganhávamos com o adsense e o único banner que vendemos. Neste aspecto nós nos beneficiamos enormemente nos tornando SB.br. Conhecemos muitos sites bem sucedidos que tiveram problemas técnicos e financeiros por não conseguir manter o aumento do tráfego. O Sb.br é tão menor que o SB que até o MT4 funciona bem o suficiente.
O que tem funcionado
Eu acho que a maior força do SB.br é a coesão formada nos bastidores. Nós somos pequenos o suficiente para possuir uma lista de discussões onde podemos discutir livremente longe dos olhos do público. Cerca de um terço de nossos blogueiros não participam desta lista mas eles ainda mantêm algum contato com os demais blogueiros. Além disso, creio que posso me vangloriar de que o fato do Atila e eu também sermos blogueiros ajudou no nosso trabalho como gerentes da comunidade. O fato de também sermos os fundadores da rede nos dá autoridade o suficiente para para discussões antes que fujam do controle. Nós também discutimos frequentemente o futuro da rede com os demais blogueiros, o que reduz o fardo de planejar o nosso futuro.
A decisão de parar de trazer novos blogueiros loucamente também ajudou a fortalecer a comunidade de blogueiros de Ciência fora do SB.br. É realmente importante para nós que as pessoas não nos considerem os melhores blogs de Ciência do Brasil ou que os únicos blogs que prestam estão na nossa rede. Isto certamente afetaria nosso objetivo de aumentar a quantidade e a qualidade dos blogs de Ciências no Brasil, o que já vinha acontecendo antes mesmo do Lablogatórios surgir.
Quando entramos no SB, nós fomos surpreendidos pelas diferenças nas dinâmicas de ambas comunidades. Os blogueiros do SB sempre nos pareceram muito agressivos entre si e a comunicação dos blogueiros com a administração da rede era quase inexistente. Estas duas características – que surgiram como consequências da história do SB – apenas ajudaram a alimentar a diáspora que se iniciou com a PepsiGate.
O que não tem funcionado
Toda vez que um grupo se forma, o conceito de “nós” e “eles” surge automaticamente. É realmente tentador defender os Labrothers quando eles são atacados, linchando quem o atacou. Também é mais fácil linkarmos entre si do que linkarmos blogs de fora. O fato de conversarmos muito nos bastidores também faz muitas ideias irem a público como consenso após extensas discussões nos bastidores. Isto ajuda a sedimentar a imagem de comportamentos de massa: o mesmo conceito de Borgs usado para descrever o SB. Isto definitivamente afeta o modo no qual nos relacionamos com outros blogueiros e com o público. Como exemplo, muitas pessoas julgam a comunidade inteira pelo comportamento de alguns de nossos blogueiros. Se um de nós maltrata um leitor – com razão ou não – a culpa geralmente é de toda a comunidade.
O sentimento de que tomos “os melhores blogs” também é problemático pois pode tirar a atenção dos blogs excelentes de fora da rede. Essa “síndrome dos melhores blogs” também ajuda as pessoas a interpretar qualquer aspecto de nossa personalidade – mau humor, introversão, extroversão, etc. – como sinais de arrogância. A rede nos ajuda a compartilhar relevância e credibilidade mas também nos ajuda a compartilhar nossos defeitos.
No aspecto técnico, entrar no SB ajudou a resolver muitos de nossos problemas mas também criou alguns. A liberdade que possuímos para personalizar nossa plataforma e nossas páginas foi reduzida drasticamente. Além disso há evidências que as ferramentas de procura não nos indexa tão bem quanto na plataforma anterior. Por fim, MT4 é uma plataforma bastante complexa para novos blogueiros.
O futuro do SB.br
A história dos blogs no Brasil tem um atraso de dois ou três anos comparada com os blogs escritos em inglês. Logo, quando vemos o que acontece lá fora, estamos vendo nosso futuro em potencial. Blogs sobre Ciência têm crescido em número faz um tempo, a maioria dos jornalistas de Ciência têm seus próprios blogs e outras mídias começam a nos notar. Também começamos a ver pessoas tentando usar podcasts e videocasts como forma de divulgar Ciência. A sofisticação só está começando para nós mas a questão em como agregar tudo isso já está em nossas mentes.
SB.br está se tornando menos e menos dominante no ecossistema de blogs brasileiros, e isso é bom porque evita que nos tornemos lenientes. Bora tem a interessante imagem do SB como dinossauros enormes e perigosos andando pelo ecossistema de blogs de Ciência. E a PepsiGate definitivamente parece ter iniciado a extinção destes dinossauros. Neste sentido, a diáspora do SB me preocupa um tanto: é este o futuro destes dinossauros brasileiros?
Sim, creio que este seja um futuro possível mas, agora que vislumbramos o nosso futuro, faremos o possível para nso tornar aves.
Imagem da Wikipedia



Discussão - 10 comentários
Daniel,
Achei muito interessante o seu post, sua enfase na comunidade criativa. Mas como o Hotta discutiu no post, se a comunidade é muito pequena, pode surgir atitudes corporativistas contraprodutivas. Eu nao sei como solucionar isso. Um leitor acusou, lá no http://semciencia.haaan.com/ , que o ABC virou uma panelinha? Mas como? 300 blogs fracamente interagentes e que nao tem nenhuma atividade em comum (a nao ser a votacao do prêmio ABC)?
Agora, quanto as criticas às opinioes pessoais dos blogueiros (politica, futebol e religiao), eu acho que a atitude mais ponderada e civilizada (feminina?) da Maria Guimaraes e das outras blogueiras de ciencia parece ser mais produtiva. Já as discussões (e briguinhas no twitter) regadas a testoterona nao levam a nada (ainda mais se o comentarista usa anonimato). Podem até ser o padrão nos EUA, mas eu acho que justamente foi isso que produziu a debandada no SB_US e ameaçam a blogosfera cientifica brasileira (ou seja, nao apenas o SBBr mas o ABC, o HAAAN etc.
Para exemplificar o que eu quero dizer por inteligencia social feminina, ver aqui:
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=sAcOHb44P1E
Por esse mesmo motivo, eu propus o Manifesto do Ateismo Cientifico, mas parece que ninguem quer assinar…
http://semciencia.haaan.com/?p=19
Bom, assim como o Mauro, estou por fora das polemicas, dos unfollows e tal. Mas penso que este texto, especificamente o final dele, foi um dos mais bonitos postados por aqui…
espero poder conhecer pessoalmente os rostos por detras destes blogs que são tão caros a mim…
bom o Hotta já conheci
abração
Então,Mauro e eu doida para que vc me de um follow e vc nem aparece,mas eu divulgo seu blog,sempre.ele é ótimo!:)
meu twitter é: @Be_neviani
Mauro, essas são discussões de Twitter que fogem do controle…
Gente… esse post me pegou completamente de surpresa… eu tô muito ilhado no meu blog? Não tava sabendo de polêmica nenhuma, de bate-boca nenhum… e nem sei o que é unfollow.
@Osame,
Não tenho a menor intenção de polemizar nada, muito menos tenho conhecimento dos detalhes do que parece ter motivado esse seu comentário (rusgas com alguns membros do SB_Br); mas, quero comentar sobre um ponto que vc levantou.
Citando explicitamente (pra contextualizar melhor meu ponto-de-vista),
IMHO, essa é uma coisa bem tupiniquim (assim como jaboticaba): críticas são levadas pro lado pessoal — e aí vira um “não-me-toques” geral.
.

Isso não é assim aqui nos USA (nem em outros países anglo-saxões): uma crítica provoca uma discussão… e, muitas vezes, uma busca por um “meio-termo” — algo que é muito sadio por várias razões.
A minha visão pessoal é a seguinte: Se vc expõem uma opinião publicamente, vc está abrindo as portas para o mundo todo te criticar (afinal de contas, ‘opinião’ é feito bunda: todo mundo tem e todas cheiram mal
Então, pra minimizar o efeito de “opinionismos” e “achismos”, e maximizar o grau de racionalidade incluso na ‘opinião’, na ‘escolha’, sendo feita, eu procuro sempre mostrar detalhadamente os passos lógicos que levam os motivos iniciais às conclusões. Dessa forma, é possível se fazer o fisking da opinião sendo mostrada.
Ou seja, eu tento construir a opinião sendo divulgada publicamente do modo mais científico possível — incluindo o ‘peer-review’: afinal de contas, se é bom pra ciência, por que seria ruim pras opiniões?!
Portanto, deixar o mi-mi-mi de lado é sempre positivo, principalmente no que diz respeito à discussões científicas… quer seja do lado do editor que posta algo no blog, quer seja do lado do comentador.
[]‘s!
PS: Gostaria muito de poder participar do próximo EWCLiPo — bem que a data poderia ser “expat-friendly”, non?!
Auto-reflexão sbbriana mais do que pertinente.
Acho inclusive que tal reflexão deva ser sistemática – quem sabe assim o futuro processo de metamorfose da imagem metafórica dinossauro-ave se torne realidade…
Hotta, eu nao conheco a relacao institucional entre a SEED e vcs, mas acho que a tal diaspora do SB nao precisa se refletir no SBBr. Eles sao americanos, com suas idiosincrasias, e nós somos brasileiros, a cultura é outra.
Lamento as rusgas no twitter com alguns blogueiros do SBBr, eu espero que voce acredite que eu sinceramente apoio e torço pelo SBBr. Tanto é que propus ao SBBr que organize o EWCLiPo deste ano, com total liberdade de escolha dos palestrantes, temas etc. Eu me dispuz a assinar o projeto de pedido de dinheiro para passagens, hotel etc, apenas isso, mas gostaria muito que a organizacao e idealizado do Encontro fosse totamente de voces, e que o encontro fosse um grande sucesso, como foi o II EWCLiPo.
Não sei se vc notou, mas parei de fazer criticas ao que eu entendia como comportamento de manada do SBBr (algo que vc descreveu neste post), o tal group thinking. Eu hoje entendo que os blogueiros de ciencia sao seres humanos: criticar um erro na informacao do post é bem recebido (pois isso ajuda a melhorar o post) mas criticar a opiniao pessoal ou politica do blogueiro nao é adequado, pois fere nossas sensibilidades. O blogueiro de ciencias tipico nao consegue digerir esse tipo de critica, pois isso equivaleria a reconhecer que seu julgamento nao é tao bom assim, isso envolve uma perda de credibilidade. Acho que é por isso que jornalistas em geral tambem nao gostam de criticas sobre suas opinioes pessoais, e preferem enrolar o leitor em vez de mudar de opiniao se os argumento do leitor (que é um referee) sao fortes o suficiente.
Assim, eu peço desculpas publicamente a qualquer blogueiro do SBBr que eu tenha ofendido, especialmente o Luiz Bento e o Igor Santos. Nao me lembro de ter sido indelicado com relacao à Paula, mas se ela se sentiu ofendida com alguma coisa que eu disse, acredito que isso foi originado por algum mal entendido. Assim se ela aceitar os meus comentarios no blog dela eu ficaria muito grato, pois o tema que ela tem discutido (a relacao entre ciencia e a maternidade) me interessa muito [NOTA DO CARLOS: chequei o blog da Paula e todos os comentários do Osame já estavam aprovados].
Finalmente, peço aos caros amigos do SBBr que deixem de dar unfollow na Bê Neviani, ela nao merece isso.
Uma coisa que eu gostaria que vc comentasse é o tal Paradox PZMyers que vc citou mas nao comentou no ultimo EWCLiPo. Vc poderia explicar o que é o tal Paradoxo? Vc viu o curriculo na WEB of SCIENCE do P. Z. Myers? É muito estranho, não?
Um abraço, bola pra frente, e quem sabe um dia daremos boas risadas sobre tudo isso (tomando uma cerveja que o Igor pagará ao Takata no III EWCLiPo). Eu transferi a divida da aposta do Igor para o Roberto… rs
Carlos,
Veja, é preciso se abstrair a história particular do SB_US daquilo que constitui um “Grupo Criativo”, uma “Comunidade Científica Orgânica”.
A idéia de se utilizar blogs pra se fazer divulgação científica, ou melhor, pra se criar uma penetração social para a ciência, não passa do uso duma nova ferramenta atacar para um velho problema: é usar a ‘Net pra se tentar melhorar a alfabetização científica.
Acho que é claro que isso é algo positivo e desejável. Porém, é uma visão “simplória” da sociedade: é preciso buscarmos algo mais *robusto*!
O que eu quero dizer com isso é o seguinte (e algo que eu já disse no “Roda de Ciência”, há muUuito tempo atrás): o *real valor* dessa empreitada não está na divulgação científica propriamente dita (nem da melhora no nível de alfabetização científica da sociedade), mas sim na criação dum *grupo criativo*, na criação duma “comunidade científica orgânica”. Ou seja, o *valor* se encontra na *comunidade*, e não em resultados mais pragmáticos (que claramente têm seu valor também).
Com o desenvolvimento duma comunidade é possível realmente a gente falar em “fator multiplicador”, i.e., em “escala”: quando há uma noção de comunidade, o trabalho sendo feito tem a possibilidade de ser “escalado”, de se multiplicar e sofrer um efeito de propagação muito forte.
E há várias ferramentas que procuram atingir tal efeito multiplicador: blogs, fóruns, Orkut, Facebook, Twitter, YouTube, etc… Aliás, dum modo bem claro, esse é o objetivo central da chamada “Web2.0″.
Portanto, uma ferramenta que procure agregar um maior número desses “serviços multimídia” certamente vai poder maximizar sua chance de sucesso.
Mas, meu ponto principal, nesse comentário, não é esse. É o seguinte: o objetivo central dessa empreitada não deve se resumir a um “serviço de utilidade pública” (e.g., divulgação científica, alfabetização científica, etc), mas sim deve focar na construção dum “Grupo Criativo”!
Veja o seguinte post, Comunidades e Grupos Criativos dentro da Ciência 2.0.
Então, o trabalho está em tentar introduzir um grau de racionalidade cada vez maior no nosso dia-a-dia, de modo que as pessoas se sintam agentes participantes desse processo.
Por exemplo, a Comunidade Moderada de Física no Orkut tem uma dinâmica bastante interessante: é comum aparecerem tópicos de gente que viu algo na TV/jornal/conversa e ficou curiosa e veio perguntar.
Ou seja, resumindo, o *valor* está na *Comunidade*, no *Grupo Criativo*, e não nos seus detalhes implementacionais.
O valor real do SB_US não está na plataforma nem no PepsiGate nem em nada do gênero. Mas sim no fato de que eles conseguiram de um modo bem concreto criar uma ressonância com a comunidade. O resto é xurumela…
O mesmo vale para o SB_Br: é a geração e manutenção duma comunidade que vai realmente carregar significado.
O que eu falei no “Roda de Ciência” há uns bons 4 anos atrás continua sendo verdade hoje: comunidades naturalmente nascem, crescem, se expandem… e, se “reporduzem”… em geral, via meiose… ou seja, o processo de fracionamento de um grupo que “cresceu demais” é algo absolutamente natural (como bem ilustrado em HOW TO: Manage a Sustainable Online Community).
O problema não é esse fracionamento por si próprio, mas sim o poder agregador da comunidade: ele melhora ou piora?
Pra fechar: tanto aqui (USA) quanto aí (Br), o foco da discussão ainda tem se mantido muito dentro das ferramentas propriamente ditas… e nada sobre a criação e manutenção de grupos criativos e de comunidades científicas orgânicas. É por isso que esse fracionamento é tão “disturbing”… no momento em que a comunidade for o foco, isso tudo vai mudar.
[]‘s!
Muito bem!Excelente post e muito esclarecedor,Hotta,vocês são ótimos e fazem um trabalho maravilhoso,na minha modesta opinião,sem o #SBBr não tem muita graça o twitter e o universo dos blogs.E, sem dúvida que quanto mais ótimos blogs surgirem ,melhor será a blogosfera.Parabéns!
Abraços.