O telescópio Hubble precisa de reparos

Consertar um telescópio espacial não é moleza. A gente vê essas fotos de astronautas flutuando no espaço, mas para mim a impressão sempre foi de que o pior mesmo é chegar lá.

Não é nada disso. Já imaginou ter que desaparafusar alguns daqueles inúmeros parafusos usando essas luvas espaciais? Sem deixar que nenhum literalmente vá para o espaço ou – pior – caia para dentro do aparelho, o que o danificaria para sempre? Meu vídeo-podcast favorito, o Nova Science Now, mostrou como é difícil no programa “Saving Hubble”. Vale a pena ver, para quem se entende com inglês.

Em órbita desde 1990, o Hubble não é um eletrodoméstico descartável. Segundo a Wikipedia, mais de 4 mil artigos científicos foram publicados com base nos dados fornecidos pelo telescópio. “Há 20 anos, antes do Hubble, não sabíamos o tamanho do Universo, nem sua idade; agora sabemos”, diz no vídeo Matt Mountain, do Space Telescope Science Institute. “Não sabíamos se buracos negros existiam, agora sabemos que estão por todo lado.”

O centro que controla as atividades do Hubble tem modelos em tamanho natural para planejar missões de reparo. E para se aproximar das condições de trabalho sem gravidade, astronautas treinam debaixo d’água. Ali, pelo menos, terão uma segunda chance quando tudo dá errado. E uma terceira, uma quarta – até que descubram como cumprir a missão. Antes disso, a missão de manutenção não se concretizará. O risco de morrer é de um em 70, diz Mountain.


A foto é do site do Hubble.

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