Como elas sabem se eles vão ser bons pais?

Yale University

Seleção de Parceiros: Como ela sabe se ele vai tomar conta dos filhos?


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O pavão exibe sua cauda rodada para atrair parceiras.

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New Haven, Connecticut — Por todo o reino ani­mal, cores berrantes e comportamentos ela­borados servem como “anúncios” para atrair parceiras. Mas o que esses anúncios prome­tem e o que há de verdade nessa propa­ganda? Os pesquisadores em Yale teorizam que, quando os machos têm que ajudar na cria­ção de suas crias, os sinais emitidos pelos machos serão consistentemente honestos — e que eles podem devotar mais energia para cui­dar das crias do que em serem atraentes.

A ideia de que os machos exibem suas melho­res qualidades para atrair as fêmeas, não é nova, nem a ideia de que eles podem estar fa­zen­do uma propaganda enganosa. Mas novas descobertas revelam que a honestidade na pro­paganda é um dos maiores fatores de su­cesso da mesma, como verificado por Natasha Kelly, uma estudante de pós­graduação em ecologia e biologia evolutiva em Yale e principal autora do estudo.


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Natasha Kelly observando os peixes no Alaska.

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A cauda rodada de um pavão — ou o gestual e a postura agressivos de um sujeito em um bar — são “anúncios” ou comportamentos de acasalamento que custam um bocado de ener­gia para manter. Quando a energia de um ma­cho fica pesadamente focalizada em manter sua aparência, ele pode ter deixado bem pouca energia para cuidar das crias. Mas isso pode não ser importante, dizem os pesqu­i­sadores — para as espécies onde eles real­mente não precisam cuidar dos filhos.

Pesquisas anteriores sugeriam que, em deter­minadas circunstâncias, os machos poderiam estar sendo desonestos acerca de suas habi­lidades como pais e ainda assim terem alto índice de sucesso reprodutivo. Este novo mo­de­lo, publicado na versão online de Proceedings of the Royal Society B,
examina a confiabilidade dos sinais de aca­salamento emitidos pelos machos, quando eles têm que cuidar de suas crias — um aspecto que estava ausente nos estudos anteriores.

Existem várias espécies nas quais os machos poderiam, mas não têm que, ajudar na criação dos filhos — porque as fêmeas podem escolher os relapsos. Os pesquisadores de Yale se focalizaram nessas espécies, tais como o esgana-gata, na qual as fêmeas não podem se dar ao luxo de escolher os malandros e machos que não cuidem das crias, porque isso aumenta demais os riscos para a sobrevivência da progenia.


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Esgana-gatas machos têm um papel importante na criação dos filhos.

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“Este novo trabalho mostra que, quando os machos não conseguem escapar do custo de cuidar das crias, suas propagandas tenderão a informar de maneira confiável sua capacidade em prover cuidados para as crias”, declara a autora sênior Suzanne Alonzo, professora as­sis­tente de ecologia e biologia evolutiva em Yale.

“Esse item tem maior peso onde os machos são obrigados a dar proteção às crias”, explica Kelly. “Nesse caso, o cara quieto no canto pode estar fazendo a propaganda mais con­fiável sobre ser um bom par”.

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Esta pesquisa foi financiada pela Fundação Nacional de Ciências e pela Universidade Yale.

Artigo: Proceedings of the Royal Society B, publicado online antes da versão impressa em 11 de junho de 2009,
doi: 10.1098/rspb.2009.0599

Suzanne Alonzo http://www.eeb.yale.edu/alonzo/index.htm

ecology and evolutionary biology http://www.eeb.yale.edu/

Natasha Kelly http://www.eeb.yale.edu/people/fourth.htm


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