Nesta sexta feira, 25 de julho, encerrou-se a 8ª INTECOL, Conferência Internacional de Áreas Úmidas, realizada em Cuiabá, sob os auspícios da UFMT e do Centro de Pesquisa do Pantanal. Uma das preocupações dos 28 países participantes é o avanço das fronteiras agrícolas sobre áreas úmidas que vão desde o Pantanal aos manguezais e deltas de rios.
O evento mereceu destaque no EurekAlert, na notícia "Rising energy, food prices major threats to wetlands as farmers eye new areas for crops" ("Crescentes preços de energia e alimentos são grandes ameaças para as áreas alagadas, na medida em que os agricultores procuram novas áreas de plantio").
Desta 8ª INTECOL saiu a "Carta de Cuiabá", que é um documento digno de nota.
Eu que vivi por cinco anos na área do Pantanal (quando servi na Base Fluvial de Ladário, MS) conheço razoavelmente bem a região e sei o quanto ela já sofreu apenas com uma pecuária rudimentar (a atividade, assim chamada, "plantar boi"...) e a caça e pesca desregulamentadas. Na hora em que o tão decantado "agronegócio" resolver avançar sobre a região (como os americanos fizeram com os "Everglades" da Flórida), vai ser mais uma catástrofe ambiental.
E não dá para confiar muito em um governo (federal) que acha que uma termoelétrica a carvão não vai produzir grandes problemas ambientais (vejam esta matéria do Ciência e Idéias). Muito menos em tipos como o Governador Blairo Maggi...
Começo a achar que a Isis tem razão quando diz que Desenvolvimento sustentável não existe...
Comments (2)
fico de cabelos em pé toda vez que vejo falar em preservar as florestas brasileiras - o que se restringe à amazônia. cerrado e pantanal são fronteiras agrícolas e de desenvolvimento. a caatinga, nem isso...veja essa entrevista: http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3592&bd=1&pg=1&lg=
Posted by: Maria Guimarães | julho 28, 2008 2:32 PM