“Por Dentro da Ciência” do Instituto Americano de Física (22/12/08)

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22 de dezembro de 2008
Por Jim Dawson
Inside Science News Service

Vai um cafezinho?… Põe no tanque, por favor!

Os cientistas da Universidade de Nevada, Reno, descobriram que os resíduos da moagem do café são uma fonte barata e não-agressiva ao meio ambiente de biodiesel para automóveis e caminhões.  Mano Misra e sua equipe do departamento de engenharia química e materiais descobriram que cerca de 15% dos restos da moagem do café podem ser usados para fazer um biodiesel de alta qualidade que é mais estável e menos fedorento do que o biodiesel feito a partir de óleos usados [na cozinha] de origem animal ou vegetal. Usando um processo chamado transesterificação, se extrai óleo dos restos de moagem de café e este é convertido em biodiesel. O combustível obtido a partir do café “pode ser usado na indústria como uma alternativa para o diesel”, escreveram os pesquisadores em um artigo publicado no noticiário online da American Chemical SocietyJournal of Agricultural and Food Chemistry. “Isto pode acrescentar aproximadamente 1 bilhão e 300 mil litros de biodiesel ao suprimento mundial de combustível”. O uso dos restos de moagem do café também pode reduzir a superfície plantada somente para a produção de biocombustíveis, argumentam os pesquisadores. E há mais uma vantagem, eles acrescentam: depois que o óleo é extraído, os restos de café podem ser transformados em eficientes pellets combustíveis, ou usados para adubar o jardim.

Buracos Negros e Sony PlayStations

A próxima vez que um adolescente olhar para cima, após horas jogando em um Sony PlayStation e alegar que é “educacional”, pense um pouco antes de fazer uma careta. Os cientistas da Universidade do Alabama em Huntsville e da Universidade de Massachusetts, Dartmouth, montaram uma cluster com 16 consoles de PlayStation, criando um supercomputador barato que eles então usaram para resolver uma discussão de astrofísica acerca da velocidade com que buracos negros param de vibrar. A cluster de PlayStations, batizada de “PS3 Gravity Grid”, foi bastante adequada para a pesquisa sobre buracos negros, afirmou o físico Lior Burko, um dos autores do artigo sobre buracos negros, publicado em Classical and Quantum Gravity.  “Se tivéssemos alugado o tempo de um supercomputador, isso teria custado cerca de US$5.000 para rodar nossa simulação [de buraco negro] uma vez. Para este projeto, nós rodamos a simulação várias dúzias de vezes para testar diferentes parâmetros e circunstâncias”. A cluster de PS3 foi adequada para a pesquisa astrofísica porque ela necessita de um grande número de cálculos matemáticos, mas precisa de pouca memória RAM, explicam eles. A cluster de 16 unidades de PS3 completa uma simulação que um supercomputador alugado a US$ 5.000 por hora faz em cerca de um dia, mais ou menos a mesma velocidade do supercomputador. Leia mais sobre a cluster de PlayStation em gravity.phy.umassd.edu

Cafezais “na Sombra” Beneficiam Pássaros e Árvores

O que começou como uma pesquisa sobre abelhas sem ferrão perto de Chiapas, México, levou os pesquisadores da Universidade de Michigan, Ann Arbor, a descobrir uma significativa diferença entre a diversidade genética de árvores em cafezais “plantados à sombra”, em comparação aos retalhos de floresta nativa remanescentes. A diversidade genética pode ser atribuída a como os pássaros espalham as sementes nos diferentes habitats, explicam os pesquisadores. “Descobrimos que as árvores nas ilhas remanescentes de floresta nativa são muito relacionadas entre si, o que sugere que as sementes não se afastam muito das árvores-mães”, diz Shalene Jha, uma estudante de pós-graduação cujo principal interesse é em insetos. “Nos cafezais [à sombra], por outro lado, mesmo em ilhas próximas, as árvores eram muito diferentes entre si geneticamente, o que indica que as sementes vinham de várias árvores-mães. Os pequenos pássaros que vivem no ambiente de floresta são os principais portadores das sementes, enquanto que nos cafezais [ao Sol], são pássaros maiores e mais comuns que espalham as sementes. O estudo, publicado em Current Biology, comparou cafezais plantados em áreas desflorestadas e plantadas com pés de café [“ao Sol”], com cafezais que permitiam a permanência de árvores nativas junto aos pés de café [“à sombra”]. O estudo demonstrou que os cafezais “à sombra”, por serem mais hospitaleiros para com os pássaros, permitem uma dispersão maior de árvores nativas, que, com efeito, se conectam com os retalhos de floresta nativa, afirmam os pesquisadores. Além disso, os cafezais “à sombra” podem servir como reservas florestais para futuros reflorestamentos, afirmou Jha.


Este texto é fornecido para a media pelo Inside Science News Service, que é apoiado pelo Instituto Americano de Física (American Institute of Physics), uma editora sem fins lucrativos de periódicos de ciência. Contatos: Jim Dawson, editor de notícias, em [email protected].

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