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A natureza de algo nunca é parece o que ser.
É mais. Ou menos. Mas exactamente aquilo que parece ser, é raro.
Uma gota de água. Cristalina. Fresca.
Ainda assim, e apoiando o senso comum de um qualquer agricultor ou mero jardineiro de fim-de-semana, o refrescante efeito da rega durante as horas de maior calor pode não ser o desejado.
Mais.
As gotas de água que caem sobre a folhagem poderão provocar queimaduras nos tecidos vegetais.
Cada gota irá funcionar como uma lente ampliando o efeito energético sobre as folhas da vegetação conduzindo assim ao efeito contrário do que se pretenderia.
Referência:
Ádám Egri, Ákos Horváth, György Kriska and Gábor Horváth. Optics of sunlit water drops on leaves: conditions under which sunburn is possible. New Phytologist. (2009) doi: 10.1111/j.1469-8137.2009.03150.x
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Abstract
"It is a widespread belief that plants must not be watered in the midday sunshine, because water drops adhering to leaves can cause leaf burn as a result of the intense focused sunlight. The problem of light focusing by water drops on plants has never been thoroughly investigated.
Here, we conducted both computational and experimental studies of this phyto-optical phenomenon in order to clarify the specific environmental conditions under which sunlit water drops can cause leaf burn.
We found that a spheroid drop at solar elevation angle θ ≈ 23°, corresponding to early morning or late afternoon, produces a maximum intensity of focused sunlight on the leaf outside the drop's imprint. Our experiments demonstrated that sunlit glass spheres placed on horizontal smooth Acer platanoides (maple) leaves can cause serious leaf burn on sunny summer days.
By contrast, sunlit water drops, ranging from spheroid to flat lens-shaped, on horizontal hairless leaves of Ginkgo biloba and Acer platanoides did not cause burn damage. However, we showed that highly refractive spheroid water drops held 'in focus' by hydrophobic wax hairs on leaves of Salvinia natans (floating fern) can indeed cause sunburn because of the extremely high light intensity in the focal regions, and the loss of water cooling as a result of the lack of intimate contact between drops and the leaf tissue."
Imagens:
Luís Azevedo Rodrigues
(com Nokia N73)
e do artigo

Paleontólogo (PhD); Divulgador de Ciência
Paleontologist (PhD); Science blogger / writer
Integrou a equipa do Museu Nacional de História Natural/ Universidade de Lisboa (2000-2008).
O seu campo de investigação é a Evolução, análise morfológica (Morfometria Geométrica e Análise de Dados Composicionais) e locomoção. Efectuou trabalhos de escavação na Patagónia argentina (2004 e 2005) e Espanha, bem como de estudo dos dinossáurios de diversas colecções de Museus de História Natural – EUA, China, Argentina, Inglaterra, França e Alemanha, onde estudou e digitalizou em 3D daqueles animais. As técnicas de análise morfológica 3D que utiliza integraram-no igualmente em equipas científicas de Motricidade Humana. Da sua investigação faz parte também o estudo das pegadas de dinossáurio.
Publica, desde 2004, artigos de divulgação científica em diversos jornais, bem como no seu blog - Ciência Ao Natural, blog convidado do jornal Público - e recebeu em 2007 o Prémio Super Blog Awards para o melhor blog em Educação e Ciência.
Política, Arte e tudo o que é humano não será estranho no blog.
