Declaração de voto

Depois de muito pensar, resolvi abrir aqui no blog a minha opção de voto. A minha intenção é que ter uma discussão saudável sobre o assunto no blog, portanto não aprovarei comentários que façam ataques pessoais ou não tenham argumentos.
Nestas eleições votarei na Dilma. Votarei porque concordo com a maior parte das políticas públicas atuais e acredito que o ciclo iniciado pelo governo Lula ainda não acabou. É uma argumentação curta sim, algo mais detalhado e que concordo praticamente 100% está aqui.
Abaixo, algumas ponderações:
Dilma.jpg
1. Admiro muito a pessoa da Marina. A sua opção religiosa não me incomoda em nada, ao contrário do que foi dito por aí. Inclusive discordo veementemente em quem crê que ela seria uma governante pior por causa de sua religião. Não voto na Marina por causa do PV, um partido pequeno e fisiológico que poucas condições teria de governar. Vejo que a Marina tem a grande oportunidade de fundar uma nova oposição nos próximos 4 ou 8 anos, uma oposição mais moderna e construtiva. Comparo seu momento atual com o do Lula em 89: seria interessantíssimo vê-la no Palácio do Planalto mas ainda soa precipitado. Espero fortemente que a Marina use os próximos anos para transformar o PV no partido que ela vislumbra. Ela certamente tem capacidade de agregar quadros interessantes, demonstrada pela atração de empresários preocupados com a questão da sustentabilidade mas que nunca participaram da política de forma ativa. Quem sabe o PV não emerge como um grande partido com a Marina na sua liderança?
2. Não tenho a menor simpatia com o Serra. Acho-o autoritário, centralizador e pouco inspirador. O Serra é conhecido por isolar seus secretários e depois se apropriar de seus feitos. As suas administrações no governo do Estado e na prefeitura de sua capital foram apagadas e focadas em obras eleitoreiras (rodoanel, metrô, nova marginal, etc.). Odeio suas políticas educacionais, em particular. O Serra teve 8 anos para unificar a oposição contra o governo Lula e arrebatar a sua faixa presidencial. Fez o contrário. A sua campanha está sendo um desastre, muito pela sua incapacidade e delegar e unir pessoas em torno de um objetivo comum. Seus aliados nos estados simplesmente tendem ignorá-lo. O vice é pior que a Sarah Palin. Um dia já quis ver o que ele faria como presidente (antes ele do que outro oposicinista), agora torço para que isso nunca aconteça.
3. Acho que o governo FHC foi muito bom, ainda mais se considerarmos a série histórica. Houve inúmeros avanços mas também houve o escândalo da reeleição, houve as privatizações apressadas, houve o uso do dinheiro das privatizações para manter o real valorizado (e garantir a reeleição), houve o sucateamento das universidades federais e o surgimento de universidades particulares de baixíssima qualidade. Meu padastro ficou anos sem aumento como pesquisador federal e ainda acabou aposentando-se antecipadamente com medo das mudanças na aposentadoria que o FHC estava implementabdo.
4. Dizer que o governo Lula apenas continuou o governo FHC é de uma desonestidade intelectual sem tamanho. O Lula certamente continuou, e ainda apertou mais, a política econômica do FHC (que foi – lembrem-se – a continuação da política econômica do Itamar). A decisão de continuar uma política do governo anterior foi algo fora do comum no cenário brasileiro. Ponto pro Lula. Só que o governo Lula foi muito diferente do governo FHC em outros aspectos: as suas políticas sociais atingiram uma extensão e uma grandeza impensáveis em um governo tucano. O FHC investiu no crescimento das universidades particulares em detrimento das universidades federais. O Lula recuperou as federais e ainda criou o ProUni. A política externa brasileira tem outra cara. E estes três aspectos diferentes entre os governos FHC e Lula, são apenas o começo.
5. Uma vez conversei com um dono de uma empresa que faz equipamentos básicos de laboratório (pHmetros, etc.). Ele me contou que, no governo FHC, ele vendia equipamentos apenas para faculdades particulares e algumas estaduais. No governo Lula, suas vendas cresceram muito, atingindo todo o país. Suas vendas aumentram por causa das universidades federais. Este é só um exemplo de como o governo Lula fez bem para o ensino superior e, provavelmente, para a Ciência brasileira.
6. Há a questão da associação do PT com o PMDB (e o PSDB com o DEM). A Marina propõe um jeito diferente de governar, com alianças que evitem partidos fisiológicos. Eu acredito que ela não seria bem sucedida. Não se acaba com o poder dos partidos fisiológicos de cima para baixo. O poder destes partidos está fora dos grandes centros urbanos. Está nas prefeituras do interior, está no controle regional. Está no legislativo estadual e federal. Os partidos fisiológicos só acabarão quando seu poder local acabar. E ninguém conseguirá ganhar uma eleição ou governar sem eles. Me dói muito, no entanto, ver o Lula apoinado o Collor. Era para tanto?
7. Me corrijam se estiver errado mas tenho a impressão de que o PSDB rifou as economias do país por duas vezes por motivos eleitoreiros: em 1998 ele detonou as reservas do país (que estavam gordas) mantendo o real valorizado até se reeleger. Em 2002 fez todo aquele terrorismo por causa da possibilidade do companheiro Lula se eleger, o que fez os investimentos externos no país sumir e a nossa economia balançar.
8.evidências de que a Dilma é ateia (mas se diz agnóstica) e nerd. Não ganha meu voto por causa disso mas tem minhas simpatias :)

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Discussão - 80 comentários

  1. ..::IAQUE::.. disse:

    vai ser engraçado ver quando a Dilma mandar o Lulla passear depois que for eleita…

  2. Pierre disse:

    Uma coisa que o Beto disse quando refutou o Takata tem que ser dita novamente, porque toda hora vejo isso: Quando alguém critica o governo Lula, candidatura da Dilma ou algo do PT, logo vêm criticar o PSDB, Serra ou FHC.

    O que uma coisa têm a ver com a outra? Não é porque não gosto de um que estou automaticamente defendendo outros.

    O sensato seria esperar a defesa contra acusações do Mensalão, explicações para a política externa com loucos varridos ou o descaso com a meio ambiente.

  3. @Beto,
    Os argumentos podem ser fracos, eu acho que são. Mas são *seus* argumentos. A questão não é justificar falhas do PT. A questão é que se vc não vota no PT ou em seus candidatos por causa disso, vc não vai votar em partido algum – mormente nos candidatos do PSDB.
    Qto à avaliação pelos pares:
    “Assessoria Científico-Tecnológica
    Para analisar, julgar, selecionar e acompanhar os pedidos de projetos de pesquisa e de formação de recursos humanos, o CNPq conta com o apoio de milhares de pesquisadores que constituem sua Assessoria Científico-Tecnológica. Esses pesquisadores, individualmente ou em grupos, têm atribuições específicas e atuam de acordo com suas especialidades.”
    http://www.cnpq.br/cas/index.htm
    ————–
    []s,
    Roberto Takata

  4. Beto disse:

    Quanto as colocações do Mario, faço de muitas de suas (dele) palavras as minhas.
    Basta assistir à propaganda política para se verificar que tudo o que Mario diz é verdade. Tenho assistido boa parte da propaganda política, na hora do almoço e depois do jantar.
    Hoje fiquei sabendo que o Caju, do grupo “Caju e Castanha”, é candidato a deputado estadual. Sem comentários.

  5. Beto disse:

    Caro Hotta
    Gostaria de questionar também seus argumentos. Considero muito importante você ponderar sobre o Partido Verde, pois uma eleição é um reflexo de posições político-partidárias, de maneira mais ou menos explícita. Ao não votar em Marina, você manifesta não votar no PV. Ao não votar em Serra, você manifesta não votar no PSDB (embora em nenhum momento de sua argumentação contra Serra isso fique claro). Ao criticar Serra pessoalmente, você utiliza de argumentos ad hominem, altamente questionáveis, como manifesto em outras opiniões (como o problema do autoritarismo). Quanto à questão do vice de Serra, resta saber quem é pior, se Índio ou Temer. Difícil de saber.
    Ao questionar o governo FHC você pondera sobre fatos passados, extremamente pertinentes. Todavia, desta forma é possível também se questionar fatos passados, mas não tão do passado assim, do governo atual. No caso, as estatizações apressadas, por exemplo. Como o recente caso da operadora Oi, que foi buscar socorro do governo pois estava na iminência de ser adquirida por um grupo português. Ora, se a Oi é uma operadora de telefonia privada, porque o governo tem que dar socorro preferencial a esta operadora? Só porque é brasileira? Será que não faltou competência à Oi? Quanto a este ponto, vale a pena ler artigo recente sobre as operadoras de telefonia, publicado na revista do IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor). Na avaliação global, a Telefónica apresentou o desempenho “menos pior”.
    Quanto ao sucateamento das universidades federais, concordo plenamente. Mas tão ruim quanto esta política de sucateamento do governo FHC foi a política do governo atual em criar o ProUni para favorecer alunos pobres a poderem estudar nas particulares de baixíssima qualidade, como você mesmo assinalou. Será que não teria sido muito melhor o governo ter assumido o ônus, desde o primeiro ano de seu mandato, de recuperar as universidades federais, investindo maciçamente em infra-estrutura, contratações de alto nível, re-equipando laboratórios e recuperando bibliotecas? Porque não fez isso? Simplesmente porque sabia que o resultado não reverteria em votos de maneira tão imediata. Isso porque a entrada nas federais exige um vestibular sério, que está sendo devidamente detonado com o exame do ENEM. Aos criar o ProUni o governo atual deixou de lado sua responsabilidade com as federais para estabelecer um compromisso com as universidades particulares. Um belo gesto. Além disso, criou um monte de novas universidades com péssima infra-estrutura, como a Universidade Federal do ABC, por exemplo. E muitas outras por aí. E muitas não têm professores. Tudo isso para mostrar números ao eleitorado.
    Lula seguiu a cartilha econômica de FHC, para bem e para mal. Poderia ter tido coragem para enfrentar problemas como as grandes fortunas, o que não fez. Como acabar com a CPMF, o que não fez. Muito pelo contrário. Brigou até o fim pela CPMF, da qual o PT foi totalmente contra durante o governo FHC. E Dilma está defendendo a volta da CPMF. Nunca o brasileiro foi tão taxado em impostos quanto no governo atual. Sendo assim, ao ponderar sobre a política econômica do governo atual é preciso ter muito cuidado, pois, no geral, seguiu a cartilha de FHC, adotando a “herança maldita”. Manteve alta a taxa de juros, aumentou o superávit primário e triplicou a dívida interna.
    Como manifestei anteriormente, item 1 de meu primeiro comentário, considero a política externa de Lula um verdadeiro desastre, para dizer o mínimo. Esta é a opinião de muitos analistas conceituados sobre este assunto, os quais consideram Celso Amorim um ministro abaixo do medíocre.
    Achei incoerente você dizer que a religião de Marina não influencia em nada sua opinião sobre ela ou a forma de governo que ela poderia adotar, e ao mesmo tempo você manifestar sua simpatia por Dilma pelo fato de possivelmente ela ser atéia (ou agnóstica).

  6. Mário disse:

    Muito boas as colocações do Daniel. Resumindo: Lula não é homem de convicções, mas de conveniências. Dorme falando uma coisa, acorda falando outra. Que tipo de líder é este?

  7. Tiago disse:

    Olá! Achei legal a ideia do post, mas não consegui concordar com os argumentos.
    A cada dia que passa, me convenço mais ainda de que vou votar Nulo. E não é porque não penso sobre política. Mas simplesmente não consigo votar em um partido que declara apoio a alguma organização terrorista.
    Não adianta dizer que este apoio não existe, está tudo documentado. Por falar em terrorista, espero que todo mundo saiba o passado da Dilma. Acredito que todas as pessoas são passíveis de erros. Mas o mínimo que se pode pedir a elas, é um pedido de desculpas. O que não aconteceu com a candidata Dilma (não que eu saiba). Seria muito mais honesto da parte do PT, admitir publicamente os erros do passado e se desculpar por eles. Ao invés disso, eles tentam a todo custo esconder estes fatos.
    Fora todas as picuinhas que aconteceram no governo do PT. Um partido, com certeza, sem comprometimento com a ética. Apoio ao Collor? Faça-me um favor, isso é ridículo.
    Enfim, acredito que nenhum país pode se desenvolver devidamente sem liberdade, tanto econômica quanto de pensamento – esta, muito mais importante. E temo que estamos caminhando na direção errada.
    Meu comprometimento moral com meu voto está acima de qualquer nuância política. É por isso que, provavelmente, votarei nulo.

  8. Mário disse:

    O texto é de 1835, André Souza. E daí? A análise, que trata de um dos males que pode afetar qualquer regime democrático – a alienação do debate político e do cuidado com a coisa pública por parte dos cidadãos – faz com que ele permaneça atual. Não dá para entender essa conversa de “contextualização” como se o texto não traduzisse, perfeitamente, o momento que vivemos.
    Porém, se te falta sensibilidade para perceber do que falo, prezado André, deixo cá as coisas mais claras.
    Embora se diga que este governo inaugurou o Brasil, que deu início a um novo modelo (conforme o que diz o Hotta, no texto), a verdade é que tudo aquilo que possibilitou que usufruíssemos um pouquinho dos bons ventos da economia mundial, nasceu de governos anteriore, sob ferrenha oposição do partido que ora nos governa.
    Ora, que venham agora dizer que este partido fez um “aperfeiçomento”, é um absurdo. Na oposição, o PT vivia a dizer que tudo estava errado, que era contra “tudo o que está aí”, porém, desde o início do governo Lula a disposição do ministro Palocci foi de manter os princípios basilares da economia, enfim, não mudaria nada. Por isso mesmo, enfrentou oposição dentro do governo, inclusive desta que hoje surge como candidata por falta de opção, sem falar no próprio minsitro Mantega (não se lembram do “viu, Palocci?” no momento da apresentação do PACtóide?). Por vezes a oposição (PSDB e DEM) ficaram do lado de Palocci, defendendo-o das investidas de gente do governo que apelava a certo “desenvolvimentismo” como politica econômica. Afinal, a começar do presidente, tem muita gente nesse governo que é fã do Ernesto Geisel.
    Pois bem, o amigo pode me perguntar então, “ora, mas se o governo segue no caminho certo, qual o problema, então? Não estamos todos sendo beneficiados por essa mudança de mentalidade?” Não. Porque o governo não se restringe a questão econômica e principalmente porque este governo teve como prioridade nunca desagradar ninguém. Seu objetivo foi sempre o de angariar o máximo de popularidade, sem que, por um momento sequer fosse capaz de fazer uso desta popularidade para dar continuidade a reformas urgentes e necessárias ao país. Lula evitou os temas espinhosos, abrigou os companheiros, instituiu uma compra de votos legalizada chamando-a de “distribuição de renda” e usurpou os feitos alheios como se fossem conquistas de seu governo. Enfim, fez da mentira e da propaganda a tônica do seu modo de governar. “Mas, e daí? Não estamos todos bem, com nossas bolsas de mestrado, concursos públicos e laboratórios novinhos?”. Materialmente, podemos dizer que sim. Porém, meu caro, por outro lado que preço estamos pagando quando, de forma superficial, tomamos aquilo que ocorre ao nosso derredor como se fosse reflexo de um governo de um estadista (e Lula está mais pra oportunista do que para estadista)? Pagamos o preço do enfraquecimento das instituições e do consequente enfraquecimento da democracia. É um preço alto a pagar, não vale a pena, pois país algum prospera sem instituições fortes e com o debate franco substituído por retórica oca e propaganda. Retomando o paralelo com o diagnóstico de Tocqueville, por conta dessa euforia (e as vezes é só isso mesmo, euforia) em torno das “realizações” deste governo, fechamos os olhos para o que há de nafasto nesse processo. Quando falo que o debate político está interditado quero dizer que – e aí o Hotta tem razão – temos uma oposiçaõ acovardada. Como bem destacou o historiador Marco Antonio Villa em artigo de hoje na Folha, “Ganhar eleição é uma possibilidade, fazer política é um imperativo”. Tanto o governo, como a oposição, assim como muitos analistas políticos, não querem saber da política, do debate honesto, da defesa clara de seus pontos de vista. Tampouco o eleitor, que quer ouvir dos candidatos que nada vai afetar o seu “bem-estar” (Tocqueville, de novo), que ninguém vai incomoda-lo com assuntos complicados tipo reforma da previdência, trabalhista, tributária, pois o estado-paizão já cuidou de tudo, e as coisas só não eram assim antes por causa da política daqueles que “governavam contra o povo e a favor do grande capital”.
    A questão, meu caro André, é que, apesar da época do Império já ter passado, a nossa política é rasteira, primitiva, frunto do imediatismo e das análises superficiais e bravatas que costumamos comprar. Nenhum governo que enfraqueça instituições – como fez este – que apele ao populismo rasteiro, que se imiscua com o que há de pior no país em matéria de política, pode merecer o voto de gente que almeje coisa melhor e que tenha apreço pela liberdade e valores democráticos.
    A menos que o amigo simpatize com esse modelo de “capitalismo de estado” (ou seria capitalismo companheiro), que acredite em figuras messianicas e em no personalismo e populismo político, não entendo como se possa sair em defesa deste governo.
    Reparou como é atual o texto do Tocqueville? Mais do que atual, é quase um vaticínio. Mas, não se trata de atribuir ao autor faculdades místicas ou exotéricas. Trata-se apenas de alguém que conhecia muito bem a natureza humana, a política e as sociedades democráticas. Sabia que, num povo pouco afeito ao exercício da atividade política, pouco habituado ao exercício da liberdade (que garante a prosperidade), num povo de poucas luzes e inclinado ao “sebastianismo”, quando se começa a usufruir de alguns benefícios, é um perigo que se descuide do principal, ou seja, da vigilância e dos valores que garantem a democracia. E aí, surge a figura do usurpador total, que reinaugura o país, que legisla em favor dos companheiros, que solapa as instituições. E é estarrecedor que vocês não percebam isso. A menos que não se importem, imaginando que o caminho é esse mesmo, entregar um poder cada vez maior a esses “anjos” que cuidarão de nós. Não, meu caro, André, já vivi um tempinho e já vi coisas suficientes para desconfiar desse boa gente.
    Reitero, se Dilma vencer as eleições, é o fim do debate político, estabelece-se a hegemonia do único partido de verdade no país. Porém, a grande maioria desconhece a natureza do PT. Vê o momento, e vota, como se existisse uma relação de causa e efeito.
    Jamais votarei em partido que se assenta com figuras como Chávez, ou que há vinte anos mantenha diálogo com o que há de mais atrasado em matéria de política no continente, através do Foro de São Paulo. Não posso ser favorável a um governo que tem como tara domar jornais e outros veículos de comunicação.
    Sou funcionário público, e já participei dessas conferências patrocinadas pelo governo (inclusive as de meio ambiente parece tão democrático, não?), e afirmo que tudo não passa de engodo e palavrório vazio de grupinhos organizados que, como também destaca Tocqueville no restante do texto (não publicado aqui), passa a ditar regras e normas que pouco tem a ver com o que pensa ou deseja a sociedade, que dizem representar. Aí está uma das interdições, por culpa nossa, é claro. E, com eleição de Dilma, consagra-se a morte da política e o fortalecimento de um modelo totalitário. Séria ameaça à democracia que, ao que parece, poucos conseguem vislumbrar, enebriados pela onda do oba-oba, por um ufanismo tolo e irrefltido e cantando “este é um país que vai pra frente, uô, uô, uô…” (já vi esse filme). Pensei que tínhamos nos livrado disto. Tá explicado agora, André? Bem desenhadinho? Obrigado, Hotta.

  9. Beto disse:

    @Takata,
    Outra coisa: os projetos submetidos aos editais financiados pelo governo federal não são submetidos a análise pela revisão por pares. Eu sei pois já fiz parte de avaliações desta natureza.
    abraços,

  10. Beto disse:

    @Takata,
    Me desculpe, meu caro, mas seus argumentos são muito fracos. Justificar as eventuais falhas e elementos ideológicos do PT atual utilizando fatos do governo anterior é uma justificativa que não se justifica. Desta forma, eu poderia dizer que “eu erro e posso errar porque outros antes de mim também erraram.”
    Meu voto não está em discussão, nem pretendo colocá-lo em discussão. O que está em discussão é a opção do Carlos Hotta. Minhas colocações são do porque eu não votarei em Dilma.

  11. Daniel disse:

    Bom dia a todos,
    1. a política econômica do FHC foi a continuação da política econômica do Itamar porque FHC era Ministro da Fazenda do Itamar: isso não foi camuflado. O governo Lula, ao contrário, tenta puxar para si o mérito do razoável sucesso de sua política econômica, procurando minimizar o mérito da política econômica do governo FHC.
    2. Depende também, esse sucesso, da autonomia do Banco Central, o que confortavelmente permite ao Lula emitir as opiniões que quiser sobre o plano econômico – assim, ele agrada quem ele quiser atingir com o discurso, sabendo que não enervará o mercado, uma vez que todos sabem que ele não detém poder suficiente para alterar a economia ao seu bel prazer.
    3. Aliás, é comum o Lula ajustar a essência do seu discurso à platéia a qual se dirige: usa boné do MST quando fala para sem-terras, e defende o agronegócio quando fala para a bancada ruralista; diz não querer se envolver em assuntos internos de outros países, mas oferece asilo a iraniana condenada e abriga Presidente afastado na embaixada em Honduras. Não é “Lula paz e amor”; é “Lula ajusta e escorrega”.
    4. De acordo com recente discurso no Rio Grande do Sul, a proposta da Dilma para melhorar a educação é abrir vagas em escolas profissionalizantes privadas para alunos de escolas públicas. Ok, ensino profissionalizante é importante; mas por que não priorizar a qualidade do ensino público, a fim de melhor preparar os alunos para o mercado?
    5. Na ansiedade de viabilizar o quanto antes a exploração do petróleo na camada pré-sal, as incertezas em relação a mudanças no marco regulatório e suas consequências para a saúde financeira da Petrobrás já fizeram o valor de mercado dessa empresa cair 25% desde a notícia de que seria realizada uma chamada de capital.
    6. No montante divulgado de investimentos do PAC, estão incluídos investimentos privados. Isso não seria fazer propaganda com investimento alheio?!
    7. Melhorar a qualidade de vida e gerar progresso econômico-social e até científico, especialmente em um país do tamanho do Brasil e com a carga tributária (crescente) do tamanho da que há no Brasil, é obrigação de qualquer governo. O que se deve considerar é se as melhorias são proporcionais aos recursos ou se estão aquém do desejado.
    8. Em função da burocracia, falta de investimento em infra-estrutura e falta de incentivos à produção, o Brasil está cada vez mais se firmando como exportador de matérias-primas e “commodities”, em vez de produtos industriais e de tecnologia, como o que acontece na China. Por exemplo: exportamos minério de ferro para a China, e compramos aço; exportamos soja em grão, e compramos derivados.
    9. Não quer dizer que tudo isso seria resolvido em um governo do PSDB; mas, após 8 anos no governo, não merece credibilidade um partido cujo líder afirma que após o mandato terá mais condições de atuar no sentido de promover a reforma política! Como assim? A idéia não era ter mais condições enquanto Presidente? O Lula se sente muito confortável com sua popularidade, diz o que quer, não quer que a imprensa possa dizer o que quer sobre ele, e isso não é bom.
    Daniel

  12. Carlos Hotta disse:

    @Mário,
    não vou poder responder agora os seus comentários mas agradeço que tenha voltado com argumentos contra a DIlma. Desta forma a discussão vai para frente.

  13. André Souza disse:

    Mario,
    O fato de vc apenas citar e postar um texto nos comentários de outro autor, sem fazer suas próprias observações e contextualizações com a época atual ( o texto é de 1835…O Brasil já saiu do Império, 3 ditaduras e duas repúblicas. Ainda que não pareça em alguns casos, mudou muita coisa) implica q vc não só endossa como “faz do texto suas próprias palavras”…Logo, vc não estava pensando com sua própria mente.
    Parabéns Hotta, por levantar a bola com este post (não parabenizei antes)
    Parabéns Beto e Rafael, pelas observações sobre pq não votar na Dilma.
    marianne,
    Tb não apoio o governo do maluco do Irã, mas acho q neste caso temos q pensar na diferença entre governo e Estado (no sentido de estado-nação). Governos são passageiros, mas ter um histórico de relações com o Irã pode ajuda a negociar futuramente(desde q td a relação se dê a nível de Estado, e não governo), qd o governo atual deixar o poder. Tb acho q o Lula fez algumas besteiras ao lidar com o Irã, saindo um pouco da esfera de “estado” e indo para “governo”, mas tenho q concordar com uma coisa: Isolar o Irã não irá ajudar em nada no processo de paz.
    (tá difícil votar…Nenhum candidato me chamou a atenção, nem ganhou minha confiança…Acho q pros corruptos q estão no poder hj, tanto faz Serra,Dilma, Marina…: eles sempre irão ganhar os 10 % deles)

  14. Mário disse:

    Quando o Plano Real fez 10 anos, Lula teve a cara de pau de subir num desses palanques de onde brinca de Antonio Conselheiro e dizer: “Eu não serei irresponsável em matéria de economia, não irei inventar nenhum plano mirabolante (como se a era dos planos já não tivesse acabado), porque nós sabemos o que a gente já sofreu com plano irresponsável como plano cruzado, plano Collor, plano Verão, plano Bresser … (pausa)(e aí, emendou): PLANO REAL!”
    Em 2007, Guido Mantega falou o seguinte em entrevista a revisa Veja:
    “Ele (o plano Real) foi importantíssimo, por ter abandonado a filosofia do congelamento que norteou os planos antiinflacionários que vieram antes. Seu grande mérito foi conseguir um controle da inflação dentro de padrões de mercado. Havia uma leniência generalizada com a inflação e com o descontrole fiscal. Os bancos, a classe média, os empresários e o próprio governo tiravam proveito da inflação. Antigamente, sem saber se a economia continuaria crescendo, o empresário brasileiro não aumentava a produção, mas o preço. Essa mentalidade não existe mais. Hoje o empresário brasileiro compete por fatia de mercado, não mais por margem de lucro. A sociedade incorporou o combate à inflação como dever básico do governo. Assim como a responsabilidade fiscal. A cultura do desperdício foi substituída pela filosofia da responsabilidade. Hoje, independentemente das ideologias que norteiam os governos, o princípio da responsabilidade fiscal foi consolidado. Foi uma grande contribuição do governo anterior, dos tucanos.”
    Pois bem, tudo isso aconteceu apesar do PT. Não por causa do PT. O país aproveitou a onda de prosperidade mundial também apesar do PT, não por causa dele. Seguíssemos as receitas dos petistas (porque diabos o Mercadante não é o presidente do BC, no lugar do tucano Henrique Meirelles?) o Brasil certamente estaria numa situação bem pior. A desonestidade intelectual é coisa de quem faz contorcionismo retórico e pinta a realidade e os acontecimentos de uma forma a racionaliza-los, como que para acalmar a própria consciência e justificar as escolhas políticas que fez.
    Eu acredito que o país paga um preço terrível pelo fato de Lula ter perdido a eleição para Collor em 89. Queria muito ter visto o PT “puro sangue” governando o país naquela época. Acho que teríamos amadurecido politicamente uns 40 anos em 4.
    Obrigado pelo espaço.

  15. Mário disse:

    Afirmar que o PSDB fez “terrorismo” em 2002 e que por isso a inflação subiu, não corresponde a verdade. O PT sim, é o culpado pelo terror que se espalhou no mercado. E só ele. Tanto que publicou a famosa “Carta ao Povo Brasileiro”, em que se comprometia a não fazer nada daquilo que falou que faria durante toda a história do partido. Poucos se lembram, mas Heloísa Helena, Luciana Genro e outros petistas deixaram o partido por que Lula seguia aquilo que prometera na tal Carta. Enfim, deixaram o PT porque ele manteve a política econômica de FHC, que tanto combatia quando na oposição. Não venha pois, com essa de que o PT “melhorou” o que já existia. O PT, de forma irresponsável, combateu os acertos do governo FHC por razões puramente eleitoreiras. Quanto à aposentadoria do seu padrasto, acaso Lula desfez o “malfeito”? A não ser pela tentativa demagógica de acabar como fator previdenciário às vesperas da eleição, o PT manteve a mesma polítca de FHC na questão da aposentadoria. Não mexeu em nada.
    “O mundo deve sentir-se aliviado por nem todos os populistas carismáticos se comportarem como Chávez e Mugabe, ao assumirem o cargo. Luiz Inácio Lula da Silva, populista brasileiro com grande séquito, foi eleito presidente em 2002. Antecipando-se à sua vitória, o mercado de ações brasileiro caiu, as expectativas de inflação subiram e os tão ambicionados investimentos estrangeiros recuaram. Mas, para surpresa da maioria, inclusive a minha, ele manteve em boa parte as políticas sensatas do Plano Real, que Cardoso, seu antecessor, adotara para combater a hiperinflação brasileira de princípios da década de 1990.
    (…)
    Desde a estabilização de 1994, a inflação do Brasil está sob controle, à exceção do transitório surto de preços durante a crise da desvalorização cambial de 40%, em final de 2002. A economia vem apresentando bom desempenho e o padrão de vida está subindo. Sem dúvida, o fato de a desvalorização cambial não ter desencadeado mais que uma breve erupção de inflação pode ser atribuído mais às forças desinflacionárias globais que às políticas públicas internas, mas a economia brasileira parece estar funcionando em favor do povo brasileiro.”
    (Alan Greenspan, em A Era da Turbulência, livro autobiográfico)

  16. Mário disse:

    Peço licença, Hotta, para colocar aqui algumas citações (sei que seus amigos não gostam), que acho relevantes para entender o que realmente foi esse governo Lula.
    Entrevista com o poeta Ferreira Gullar (2010):
    “Neste ano temos eleição presidencial. Você está animado?
    Ah, vai ser uma batalha. Os dois candidatos estão empatados. Espero que o Serra ganhe. Será um absurdo se o Lula, que empurrou a Dilma garganta adentro do PT, vá empurrar agora garganta adentro do país só pela vontade exclusiva dele. Acho que nem a Dilma é a favor disso.
    Mas o governo Lula não teve nenhum mérito?
    Não é que não teve nenhum mérito. O principal problema do Lula é ele não reconhecer o que ele deve aos governos anteriores. Tudo dele é “Nunca na história deste país…”. Ele se faz dono de tudo o que ele combateu. Por que o Brasil passou pela crise da maneira que passou? Porque havia o Proer (programa de auxílio ao sistema financeiro). Mas o PT foi para a rua condenar o Proer dizendo que o governo FHC estava dando dinheiro para banqueiro. E a Lei de Responsabilidade Fiscal? O PT entrou no STF contra a lei. Ainda está lá o processo do PT para acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O PT era contra o superávit primário, era contra tudo. Quer dizer, tudo o que eles estão adotando e que se constitui a infraestrutura da política econômica eles combateram. Agora o cara não reconhece isso: ele diz que fez tudo. O Lula é, de fato, uma pessoa desonesta. Um demagogo. E isso é perigoso. Está arrastando o país para posições que são realmente inacreditáveis. O cara se tornar aliado do Ahmadinejad, o presidente de um país que tem a coragem de dizer que não houve o Holocausto? Ele está desqualificando mundialmente porque está negando um fato real que não agrada a ele. Então não pode. O Brasil vai se ligar a um cara desse? É um oportunismo e uma megalomania fora de propósito. É um desastre para o país. Eu espero que a Dilma perca a eleição. Não tenho nada contra ela, mas contra o que isso significa. O PT é um perigo para o país. O aparelhamento do Estado, o domínio dos fundos de pensão… Um sistema de poder que vai ameaçar a própria democracia. As pessoas têm que tomar consciência.” http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1686&IdCanal=4&IdSubCanal=&IdNoticia=142995&IdTipoNoticia=1

  17. Mário disse:

    Não vota em Serra porque ele é autoritário, Hotta? E Dilma? Além de grossa, pedante e… autoritária ela é… ninguém! Nem dá pra saber, não é? Afinal, qual o seu currículo? O que foi que governou? O que administrou? Que projetos saíram de sua cachola iluminada? O projeto do mestrado de mentirinha? Ou aquele da doutora que foi sem nunca ter sido? Quais são os predicados de Dilma e o que, na sua história política, justifica sua candidatura à presidência? O fato de ter sido “a primeira mulher secretária de fazenda num governo estadual”? Ou porque ela foi “a primeira mulher presidente do conselho da Petrobrás” (enfim, todas indicações políticas)? Currículo muito pobre, não acha? Mas, creio que os dilmistas não estão olhando pra esses detalhes, apenas seguem a orientação de “seu rei”. Seja com bolsa-família, ou bolsa-laboratório, o usurpador dos méritos alheios vai conseguindo dilapidar as instituições democráticas, desmoraliza-las, cooptá-las, aparelha-las, sob o aplauso de todos os seus “filhos”.
    Voltando a tratar da Dilma. Deixa eu te contar uma historinha, transmitida por um jornalista aqui do meu estado que, por incrível que pareça, vota em Dilma (digo isto por conta da historinha que ele contou). Esse jornalista contou, em sua coluna, como conheceu Dilma Rousseff(o relato foi publicado na Gazeta de Alagoas, na época). Foi numa conferência sobre energia em Salvador-BA. Dilma era secretária de estado do RS e uma das palestrantes. No intervalo, o jornalista tentou iniciar uma conversa amigável com a então desconhecida secretária:
    - A senhora sabia que Alagoas produz essa quantidade aqui de gás natural?
    A resposta, foi um primor de delicadeza, ainda mais em se tratando de alguém que a secretária nunca tinha visto na vida.
    - Olha, meu amigo, você me desculpe, mas se o teu estado produz tudo isso de gás natural e não tem uma termelétrica é porque é um estado de otários. (a secretária não sabia que por aqui não temos termelétricas porque não precisamos, por conta das duas hidrelétricas que temos, mas preferiu não perder a oportunidade de ser grossa e emitir juízo sobre uma realidade que não conhece).
    O Serra, autoritário? E Dilma? Não dá pra saber. Ou dá?
    “A antipatia e a arrogância são frequentemente o invólucro da incompetência”.

  18. @Mário,
    1) Não. Debate político não entra na definição de democracia. Tanto pode haver debate em regimes não democráticos, como pode haver democracia sem debate.
    2) Vc não está fazendo debate político ao dizer coisas como: “Vc não enxerga um palmo diante de seu nariz”.
    3) Não há nenhuma interdição ao debate político no Brasil.
    4) Vc precisa se decidir se *o* problema é a ausência de debate político, a eleição de Dilma, ou a ânsia excessiva pela fruição de bens.
    @Beto,
    1) Nos governos FHC foi a mesma coisa. Chávez está na presidência da Venezuela desde 1999, o regime castrista desde 1976.
    *FHC diz que retorno de Chávez favorece democracia na América Latina
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u31566.shtml
    *FHC se encontra hoje com Fidel e Hugo Chávez
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u23422.shtml
    ——
    2) Não se esqueça do mensalão anterior: a de Eduardo Azeredo do PSDB (e que *não* foi expulso do partido). Depois teve o de Arruda em Brasília. Arruda ainda foi líder do governo e, junto com ACM, violou o sigilo do painel de votação na Assembleia.
    3) Os programas Vale Gás, Bolsa Escola e congêres foram criados durante a gestão tucana.
    4) Basicamente é o mesmo mecanismo que já estava presente no PNDH-2 (elaborada na gestão FHC): “100. Promover o mapeamento dos programas radiofônicos e televisivos que estimulem a apologia do crime, a violência, a tortura, o racismo e outras formas de discriminação, a ação de grupos de extermínio e a pena de morte, com vistas a identificar responsáveis e a adotar as medidas legais pertinentes.”
    5) Não sei de onde vc tirou que não há avaliação por pares nos pedidos de financiamento federal de pesquisa.
    6) *Todos* os partidos e coligações têm puxadores de voto. Netinho *não* é puxador de voto: para o Senado, a eleição é majoritária.
    7) No máximo significa que não é motivo para votar, e não que seja um motivo para não votar. 8) E o “esqueçam o que escrevi” do FHC? E os vetos de FHC ao PNE?
    *Pesquisa mostra opinião dos parlamentares sobre vetos do PNE
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u6075.shtml
    ———
    9) Candidata por falta de opção? E o que disse Itamar Franco a respeito de FHC?
    “O nome de Fernando Henrique surgiu por exclusão (para o Ministério da Fazenda).”
    http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/06/05/e050621528.asp
    —————
    “Eu vi. Mandei verificar. Ele [FHC] assinou, sem poder assinar. Ele sabia que sem o autógrafo, sem ele na cédula do real, ele não ganharia.”
    http://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/papel/2008/03/10/pais20080310008.html
    —————
    10) PSDB de Serra está aliado ao PMDB de Quércia. O PMDB de Sarney e Renan Calheiros apoiou os governos FHC.
    *Temer é tido como “o tucano” do PMDB
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u24512.shtml
    —————
    Como suas objeções a respeito do PT se aplicam largamente à Marina Silva, posso supor que irá votar no Plínio Arruda ou em outro nanico?
    []s,
    Roberto Takata

  19. Beto disse:

    Bem lembrado Rafael. Vale a pena também lembrar que as atuais mudanças no código florestal, que objetivam diminuir as margens dos cursos d’água de 30 para 15 metros, foram elaboradas em uma comissão parlamentar de maioria da base governista, encabeçada pelo deputado Aldo Rebelo, também da base governista. Tais alterações foram veementemente contestadas por inúmeros cientistas brasileiros, em fórum realizado recenetemente na FAPESP (ver aqui: http://www.agencia.fapesp.br/materia/12572/especiais/impactos-do-codigo-florestal-sao-analisados.htm). Dilma Roussef, tal como Lula, adota uma política desenvolvimentista ao extremo, cuja sensibilidade à questão conservacionista não é incluída em seu dicionário. Me desculpem, mas também não é possível votar em Dilma Roussef por causa deste ponto, que constitui o ítem 11 de minha lista.
    12. Não dá para votar na candidata de um partido do qual o atuou governante inchou desmesuradamente a máquina administrativa, de maneira exacerbadamente exagerada, por exemplo triplicando o número de cargos no executivo (http://www1.folha.uol.com.br/poder/754013-presidente-lula-triplica-numero-de-carreiras-no-executivo.shtml).
    13. Também não dá para votar na candidata de um partido que adota uma política econômica fajuta, no sentido de tentar diminuir a dívida externa aumentando o superávit primário. Ao contrário do que é alardeado de que o Brasil pagou a sua dívida externa, isso é falso (veja aqui: http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/07/divida-externa-brasileira-sobe-para-us-225-bilhoes-em-junho.html). Além disso, a atual política econômica do governo triplicou a dívida interna desde o governo FHC, e deverá aumentar mais devido ao aumento na taxa de juros (aqui: http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=6379).
    14. Não dá para votar na candidata de um partido, do qual o presidente atual é contra a legislação regulatória, só porque quer dar andamento mais rápido de visibilidade ás obras de seu governo, passando por cima dos órgãos judiciais (aqui: http://www.jusbrasil.com.br/politica/3980868/orgaos-que-fiscalizam-obras-travam-o-brasil-diz-lula).
    15. Igualmente não dá para votar na candidata de um partido que pretende manter uma política assistencialista com países da vizinhança, como o Paraguai, que pretende renegociar o preço da energia elétrica gerada por Itaipu a preços de mercado atuais (veja aqui: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/a-polemica-sobre-usina-itaipu.htm), mesmo tendo assumido uma parcela pífia do pagamento da construção da Usina.
    É impossível votar em Dilma Roussef.

  20. disse:

    Putz, Hotta… Espera que você fosse mais inteligente.
    Nunca mais vou acessar esse blog da mesma maneira.

  21. mariane disse:

    meu único problema grave com a Dilma é o Lula que ela tanto admira apoiar o presidente do Irã. Não consigo aceitar esse absurdo.

  22. Rafael disse:

    Acho que faltou citar uma coisa muito importante sobre o governo Lula, e que me leva a (entre outros motivos) não votar na Dilma: o sucateamento do Ibama, e a distribuição sem critério de licenças ambientais para as grandes obras do PAC. No governo Lula, os projetos e planos de conservação da biodiversidade foram praticamente abandonados e todos os esforços estão sendo dirigidos exclusivamente para a emissão de licenças ambientais. E quem no Ibama se opõe a essas concessões foi simplesmente mandado embora. Soube isso através de pessoas que regularmente participam de reuniões no Ibama. O governo Lula é absolutamente insensível a qualquer questão ambiental, principalmente quando o ambiente se opõe ao PAC (vide os famosos ‘bagres do Lula’ e as usinas no rio Madeira). Além de Belo Monte, que vai literalmente mudar o mapa do Brasil, o governo Lula tem planos para a construção de muito mais hidrelétricas na Amazônia, incluindo diversas no rio Tapajós ( http://www.oeco.com.br/salada-verde/23803-hidreletricas-com-um-pe-nas-unidades-de-conservacao ). Algumas dessas usinas, inclusive, poderão inundar parte de Parques Nacionais. O total desprezo do governo Lula pela Amazônia já é pra mim motivo suficiente pra não votar na Dilma.

  23. Beto disse:

    Por que não voto na Dilma:
    1. Não dá para votar na candidata de um partido que buscou “contemporizar” com o presidente do Irã, e apóia o Hugo Chavez, o Evo Morales, Fidel Castro e negocia com o ditador africano Obiang Nguema Mbasogo, de Guiné Equatorial.
    2. Não dá para votar em uma candidata de um partido que teve alguns de seus principais quadros envolvidos no escândalo do mensalão, e outros escândalos mais, e agora muito possivelmente deverão ser ministros ou atuar diretamente no próximo governo (falo de José Dirceu, Antonio Palocci e José Genoíno).
    3. Não dá para votar na candidata de um partido que criou programas assistencialistas que apenas “ajudam” os pobres, mas não investem na educação e criam oportunidades de trabalho para os mesmos, aumentando significativamente o índice de alcoolismo nos estados em que os mesmos pobres dependem mais destes programas assistencialistas.
    4. Não dá para votar na candidata de um partido que elaborou um Programa Nacional de Direitos Humanos que, na sua diretriz 22 d), afirma que se deverá “Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar um ranking nacional de veículos de comunicação
    comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações.” (veja o PNDH-3 aqui:http://portal.mj.gov.br/sedh/pndh3/pndh3.pdf).
    5. Não dá para votar na candidata de um partido que abandonou completamente critérios republicanos de meritocracia e de excelência, objetivando apenas realizar políticas inclusivistas sem nenhum critério. Para os que acreditam que o governo alavancou o ensino e a pesquisa em universidades públicas federais, deveriam passear pelo Brasil para observar que estas estão completamente dominadas pela esquerda radical, atuando de maneira cada vez mais ineficiente, perdendo quadros e qualidade de ensino e pesquisa, com raras exceções. Basta se avaliar o ranking das universidades federais no contexto global ao longo dos últimos 4 anos. Me desculpe Hotta, mas você está completamente por fora do que está acontecendo no âmbito das universidades federais. Visite o site “Ciência Brasil”, por exemplo, para ver o que está acontecendo na UnB.
    5. Não dá para votar na candidata de um partido que não adota como diretriz e premissa básica a revisão por pares nos critérios de avaliação de projetos de pesquisa submetidos aos editais de financiamento de pesquisa por parte do governo.
    6. Não dá para votar na candidata de um partido de uma aliança que lança Netinho de Paula como candidato ao senado por São Paulo, por pura questão populista (para “puxar voto”).
    7. Não dá para votar na candidata de um partido simplesmente porque o atual presidente mostrou ser competente (?), e por isso muitos afirmam: “Vou votar na Dilma por que o Lula fez muitas coisas boas”.
    8. Não dá para votar na candidata de um partido cujo atual presidente afirmou que “Ler é muito chato” e que “para ter sucesso na vida não é preciso estudar”. (ver aqui http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=56935 e aqui http://gustavosirelli.wordpress.com/2010/08/12/ligue-os-pontos/).
    9. Não dá para votar em uma candidata que não tem ideias próprias, cujo discurso é vazio, que foi alçada à condição de candidata por falta de opção, que faz um jogo tremendamente populista.
    10. Não dá para votar na candidata de um partido que estabeleceu uma aliança com o PMDB de Michel Temer, Renan Calheiros e José Sarney.
    Não dá para votar em Dilma Roussef.

  24. Caro Hotta,
    Sacanagem – contraditória – você dizer que “Odeio suas políticas educacionais, em particular” e ao mesmo tempo que “As suas administrações no governo do Estado e na prefeitura de sua capital foram apagadas e focadas em obras eleitoreiras”: a política educacional do PSDB (tal como ela é) é uma marca do partido – efetiva, muito bem pensada e não-eleitoreira – que vai demorar muito tempo para ser desfeita e que, aparentemente, agrada muito a população paulista.
    Um abraço!

  25. Mário disse:

    CNBB é de “direita”? É pra rir?
    Pensar com a cabeça dos outros? Putz, da proxima vez, vocês, cientistas, façam um trabalhinho sem nenhuma citação ou referência, ok? Não venham cá desmoralizar minhas colocações, com essa coisa de “olha só o rapaz não tem opinião própria”. Francisco, que belo exemplo de simplismo em matéria de análise política (considere o termo simplismo com uma concessão de minha parte).

  26. André Souza disse:

    Mario,
    Em vez de citar textos e tentar pensar com a cabeça dos outros, pq vc não tenta explicar pq vc (sim, VOCÊ) considera tal candidato melhor que outro? É melhor q ficar se lamentando, angaria mais audiência e, se bem sucedido, pode ser q vc não precise se lamentar mais

  27. Francisco disse:

    A Direita no Brasil é 1 milhão de vezes pior do que a Direita conservadora (não aquela libertária) dos EUA, que falam que a constituição dos EUA é baseada nos 10 mandamentos cristãos. É o tipo de Direita que se alinha à CNBB e todos os centros religiosos para disseminar irracionalidade, negar direitos aos homossexuais e mulheres.
    Esse apavoradinho como o Mário é o típico tea bagger, que se morasse nos EUA em 2009 provávelmente estaria tendo ataques esquizopáticos paranóicos dizendo OBAMA COMUNISTA-NAZISTA-SOCIALISTA-MUÇULMANO-DA-NOVA-ORDEM-MUNDIAL-E-DOS-REPTILIANOS VAI TIRAR TODA NOSSA LIBERDADE!111111
    O governo do PT sempre vai ser centrista na economia e centro-esquerda no social. Vai se manter porque foi o melhor. Não acredito em dicotomias antipodais como direita vs esquerda, mas agora a Direita brasileira vai aprender uma lição e se adequar à realidade de um país que precisa de um Estado forte antes de um processo de liberalização e, depois, diminuição do Estado. Aí eu vou votar na Direita brasileira, para dar uma guinada diferenciada num Brasil do futuro.

  28. Mário disse:

    Ah, é mesmo? Obrigado por me informar o que é democracia. Pensava que democracia era também o debate político, algo que está sendo interditado, atualmente. E este, meu caro, é que é o problema, caso não tenha percebido. No entanto, se não quer que cometem sua escolha (porque eu pensei que quisesse, já que publicou num post), tudo bem. Obrigado pelo espaço.

  29. @Mário,
    Por que a gente não faz o seguinte: cada um vota no(a) candidato(a) que achar melhor, aquele candidato(a) que receber mais votos é declarado o(a) vencedor(a) e empossado(a) presidente? Dizem que isso se chama democracia.
    []s,
    Roberto Takata

  30. Mário disse:

    Argumentos? A essa altura do campeonato? Demonstrar o óbvio é cansativo pacas. Quem não vê, é porque não quer. Ah, e não estou espumando. Só lamentando. E muito preocupado com o que vai ser deste país, por conta de um povo disposto a comprar qualquer ilusão que lhe ofereçam. Não é surpresa, então, ver tanta gente querendo votar numa candidata fabricada. “Basta que cuide por algum tempo de que todos os interesses materias prosperem…” Ontem, como hoje.

  31. Carlos Hotta disse:

    @Mário,
    Ao invés de ficar espumando, seria melhor que vc trouxesse argumentos de por que o texto do Tocqueville se aplica ao Lula e não ao FHC, Serra, Collor, etc.
    Aqui é um local de argumentações e não panfletagem.

  32. Mário disse:

    O Brasil está doente. Com a eleição de Dilma sepulta-se de vez a política no país. Acabou-se. A democracia, portanto, está ameaçada como nunca. Uma pena que os jovens como o autor do post não consigam enxergar um palmo adiante do nariz.
    A doença já foi diagnosticada por um brilhante pensador francês.
    “Assim, os homens dos tempos democráticos necessitam ser livres, a fim de alcançar mais facilmente as fruições materiais pelas quais suspiram sem cessar.
    Às vezes, porém, o gosto excessivo que manifestam por essas mesmas fruições entrega-os ao primeiro amo que se apresenta. A paixão pelo bem-estar se volta então contra si mesma e afasta sem perceber o objeto de sua cobiça.
    De fato, HÁ UMA PASSAGEM PERIGOSÍSSIMA NA VIDA DOS POVOS DEMOCRÁTICOS.
    Quando o gosto pelas fruições materiais se desenvolve num desses povos mais rapidamente do que as luzes e os hábitos de liberdade, chega um momento em que os homens ficam arrebatados e como que fora de si, ao verem esses novos bens de que estão prestes a se apoderar. Preocupados unicamente em fazer fortuna, não percebem mais o vínculo estreito que une a fortuna particular de cada um deles à prosperidade de todos. NÃO É NECESSÁRIO ARRANCAR DE TAIS CIDADÃOS OS DIREITOS QUE POSSUEM; ELES PRÓPRIOS OS DEIXAM ESCAPAR NATURALMENTE. O exercício de seus deveres políticos lhes parece um contratempo incômodo que os distrai de sua indústria. Se se trata de escolher seus representantes, de dar mão forte à autoridade, de cuidar em comum da coisa comum, falta-lhes tempo: não seriam capazes de dissipar tempo tão precioso em trabalhos inúteis; são brincadeiras de gente ociosa que não convêm a homens graves e ocupados nos interesses sérios da vida. Essa gente crê seguir a doutrina do interesse, mas só tem dela uma idéia grosseira e, para zelar melhor pelo que chamam de seus negócios, NEGLIGENCIAM O PRINCIPAL, QUE É PERMANECER DONOS DE SI MESMOS.
    Como os cidadãos que trabalham não querem pensar na coisa pública e como a classe que poderia se encarregar dessa tarefa para preencher seus vagares não mais existe, O LUGAR DO GOVERNO FICA COMO QUE VAZIO.
    Se, nesse momento crítico,UM AMBICIOSO HÁBIL TOMA O PODER, descobre que está aberto O CAMINHO PARA TODAS AS USURPAÇÕES.
    Basta que cuide por algum tempo de que todos os interesses materiais prosperem, que o considerarão facilmente em regra com todo o resto.”
    Alexis de Tocqueville, A democracia na América (1835).

  33. Lucia Malla disse:

    Eu concordo com o Rafael. O gargalo é o ensino técnico profissionalizante, uma alternativa q é subestimada no Brasil – pra não dizer muito subvalorizada…
    Mas isso é papo pra outro post…

  34. Carlos Hotta disse:

    O Serra é bem autoritário tb. Não faz sentido ficar medindo quem é mais mas não deve ser considerado um diferencial entre os dois.
    Eu pensei bem se deveria votar na Marina ou não. Eu acho uma delícia ouvi-la falar sobre política.

  35. Fala Carlos!
    Bom, eu já declarei meu voto na Marina. Só tenho um ponto contra o teu texto. Dilma é mais autoritária que Serra. Dá até para notar quando ela fala com os Jornalistas. Dilma parece o Celso Amorim na política externa, pensa que tem poder, fala sem pensar e, quando erra, não volta atrás.
    No mais, eu não voto da Dilma porque acho que tem que mudar. 16 anos – ela vai se reeleger, naturalmente – é tempo demais para um único partido. Ainda mais um partido que gosta de Hugo Chavez e Fidel Castro.
    []s

  36. daniel disse:

    Boa, Hotta!
    Serra para prefeito de São Paulo!

  37. RABUGENTO disse:

    Como sou “analfabeto”,
    VOTAREI 13!
    Não consigo digitar outro número.

  38. Gustavo Burin Ferreira disse:

    Carlos,
    parabenizo-o pelo post. Vou divulgar o máximo possível para as pessoas verem que a política pode ser sim discutida com objetividade e não com discursos emocionados e preconceituosos (tanto de “direita” como de “esquerda” – as aspas são propositais).
    Concordo com cada ponto levantado. Gostei muito!
    Espero que suas “profecias” sobre a Marina se concretizem, porque esta oposição seria extremamente saudável para a política do país!
    Parabéns!

  39. Rafael_RNAm disse:

    Só um ponto: Acho q o investimento deve ser mesmo em ensino profissionalizante. O verdadeiro gargalo de contratação tá aí. O superior ficaria só com áreas que não permitem formação técnica e/ou pra quem realmente quer ser acadêmico.
    Só não estou certo de qual modelo de profissionalizante a ser seguido, mas a valorização do técnico é urgente.

  40. Carlos Hotta disse:

    @pierre,
    vc tem que considerar o contexto no qual ela cresceu. Ela não teve acesso a tantas válvulas de escape nerds como nós. Pô, ela gosta de discutir em detalhes o funcionamento de hidroelétricas ou admnistração de hospitais! Além disso, quando estava presa, ficava acordada até mais tarde para assistir Star Trek…

  41. Carlos Hotta disse:

    @lauro,
    não estou familiarizado com o termo filosífico. Chamamos de partidos fisiológicos aqueles que se mantêm no poder através de trocas de favores por cargos, sem nenhum comprometimento ideológico com o partido da situação.

  42. Carlos Hotta disse:

    @takata
    acho que ela vai investir em se mostar uma alternativa à situação, mesmo que atue como aliada.

  43. Pierre disse:

    Dilma, nerd? Será? Acho que temos definições diferentes de nerds, Carlos.

  44. Lauro Valente disse:

    Não seria filosífico ao invés de fisiológico no parágrafo 1?

  45. Chloe disse:

    Bom dia Carlos,
    parabéns pela sua iniciativa!
    abrir mão do direito ao sigilo do seu voto em prol de uma discussão sensata sobre o assunto foi um ato corajoso e que certamente irá sacudir algumas idéias por aqui.
    gostei mt de ler seus ‘porquês’.
    ()’s.
    C.

  46. Sérgio Lima disse:

    Olá Carlos Horta,
    Também voto DILMA, sem medo de ser Feliz! Muito boas as suas argumentações. A Dilma vencendo no primeiro turno vai economizar uma boa grana pro País e ajuda logo a Marina (e muitos dos serristas envergonhados que votarão nela) a se posicionarem.
    A Marina precisa entrar no mundo dos adultos e parar com esta bobagem que pode acabar com as alianças com os partidos fisiológicos de cima para baixo (como bem argumentado no texto). O mundo real é mais complexo… acredito que ela é um ótimo quadro mas não tem liderança nem envergadura para liderar um oposição qualificada.
    Sim, eu gostaria muito que surgisse uma oposição qualificada no Brasil. A do DEM e PSDB é burra, antipatriota e inescrupulosa.
    Espero que a Marina não seja atraída para o raio de ações desta direita decadente!
    abs

  47. B.O.B. disse:

    Nerds ateus no poder. Ponto.

  48. irto disse:

    Em primeiro lugar, parabéns pelo post, tanto pela objetividade do texto quanto pela preocupação de usar a internet para agregar fontes aos argumentos.
    Em segundo lugar, concordo com a preocupação de discutir política mesmo num blog de divulgação científica. É claro que a ciência não pode ser partidária, mas também não precisa – e na minha opinião, nem deve – ser totalmente alheia a política. Só um afastamento metodológico já cai bem.
    Em terceiro lugar, concordo com boa parte dos argumentos. É importante manter um afastamento crítico do PT e perceber seus erros – que não foram pontuais – ao longo do governo Lula; mas também é importante reconhecer o avanço significativo comparado com os governos anteriores – e as propostas concorrentes na atual eleição. Isso se traduziu num governo que se preocupa com a integração das políticas públicas e um Estado comprometido com o desenvolvimento econômico caminhando junto com a justiça social. E, particularmente pra quem se interessa ciência e tecnologia, ter alguém como a Dilma na presidência, que sempre traz a questão da inovação tecnológica em seu discurso, é algo promissor. Além disso, uma coisa é ter um governo com preocupações meramente econômicas liderando a formação de um sistema nacional de CT&I no Brasil, e outra coisa, bem melhor, é ver esse processo sendo liderado por um governo que se preocupa em integrar – mesmo que nem sempre consiga – a questão econômica ao desenvolvimento social, como é a marca do PT. A diferença no discurso sobre ensino superior entre os principais candidatos é gigante, como você apontou. Serra e o PSDB só falam nas escolas técnicas profissionalizantes, enquanto Dilma fala do ensino superior público universitário e na expansão das federais.
    Além disso, o argumento 7 e 8 são verdadeiros.
    Por fim, só resta lembrar que o PV é um partido pequeno apenas aqui no Brasil; em outros países, principalmente na Europa, é um partido bem mais presente. Um dos problemas do PV brasileiro, além do fisiologismo citado e outros, é justamente a submissão a uma estrutura partidária anacrônica à realidade brasileira – o próprio convite à Marina Silva foi uma proposta da base européia do partido.

  49. guilherme disse:

    também vou votar na Dilma.
    aprovo o governo Lula e tenho uma rejeição enorme pelo trio serra/psdb/dem.

  50. Eu não aposto que Marina Silva fique como oposição. Na minha visão, ela tenderia a compor o quadro do governo – quer Dilma, quer Zé.
    []s,
    Roberto Takata

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