Nada como ouvir a voz da mamãe…

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[ Traduzido de: Phone Call With Mom Soothes Brain Like A Hug ]

Fazer contato com a mamãe, mesmo que seja pelo telefone, libera o “hormônio do carinho” no cérebro.

13 de maio de 2010

Por Devin Powell
Inside Science News Service

Mom On Phone

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Uma nova pesquisa indica que uma conversa com a mamãe pode produzir o mesmo hormônio calmante no cérebro que um abraço.
Crédito: foh.gov

WASHINGTON (ISNS) — O psicólogo Seth
Pollak espera que você tenha ligado para sua mãe no Dia das Mães — não por causa dela, mas por você mesma. A nova pesquisa dele indica que, para as filhas, uma conversa por telefone com a mãe pode produzir o mesmo hormônio calmante no cérebro que um abraço.

O hormônio em questão é a oxitocina — o hormônio dito “do carinho” ou “do amor”, que é liberado durante o contato físico entre entes queridos. Acredita-se que ele tenha um papel de reforço nos laços sociais que nos unem. O estudo de Pollak é o primeiro a mostrar que este hormônio pode ser liberado em resposta não só a um carinho, mas também a uma palavra gentil.

A oxitocina vem sendo usada como medicamento para induzir as contrações uterinas e o parto de crianças há décadas, mas só recentemente os cientistas descobriram seu papel em nossa vida social diária. Nossos cérebros a produzem quando brincamos com um cão e ela parece também nos ajudar a lembrar das feições das pessoas próximas as nós. Uma pequena dose de oxitocina torna as pessoas que partiicipam de jogos em laboratórios de psicologia, mais confiantes nas outras e mulheres grávidas com maiores níveis em seus organismos tendem a ser mais afetuosas com o recém-nascidos.

Em 2005, Pollak descobriu que crianças criadas nos orfanatos romenos – abandonadas em berços sem contato físico – não produziam a mesma quantidade de oxitocina quando tocados por suas mães adotivas nos Estados Unidos, quanto a produzida por crianças bem cuidadas. Ele suspeita que essa deficiência pode explicar porque essas crianças apresentam mais tarde problemas de relacionamentos em suas vidas.

Estudos feitos com animais mostam que o contato físico íntimo entre os bichos, seus parceiros e parentes próximos pode liberar o hormônio. A fêmea dedicada e monógama do rato-da-pradaria – que forma um casal para toda a vida – tende mais a trair seu parceiro com estranhos quando lhe é injetada uma substância bloqueadora da oxitocina.

O último estudo de Pollak na Universidade de Wisconsin em Madison explorou o papel das palavras no estabelecimento de laços saudáveis entre mães e filhas.

“Nós estamos fazendo uma pergunta sobre evolução”, diz Pollak, cuja pesquisa foi publicada em Proceedings of the Royal Society
B
. “É possível que a evolução de nossa linguagem tenha relação com a oxitocina?”

Ele causou estresse em 61 garotas com idades de 7 a 12 anos, fazendo-as falar perante uma audiência e resolver problemas de matemática diante de uma banca examinadora. Depois desse suplício, algumas garotas recebiam um abraço de suas mães, enquanto outras recebiam uma chamada telefônica. As amostras de urina de ambos os grupos de meninas mostrou uma queda generaizada nos níveis e hormônios do estresse e um aumento de oxitocina. 

Um outro grupo de meninas que passou a tarde vendo um filme infantil, por outro lado, não mostrou qualquer mudança nos níveis hormonais quando contatadas pelas mães.

Acredita-se que a oxitocina aja sobre o sistema nervoso parassimpático, enviando uma sensação de segurança que acalma o estresse – embora ainda não se compreenda inteiramente quais partes do cérebro e do corpo sejam os alvos da oxitocina.

“Há cerca de 10 anos atrás, o slogan da AT&T era ‘procure e toque alguém'”, lembra Pollak. “Acontece que, quando alguém que nos é próximo nos chama, em termos neuro-biológicos isso tem o mesmo efeito de um abraço”.

Se a voz da mamãe tem o mesmo efeito sobre seu filhos machos, ou se a voz do papai faz o mesmo por suas crias, ainda não se sabe porque machos e fêmeas respondem de modo diferente ao hormônio.

Scott Young, que estuda a oxitocina no Instituto Nacional de Saúde Mental em Bethesda, Maryland, diz que os resultados são coerentes com os obtidos em estudos anteriores, mas alerta que este é apenas o primeiro estudo a relacionar a liberação de oxitocina pela voz. 

“Todo este campo é muito recente, toda essa coisa relacionada com o comportamento social”, diz Young. “Seria bom ter alguns outros estudos que confirmem as experiências realizadas”.


Nota do Tradutor: entendeu agora, amigo, por que sua mulher adora tanto aquela insuportável da sua sogra?…

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