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Nada se olvida

“>Nada se olvida

todo se guarda en paquetitos de memoria

todo es historia

lo que recuerdas y lo que tienes oculto.

Luciana Carlevaro, o nome oculto por detrás da cantora, sediada em Barcelona mas porteña, Nubla.
A ver se não me esqueço do que diz…e já agora dela também.

Fonte – descobri-a na campanha Try life in another language do Channel4.com.

Para ouvir estes belos olhos – aqui.

Fim Ciclo VIII


Museu da Universidade de Chengdu, Chengdu, China, 2006 – Mamenchisaurus hochuanensis


Museu de História Natural, Viena, Áustria, 2006


Le Musée des Dinosaures d’Espéraza
, França, 2001

Fim Ciclo VII

Cafe Ambrosia – o local habitual para repor os níveis de cafeína típicos de um português; muito perto da Universidade do Michigan – Ann Arbor, Michigan, 2005

 

 

 

 

 

 

Mamífero e Doutora Vanda Santos… 2003

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mamífero e Doutora Vanda Santos, Vale de Meios, 2004

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

University of Michigan, Ann Arbor, Michigan, 2005

 

 

 

 

 

 

Imagens:

De Luís Azevedo Rodrigues excepto a terceira, de Luís Quinta

Fim ciclo VI


Réplica da pista de Paluxy River existente American Museum of Natural History, Nova Iorque, 2003
Notas:
1) não, não ultrapassei a barreira para me colocar para a foto. Estava no AMNH a trabalhar.
2) observar as pistas de terópode e saurópode. A de terópode são as tridáctilas, ou seja, com marcas de três. As de saurópode permitiram a atribuição a Brontopodus birdi, que não é um dinossáurio mas a designação científica para pegadas de saurópode com esta forma.


American Museum of Natural History, Nova Iorque, 2002


Guanacos na província de Santa Cruz, Patagónia argentina, 2004

FIM DE CICLOV

Em relação às três últimas imagens, gostaria de informar que, durante a estadia no Museu de Zigong, tinha que interromper o trabalho frequentemente porque os jovens chineses me pediam para tirar fotografias junto a eles…

Carnegie Museum of Natural History, Pittsburgh, EUA, 2005

Carnegie Museum of Natural History, Pittsburgh, EUA, 2005

Zigong Dinosaur Museum, Zigong, China, 2006

Zigong Dinosaur Museum, Zigong, China, 2006

FIM DE CICLOIV


Palestra sobre dinossáurios, Lisboa, 2007


Museu de História Natural, Marraquexe, 2006 – com Jeffrey Wilson


Zigong Dinosaur Museum, Zigong, China, 2006

Imagens -Luís Azevedo Rodrigues

FIM DE CICLOIII


foto de jornal chinês, 2006

IVPP, Pequim, 2006 – trabalho em ninho de Psittacosaurus


recolha de lixo, Pequim, 2006

Imagens – Luís Azevedo Rodrigues

Fim de Ciclo II

Imagens – Luís Azevedo Rodrigues
Enciso, La Rioja, Espanha, 2001

Na China – I

A “história” chinesa foi bastante complicada – ver post com outra das histórias.

O contacto inicial foi feito com Xu Xing do IVPP. Ele é responsável por mais 20 espécies novas de dinossáurios e publicou mais de 10 artigos na Nature.
Para além de me receber, propôs-me também iniciar trabalho de análise morfológica 3D de crâneos de Psittacosaurus, em conjunto com um aluno seu de doutoramento (foto).

Durante a primeira semana de estadia em Pequim, Dong Zhi-ming, um dos “pais” da Paleontologia de dinossáurios na China, encontrava-se em Pequim de visita. Falei com ele, contei-lhe o meu projecto e ele convidou-me para, passados 4 dias, nos encontrarmos no sul da China, em Lufeng. Comecei logo a tratar das coisas (arranjar avião pois Lufeng, na província de Yunnan, fica próximo da fronteira com o Vietname e do Laos) e a improvisar os meus planos iniciais.
Passados esses dias aterrava em Kunming onde tinha colaboradores de Dong Zhi-ming à minha espera, para uma viagem de carro de cerca de duas horas até Lufeng.
Estive cerca de uma semana trabalhando sobretudo em prossaurópodes, o mais famoso dos quais é o Lufengosaurus (do nome da cidade), mas também em diversos saurópodes, alguns dos quais ainda não descritos.
Fiz também prospecção no campo em conjunto com Dong Zhi-ming nas famosas jazidas do Triásico desta região.
Este investigador ficou tão impressionado com o meu trabalho que me propôs que regressasse para descrever novos materiais (provavelmente novas espécies, das centenas de ossos que eles têm em preparação), mas essa história fica para mais tarde…

Em Lufeng fui brindado com os manjares entomológicos que os meus colegas me tinham reservado – sou extremamente alérgico à picada de abelhas e vespas e quando me puseram à frente um prato de larvas e vespas adultas ia caindo para o lado!
Neste jantar, para além de Dong Zhi-ming e colaboradores, estavam também quatro colegas da Mongólia Interior, conhecidos, entre outras atributos, por serem resistentes aos efeitos do álcool. Para os chineses, quem aguenta bem a bebida é porque é bom líder, disseram-me.
Para além de convidado, era estrangeiro, e nisso os chineses são muito formais, de maneira que de 5 em 5 minutos levantava-se um chinês, fazia-me um brinde e bebíamos ambos um trago de aguardente de arroz. Como eles eram dez e eu o único convidado, tive que efectuar vários brindes com aguardente…
Dong Zhi-ming contou-me, no dia seguinte, que os colegas mongóis tinham ficado impressionados comigo porque nunca abandonei as boas maneiras nem alterei o tom de voz, e isso para eles é sinal de força interior. Não sei se é ou não, o certo é que nesse dia tinha uma certa dor de cabeça!

Lufeng é uma cidade muito pequena, mesmo para os standards chineses, semi-rural e onde quase nunca vão estrangeiros – é impressionante como estavam sempre a olhar para mim quando andava na rua…!
Recordo-me de sair um dia à noite e num restaurante (o mais próximo que se pode dizer daquele espaço…) onde entrei para me aventurar nas surpresas gastronómicas, estar vazio. Passada meia-hora, já quase não haviam mesas para chineses que apenas tinham dois objectivos: beber chá e mirar o ocidental que pensava em dinossáurios saurópodes, enquanto tentava adivinhar o que lhe tinham colocado no prato!

Foi também em Lufeng que ao sair de um riquexó motorizado (basicamente uma moto com uma cobertura atrás – foto) me deixaram à porta de uma pensão que não era a minha. Era de noite, não tinha o nome do sítio onde estava nem tão pouco sabia minimamente onde me encontrava. Para além de não esperar que alguém soubesse falar inglês, e o meu ultra-básico mandarim não dar para me safar daquela situação, foram uns minutos de completa impotência. Senti-me ao mesmo tempo como uma criança perdida no supermercado e como um adulto imbecil. Depois de ter recuperado a calma abordei o condutor do riquexó com as palavras “Kong long, kong long!” que significam “dinossáurio, dinossáurio”, uma das poucas que sei em mandarim.
Após o ter repetido várias vezes e o chinês ter recuperado das gargalhadas iniciais, lá deduziu que eu queria que ele me conduzisse ao Museu dos Dinossáurios.
É que a partir do Museu sabia eu o caminho!
Terminei a noite, com a cabeça de fora da caixa motorizada a gesticular “esquerdas e direitas” até ao meu hotel no sul da China.
Já andei por grande parte do mundo e nunca me tinha sentido tão “perdido” como naqueles cinco minutos…

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