“Por dentro da ciência” do Instituto Americano de Física (13/04/09)

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13 de abril de 2009
Por Jim Dawson
Inside Science News Service
Desenvolvidos teste mais rápidos para detectar o agente de bioterrorismo ricina

Testes mais rápidos e mais sensíveis para detectar a substância tóxica ricina foram desenvolvidos por dois grupos de cientistas na Geórgia e Nova York. Ricina que é encontrada nas mamonas, é conhecida há quase um século como um veneno mortífero quando inalada ou ingerida. Uma vez que não existe antídoto conhecido, ela é considerada como um agente potencial para o bioterrorismo por meio da contaminação de alimentos. Os testes existentes para a detecção da ricina são lentos e frequentemente imprecisos.

Em um dos novos testes, os cientistas do Colégio de Medicina Albert Einstein da Universidade Yeshiva, no Bronx, Nova York, desenvolveram um detector químico que reage com substâncias liberadas pela ricina, ativando a enzima luciferase, a mesma substância que brilha nos vagalumes. Os cientistas literalmente conseguem enxergar a presença da ricina, detectando a luminescência semelhante à dos vagalumes emitida pelo material contaminado. O teste, segundo os pesquisadores, pode detectar um bilionésimo de grama de ricina em questão de minutos.
O segundo teste, desenvolvido por pesquisadores no Centro de Controle de Doenças em Atlanta, Geórgia, se desdobra em três partes que empregam anticorpos especiais para capturar a ricina. Um espectrômetro de massa pode, então, encontrar até pequenas quantidades de ricina em alimentos e em fluidos corpóreos. Segundo os pesquisadores, o teste é “altamente específico e preciso em comparação com os testes existentes”.
As origens da vida podem estar ligadas a antigos vírus e eventos de extinção em massa
No fundo dos oceanos, nas terrivelmente quentes paredes de chaminés hidrotermais, vivem alguns notáveis organismos, conhecidos com hipertermófilos; não só vivem, como prosperam em um ambiente mais quente do que 80ºC e que frequentemente é altamente ácido. Esses organismos são regularmente atacados por vírus que também suportam o ambiente extremo. Pesquisadores da Universidade de Jyvaskyla na Finlândia estabeleceram que esses vírus podem ser uma das formas mais primitivas e inalteradas da face da Terra. O fato de que esses vírus das profundezas oceânicas não tenham evoluído muito ao longo dos bilhões de anos de sua existência, tem implicações sobre o processo evolutivo de vírus e outras formas de vida na superfície do planeta, segundo os pesquisadores. Eles desenvolveram um modelo que indica que repetidos eventos de destruição em massa na superfície, causados tanto por meteoros, quanto por erupções vulcânicas, acabaram não só com as espécies existentes, como também com os vírus que viviam nessas espécies. Com a variedade da vida deixada quase em branco pela extinção em massa, tanto novas formas de vida, quanto novos tipos de vírus tiveram que evoluir, de forma que as novas vidas puderam evoluir por algum tempo sem a pressão de ataques significativos de vírus.
Um press-release da universidade explica: “Normalmente, os organismos têm que evoluir constantemente sob a pressão dos vírus, atualizando suas estratégias anti-vírus. Porém, sob as condições livres de vírus, os organismos podem herdar mutações mais úteis a longo prazo, em lugar de só desenvolver novas estratégias defensivas”. Os períodos livres de vírus após as extinções em massa “podem acelerar o desenvolvimento de novas funções biológicas que, de outra forma, não teriam tido oportunidade para surgir”.
Pesquisadores encontram uma chave bioquímica para por o esperma “na boa”
Embora “capacitação” possa não ser o nome de uma canção romântica de Barry White, ela é um passo necessário pelo qual o esperma tem que passar, antes que se torne capaz de praticar a fertilização dentro do sistema reprodutor de uma fêmea. Pesquisadores em três universidades norte-americanas, trabalhando com ratos, chegaram mais perto de resolver o duradouro mistério biológico sobre as modificações bioquímicas que “ligam” o esperma. Os pesquisadores, liderados por Mark Platt, do Instituto Politécnico Rensselaer, em Troy, Nova York, identificaram 44 peptídeos em 59 aminoácidos que estão envolvidos na capacitação. A pesquisa envolveu a descoberta e a descrição das complexas modificações nas proteínas envolvidas na modificação do esperma de forma a que este possa fertilizar um ovo. A pesquisa, publicada no Journal of Proteome Research, é um avanço potencial para o desenvolvimento de um contraceptivo masculino e para o desenvolvimento de tratamentos para a infertilidade.


Este texto é fornecido para a media pelo Inside Science News Service, que é apoiado pelo Instituto Americano de Física (American Institute of Physics), uma editora sem fins lucrativos de periódicos de ciência. Contatos: Jim Dawson, editor de notícias, em [email protected].

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