“Por Dentro da Ciência” da Associação Americana de Física (15/12/08)

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15 de dezembro de 2008
Por Jim Dawson
Inside Science News Service

Estudantes aprendem melhor com o sono

Os docentes da Universidade de San Diego estão preocupados que os estudantes que estão metendo a cara nos livros para os exames finais possam estar sofrendo de insônia induzida por estresse. Um estudo recente da Associação para Avaliação da Saúde do Colégio da Univesidade da Califórnia em San Diego descobriu que somente 23% dos estudantes estão dormindo as oito horas de sono por noite e 25% admitiram que a falta de sono estava afetando seu desempenho acadêmico. O problema é particularmente sério entre os calouros que estão enfrentando os rigores de um exame final de Universidade pela primeira vez, e entre os graduandos que sofrem com uma ansiedade crescente sobre seu ingresso no mercado de trabalho com a corrente depressão econômica. O conselho das autoridades escolares de saúde é o seguinte: evitar o uso de cafeína e álcool; use sua cama para dormir, não para estudar; tire uma sonecas, faça exercícios regularmente, não vire noites e — o melhor — “não se estressem”. Como se isso pudesse acontecer…

Outro estudo, este publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine, mostra que a falta de sono é comum entre os estudantes do segundo grau por causa do horário, muito cedo, do início das atividades escolares. O estudo mostrou que, começando as aulas uma hora mais tarde, os adolescentes  aumentavam sua média de horas de sono durante a noite e diminuíam a duração de seu sonos “para compensar” durante o fim de semana. O estudo descobriu, também, que os estudantes se envolviam em menos acidentes de trânsito. “É surpreendente que as escolas de 2º grau continuem a começar as aulas tão cedo, o que prejudica o aprendizado, a freqüência e a segurança no trânsito dos estudantes”, declarou a autora principal do estudo, Barbara Phillips, do Centro do Sono do Centro de Assistência Médica “Bom Samaritano” da Universidade de Kentucky em Lexington. O estudo acompanhou estudantes do 2º grau que, por um ano, começavam as aulas às 7:30 e, no ano seguinte, começavam uma hora depois, às 8:30.

Dor intencional “doi mais” do que a acidental

Pesquisadores da Universidade Harvard descobriram que a dor “dói mais” se a pessoa acreditar que alguém realmente está tentando lhe ferir. Em um estudo, publicado em Psychological Science, davam choques elétricos nos estudantes e pediam-lhes que avaliassem a dor. Quando os estudantes acreditavam que os choques não eram intencionais, não qualificaram os choques como tão dolorosos quanto quando acreditavam que outro estudante deliberadamente o tinha causado. “Este estudo mostra que, mesmo que dois eventos danosos sejam fisicamente idênticos, aquele feito intencionalmente para ferir, dói mais”, explica Kurt Gray, um estudante de pós-graduação que realizou o estudo com o professor Daniel Wegner. “Compare um tapa de uma amiga que tenta nos salvar de um mosquito, com o mesmo tapa dado por uma namorada irada. O primeiro a gente deixa para lá logo, enquanto o segundo arde pelo resto da noite”. Gray diz que o cérebro pode perceber um mal ou uma dor acidental como um evento único. Uma agressão intencional pode não ser um evento único, explica ele, de forma que “faz sentido que nosso corpo e nosso cérebro pode amplificar a experiência de dor, quando sabemos que a dor pode significar uma ameaça a nossa sobrevivência”.

Cientistas Loucos (porém Reais) na web

Os soviéticos realmente puseram 11 homens na cama em 1986 e os fizeram ficar lá por um ano para testar os efeitos do vôo espacial sobre o corpo humano? O Especialista Forense romeno Nicolas Minovici, como parte de sua pesquisa para seu artigo de 1905 “Estudos sobre o Enforcamento”, repetidamente se enforcou e a alguns de seus colaboradores para entender melhor como os enforcados se sentiam? Os psiquiatras em um sanatório suíço realmente tentarem descobrir a cura para a esquizofrenia, em 1948, usando a urina de pessoas a quem eles tinham administrado alucinógenos e drogando aranhas, para então mapear as teias das aranhas “doidonas”? Sim para todas as anteriores, de acordo com um engenheiro suísso, transformado em historiador de ciências, Reto Schneider, que transformou seu livro de 2005 acerca de ciência dispartatda, porém publicada, em um website que acrescenta algum colorido à história da pesquisa.  Schneider é, atualmente, o vice-editor da revista NZZ Folio, publicada pelo Neue Zurcher Zeitung em Zurique, Suíça.  Sua viagem na história da ciência pode ser encontrada em: http://www.madsciencebook.com


Este texto é fornecido para a media pelo Inside Science News Service, que é apoiado pelo Instituto Americano de Física (American Institute of Physics), uma editora sem fins lucrativos de periódicos de ciência. Contatos: Jim Dawson, editor de notícias, em [email protected].


O tradutor aproveita para observar que deixou passar uma série de boletins do ISNS, gerados por Jason Socrates Bardi, colaborador do ISNS, sobre assuntos divulgados na Convenção de Radiologia da América do Norte, em Chicago, no início do mês. As notícias eram longas demais, técnicas demais e, no fraco entender deste blogueiro, não acrescentavam grande coisa: uma delas falava que o mesmo exame de Tomografia, usado para detectar câncer no cólon, pode ser usado para detectar osteoporose (com as imagens do final da coluna cervical); outro falava um monte sobre as lesões ósseas que as crianças que praticam a ginástica artística olímpica fazem nos seus ossos em desenvolvimento, por causa do alto impacto dos movimentos… (Parecia mais que o Sr. Bardi queria dissociar sua presença em Chicago dos eventos que envolveram o governador do Estado do Illinois… 😉 )

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