Não é a mamãe

Do paleoantropólogo americano John Hawks, de quem sou fã, sobre o papo alucinado de tentar clonar um neandertal algum dia (já que o genoma, como sabem os leitores deste blog, está por aí mesmo):
“Estamos falando de uma população antiga de seres humanos aqui. Não é como as quaggas [espécie extinta de zebras]; eles estão mais para os tasmanianos — um grupo de pessoas cuja cultura não sobreviveu, mas que mesmo assim ainda possui muitos descendentes vivos. A conversa não deveria ser sobre clonagem, deveria ser sobre a consequência lógica: adoção. Quem é que vai se voluntariar para adotar uma criança neandertal, e por que, em vez disso, não está ajudando crianças vivas?”
Parece besta, eu sei, mas a empolgação biotecnológica às vezes borra a fronteira entre o que se pode fazer e o que se deve fazer.
Este blog está em processo de ressurreição. Stay tuned.
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Discussão - 2 comentários

  1. Márcia disse:

    “E a criança poderia ter um nome comum ou teria que ser um nome científico??”
    Ótima pergunta, este é o velho e bom “taxonomizar ou não taxonomizar… Eis a questão” da ciência.

  2. Anderson Arndt disse:

    E a criança poderia ter um nome comum ou teria que ser um nome científico??
    “Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e alegrar-nos. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida”

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