Não é a mamãe
Do paleoantropólogo americano John Hawks, de quem sou fã, sobre o papo alucinado de tentar clonar um neandertal algum dia (já que o genoma, como sabem os leitores deste blog, está por aí mesmo):
“Estamos falando de uma população antiga de seres humanos aqui. Não é como as quaggas [espécie extinta de zebras]; eles estão mais para os tasmanianos — um grupo de pessoas cuja cultura não sobreviveu, mas que mesmo assim ainda possui muitos descendentes vivos. A conversa não deveria ser sobre clonagem, deveria ser sobre a consequência lógica: adoção. Quem é que vai se voluntariar para adotar uma criança neandertal, e por que, em vez disso, não está ajudando crianças vivas?”
Parece besta, eu sei, mas a empolgação biotecnológica às vezes borra a fronteira entre o que se pode fazer e o que se deve fazer.
Este blog está em processo de ressurreição. Stay tuned.
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Arqueologia é mais do que aventura cinematográfica ou coisa de viciado em livro poeirento: é uma ferramenta ímpar para entender o que a humanidade pode fazer consigo mesma e com o planeta. Meu nome é Reinaldo José Lopes e sou jornalista de ciência da Folha de S.Paulo. Leio grego antigo e já ajudei a desenterrar uma preguiça gigante em Minas Gerais. Na foto acima, testo a viabilidade bélica de um artefato da cultura Rohirrim (Terceira Era da Terra-média). Bem-vindo!
Discussão - 2 comentários
“E a criança poderia ter um nome comum ou teria que ser um nome científico??”
Ótima pergunta, este é o velho e bom “taxonomizar ou não taxonomizar… Eis a questão” da ciência.
E a criança poderia ter um nome comum ou teria que ser um nome científico??
“Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e alegrar-nos. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida”