Concurso de monografias sobre lixo marinho
Se você termina a graduação em 2009 e vai fazer uma monografia de fim de curso, pense em abordar o lixo marinho. É um tema que à primeira vista pode não atrair, mas que tem espaço para muito trabalho interessante. E importante.
Uma das iniciativas é do oceanógrafo Charles Moore, que monitora o lixo que bóia pelos mares e encontrou no oceano Pacífico uma mancha de lixo que tem duas vezes o tamanho do estado do Texas. O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer usa o movimento de lixo pelos mares – como um carregamento de patinhos de borracha – para estudar as correntes oceânicas.
No nosso litoral, já mencionei aqui um estudo sobre o lixo em praias baianas com a participação da Global Garbage, que fez a campanha ao lado. O assunto também chegou à capa da Ciência Hoje de março.
Foi o fotógrafo Fabiano Barreto, da Global Garbage, que me avisou sobre o “concurso para escolha de melhor monografia de conclusão de curso relacionada ao tema lixo marinho” (mais informações aqui).
A ideia é incentivar jovens pesquisadores a darem atenção ao tema, tanto em áreas onde isso já seria mais esperado, como biologia e oceanografia, como em cursos onde o tema não costuma aparecer: economia, turismo, arquitetura e urbanismo, comunicação, engenharia ambiental, educação artística ou direito, entre outros.
O melhor trabalho receberá um prêmio de R$ 10.000. O prazo para submissão da monografia pronta é 31 de janeiro de 2010.



Uma jornalista de ciência que desistiu de ser bióloga porque a curiosidade não cabe num assunto só e... um biólogo evoluindo para estados ainda indeterminados.
Discussão - 8 comentários
Maria, eu sempre tive problemas com essa mancha de lixo maior que o Texas. Se fosse verdade mesmo, não seria de se esperar que houvessem várias fotos (incluindo de satélite) e vídeo do dito?
Texas é um lugar grande.
pois é… eu fico curiosa. segundo o ebbesmeyer, essas manchas não são como ilhas em que dá para caminhar. também fiquei curiosa para saber como são. será que dá para ver no google earth? teria que saber direitinho onde é. você já tentou?
Já sim. Ajustei o zoom para deixar o Texas mais ou menos do tamanho dum cartão de crédito e rumei para o pacífico, onde o Greenpeace diz que a mancha está (http://reusablebags.typepad.com/photos/uncategorized/2008/08/06/greenpeace_trash_vortex.jpg) e não vi mancha alguma, pelo menos não de tamanho considerável (apenas pequenos pontos de cor diferente que podem ser explicados pelo método de múltiplas fotos em dias diferentes que o Google usa).
fiquei curiosa, vou procurar. será que é tudo papo???
Só para deixar claro, eu não duvido que exista muito lixo nos oceanos, flutuando, afundado e nas barrigas do animais, mas o que não existe (ou pelo menos ainda não existem evidênciam de) são ilhas flutuantes de lixo do tamanho de um país pequeno.
Ano passado eu li (acho que na Nature, não lembro) um estudo sugerindo que uma boa porcentagem (novamente, não lembro exatamente quanto) do material constituinte das praias do mundo era plástico moído, misturado à areia.
pelo que entendo, não são ilhas de fato. são mais regiões do oceano onde as correntes fazem com que o lixo se congregue. como numa curva de rio em que montes de gravetos e outras coisas flutuantes parecem ficar entalados.
você chegou a ver uma série de reportagens do LA Times que ganhou um Pulitzer em 2007? vale a pena: http://scienceblogs.com.br/cienciaeideias/2007/11/oceanos-alterados.php
faço quimica sei que o lixo é e será sempre um problema para a humanidade e se o lixo foi criado aparti da evolução da quimica então a quimica vai ter que encontrar uma solução; já começamos a reciclar o importante é concientizar toda humanidade da emergência. li na revista epoca uma reportagem sobre oe lixões marinhos que parece grandes ilhas e tudo isso é verdade basta busca a grande solução.
nelson, para isso que esse pessoal promove esse concurso de monografias: para estimular mais pessoas a buscar soluções