Os Paquidermes do Rei D. Manuel I
Informação recebida da Fundação Calouste Gulbenkian relativa à exposição 360º Ciência Descoberta
“Os Paquidermes do Rei D. Manuel I. Elefantes E Outra Exótica na Menagerie da Corte Portuguesa
13 março | Annemarie Jordan, Centro de História de Além-Mar, Lisboa
Os encontros com novos mundos na Ásia, África e nas Américas proporcionaram à Corte portuguesa uma oportunidade única para obter animais selvagens desconhecidos. O comércio e as relações comerciais trouxeram essas novidades para a Europa, abrindo mercados globais que os colecionadores reais portugueses exploraram com o apoio de comerciantes e agentes. Quanto mais exótico fosse o animal mais era valorizado. Os animais domésticos exóticos davam cor à vida quotidiana, às festas e entretenimentos, desempenhando um papel essencial na criação de coleções reais ao longo do século dezasseis. As coleções de animais ferozes em jaulas tornaram-se no prolongamento ao ar-livre das Kunstkammer (Gabinetes de Curiosidades) e o colecionar animais europeus, africanos e asiáticos refletia, de forma microcósmica, as coleções de raridades no interior, exibidos em jardins sumptuosos, também eles plantados com árvores e flores ornamentais importadas. Os colecionadores reais na Renascença dedicavam-se a uma cultura de coleções de animais ferozes em jaulas e de jardins, de acordo com a qual animais e plantas, símbolos do poder e prestígio de um proprietário, eram reunidos e plantados para deslumbrar e assombrar.
ANNEMARIE JORDAN GSCHWEND
A Research Scholar with the Centro de História de Além-Mar (CHAM) in Lisbon and Switzerland since 2010, she obtained her Ph.D in 1994 from Brown University, writing a dissertation on the court, household and collection of Catherine of Austria, queen of Portugal (1507-1578). Her areas of specialization include patronage, collecting, menageries and Kunstkammmers at the Renaissance courts in Austria, the Netherlands, Spain and Portugal. In recent years, this research has focused on the court culture, patronage and collections of Habsburg women: in particular the sisters, wives and aunts of the rulers: Philip II of Spain, and the Emperors Charles V and Maximilian II. A further specialization of hers focuses on the cultural and artistic transfer between Africa, Asia, Brazil and the Renaissance Habsburg courts.
She is author of numerous publications (articles, exhibition catalogue essays and contributions in books), including her own books: Retrato de Corte em Portugal. O legado de António Moro (1552-1572), (Lisbon, 1994), The Story of Süleyman. Celebrity Elephants and other Exotica in Renaissance Portugal (Zurich, 2012), and a recent biography on the Portuguese queen, Catherine of Austria: Catarina de Áustria. A rainha colecionadora, (Lisbon, 2012). She wrote several entries on Portuguese royal patrons and patronage for the Macmillan Dictionary of Art (London, 1996), and contributed two lengthy essays on the queens Leonor and Catherine of Austria for the Getty Foundation project: The Emperor Charles V and the Inventories of the Imperial Family, directed by Fernando Checa Cremades, published in 3 volumes (Madrid, 2010).
Dr Jordan was recently decorated by the Portuguese government with the Order of Henry the Navigator for guest curating the international exhibition: Ivories of Ceylon. Luxury Goods of the Renaissance, which venued in 2011 at the Museum Rietberg in Zurich. This was the first exhibit ever on Portugal during the Age of Discovery to be shown in Switzerland.
Since 2008, she has been Project Director and Coordinator of a 5 year research project funded by the J. Paul Getty Foundation in Los Angeles on the life and career of the Austrian Imperial Ambassador in Spain, Hans Khevenhüller. The publication of Statesman, Art Agent and Connoisseur: Hans Khevenhüller, Imperial Ambassador at the Court of Philip II of Spain is expected in 2013-2014.”
Podcast Ciência Viva À Conversa | 24 Jan – 14 Fev
Os quatro mais recentes podcasts do Ciência Viva À Conversa – duas conversas; uma sobre a alfarroba e a produção de energia; a outra, sobre a Ciência e a Instrução no Algarve dos séculos XVIII e XIX.
Maria Emília Costa, professora da Universidade do Algarve e líder do projecto Alfaetílico, no laboratório onde a sua equipa investiga.
Patrícia de Jesus Palma, investigadora da Universidade Nova de Lisboa, na palestra que deu no Centro Ciência Viva de Lagos.
Fotos: Luís Azevedo Rodrigues
Ciência Viva À Conversa – rádio e podcast
O programa de rádio na RUA (Rádio Universitária do Algarve) e podcasts que escrevo e apresento para os Centros Ciência Viva no Algarve.
O jornal Sul Informação também tem este programa disponível na sua página.
Os primeiros onze programas e respectivos links:
19 abril | Répteis e Anfíbios, Vasco Cruz (CIBIO/U.Porto)
Sabia que existem em Portugal 45 espécies de répteis e anfíbios? E que pelo menos duas delas são venenosas?
Estes e outros detalhes da herpetologia em Portugal são explicados por Vasco Cruz do CIBIO da Universidade do Porto.
Este investigador explica a sua atividade de divulgação e conservação ambiental em répteis e anfíbios.
12 abril | Delminda Moura, geóloga da U.Alg. (2ª parte)
5 abril | Delminda Moura, geóloga da Universidade do Algarve
22 março | Educação + Financeira, Universidade de Aveiro
15 março | Associação ambiental A Rocha Parte II
8 março | Associação ambiental A Rocha
1 março | Ester Serrão e o seu grupo do CCMAR
23 Fev | O ser vivo mais antigo apresentado por Ester Serrão
16 Fev | Libélulas e Libelinhas
Agradecimentos:
Ao Pedro Duarte, director de antena da RUA pela paciência que tem comigo na edição de som…
Dinossauros no Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho
Não tenho tido muito tempo para escrever mas ainda arranjei algum para ir ao Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho.
É na próxima 4ª feira dia 4 de abril em Coimbra.
Apareçam que eu prometo contar mais uma história paleontológica por cada golo que o Benfica marcar…
“Dinossauros: Novas Técnicas, Velhos Mitos“, com o Paleontólogo Luís Azevedo Rodrigues.
RESUMO
A primeira parte desta palestra abordará sobretudo questões científicas da Paleobiologia de Dinossauros, com particular atenção às técnicas mais recentes de investigação nesta área do conhecimento.
A segunda parte lidará com o papel dos dinossauros na Cultura Pop, em campos tão distintos como o cinema, a música ou a mitologia.
Entrada Livre
Público-Alvo: Todos os interessados na matéria”
(Não complicar) Ciência
Um exemplo de simplicidade na divulgação de ciência: pequenas coisas; bons exemplos.
Não é preciso complicar.
E sim, sou suspeito. É de um colega paleontólogo…
Ciência Viva À Conversa
Neste primeiro podcast, o convidado foi Carlos Fiolhais que falou de Ciência e divulgação científica.
“Um programa de divulgação e promoção da Ciência e Tecnologia numa parceria entre os Centros Ciência Viva do Algarve e a Rádio Universitária do Algarve.
Conhece a atividade dos Centros Ciência Viva do Algarve, locais que fazem a ponte entre os cientistas e o grande público.
Todas as semanas falaremos com alguém que faz e promove investigação científica e tecnológica e também ficaremos a saber o que de novo há na investigação científica.
Quintas – 08:15, 12:15, 15:15
Autor: Luís Azevedo Rodrigues”
Continua a luta Vasco
Há quase três anos, numa das várias visitas que orientei às pegadas de dinossauro da Salema, tive a alegria de conhecer o Vasco.
Na altura, dediquei-lhe o post “Força, Força, Companheiro Vasco” no qual relatei o seu empenho em ser um paleontólogo – leiam o relato da sua discussão com uma enfermeira quando tinha quatro anos…
A centelha de ânimo para a Ciência estava lá e o Vasco foi para mim mais do que inspirador.
Há dias, pelo Facebook, recebi da sua mãe mais três presentes: duas imagens e notícias do Vasco.
O desejo em ser paleontólogo continua lá – vejam o rigor com que reproduz ilustrações científicas.
Estas novidades alegram o dia e fazem-me acreditar num futuro melhor, de quem aspira e luta por um sonho desde tenra idade.
Obrigado à mãe.
E, sobretudo, muito obrigado ao Vasco.
Do Museu ao Convento – passeio comentado
«Do Museu ao Convento» | Passeio comentado
Venha fazer uma visita ao Património Histórico de Tavira, (re)visto pelos olhos de uma Historiadora de Arte e de um Paleontólogo | 21 de Janeiro, 15h

Cartaz do passeio comentado "Do Museu Ao Convento" uma parceria entre o Centro Ciência Viva de Tavira e o Museu Municipal de Tavira.
Ciência Pop
(Este é o primeiro texto da colaboração com o jornal “Sul Informação”, novo diário da região sul. O texto foi publicado aqui)
A palavra dinossauro é vastamente utilizada no discurso informal, e quase sempre com sentido pejorativo. Basta apenas um pouco de observação para identificar outros conceitos científicos presentes na cultura popular.
A Teoria da Relatividade Geral, bem como as recentes novas quanto à velocidade da luz ter sido ultrapassada pelos neutrinos, fascinam-nos a todos. As implicações de algo conseguir ultrapassar a velocidade da luz são enormes em termos de imaginário: a capacidade de fintar a barreira do tempo, viajarmos através dele como se fosse uma auto-estrada, torna-nos aparentemente livres.
Filmes como “Regresso ao Futuro” ou mesmo “A Guerra das Estrelas”, materializam essa alteração do real, libertando o ser humano das amarras do Tempo. O ultrapassar das leis da Física contribui assim para que as condicionantes sociais, económicas e até éticas, possam ser ultrapassadas tudo assente na capacidade de se viajar mais rápido que a luz. O ultrapassar dessa fronteira faz-nos não só donos do tempo, mas oferece-nos igualmente a possibilidade de recriarmos o nosso presente – aquilo que fizermos na viagem ao passado obviamente influirá no presente. Quantos de nós não desejámos alguma vez modificamos algo no nosso passado?
“Para baixo todos os Santos ajudam”, diz o povo. Este dito popular não revela o carácter altruísta dos objectos da Hagiologia, antes é uma conhecida redundância de que a Gravidade existe, existiu e existirá, originando que o esforço envolvido em subir seja completamente distinto do de descer. O Mito de Sísifo não existiria se a força gravítica não se exercesse sobre este filho de Éolo. Sísifo, condenado a empurrar uma pedra encosta acima, vê-la-ia regressar à base, sobre a acção da gravidade, vez após vez, numa condenação eterna.
A mitologia revela-nos que a astúcia de Sísifo, que enganou a Morte por duas vezes, não foi capaz de vencer a Física. Que me desculpem Albert Camus, bem como todos aqueles que cuidam a condição humana como sendo desprovidas de sentido: não é a labuta diária que empurra a pedra pela encosta baixo, antes é a Gravidade a ser mais forte que Sísifo.
Ser verdadeiro não implica qualquer indicação da matéria física de que somos feitos. Ainda assim, a cultura popular associa a Física e a Ética. “A verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima”, sempre ouvimos dizer. As distintas densidades (a massa a dividir pelo seu volume) da água e do azeite, que originam a sua imiscibilidade, são remetidas para uma moral de comportamento: azeite e verdade são duas realidades que acabarão por flutuar: o azeite, pela sua menor densidade relativamente à água; a verdade, sabe-se lá por que caminhos, espero que venha sempre à tona dos dias e dos acontecimentos.
Esta correcta sabedoria é mais acertada na sua componente física uma vez que na vertente moral a sua eficácia revela graves lacunas. Pelo menos no que vou observando nos dias que correm.
Outros exemplos existem da relação sabedoria popular vs. Ciência, mas a tarde está soalheira…
Referência:






