Vulcões de perto

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Quer visitar um vulcão e ter certeza de que ele não vai entrar em erupção e lançar um rio de lava em cima de você? A vulcanóloga e astrônoma Rosaly Lopes propõe algo melhor: visitar um vulcão em erupção. Sem se machucar.

Nunca tinha me ocorrido a possibilidade até conversar com ela para uma matéria que fiz para a edição de junho da Pesquisa. É exatamente o que ela mostra no livro Turismo de aventura em vulcões, publicado no ano passado pela Oficina de textos. O guia mostra vulcões do mundo todo, descreve tipos de erupção e explica como saber se é seguro aproximar-se.

Para a astrônoma carioca que agora é pesquisadora da NASA, nada é mais emocionante do que sentir o chão tremer, a cratera rugir e farejar o enxofre da lava que começa a escorrer. Ou melhor, quase nada é tão emocionante.

A outra paixão dela são viagens espaciais – só não perseguiu o sonho infantil de virar astronauta porque é míope demais, contou. Foi sobre o encontro entre essas duas paixões que escrevi: ela tem estudado vulcões extraterrestres, sobretudo em Titã e Io – luas de Saturno e Júpiter, respectivamente. Para saber mais, veja aqui.

Vulcões são grandiosos, são impressionantes, assustadores. Uma montanha que cospe cinzas e lava e pode soterrar uma cidade, calcinar uma floresta. Mas é também fonte de vida, conforme se descobriu recentemente. Um estudo recente publicado na revista Astrophysical Journal Letters por pesquisadores da Universidade de Washington mostrou que é preciso a quantidade certa de atividade vulcânica para permitir vida num planeta – veja mais aqui (em inglês). O estudo saiu depois da minha conversa com a Rosaly, não tive a chance de perguntar o que ela acha de incluir informações vulcânicas nas buscas de planetas com potencial de abrigar vida.

Uma carioca que foi para a Inglaterra aos 17 anos porque no Brasil não teria chances de alçar o voo que pretendia, Rosaly tem algo de vulcão. Também no sentido de dar vida. Em meio ao atarefado dia-a-dia do Laboratório de Propulsão a Jato da agência espacial norte-americana, ela encontra jeito de dar palestras (ao vivo e por teleconferência) para alunos do sertão nordestino. São os integrantes do projeto de Marcos Luna, que deu o nome da pesquisadora à base de lançamento de foguetes experimentais que montou em Bezerros, no interior pernambucano, para ensinar engenharia, propulsão e geologia a estudantes do ensino médio.

E tem tempo para jornalistas também. Devolveu em poucas horas a matéria que mandei para ela conferir e avisou: se eu precisasse encontrá-la nos dias seguintes que ligasse para o celular, porque ela estaria à beira da cratera do vulcão Kilauea, no Havaí, gravando um documentário para a National Geographic.

As fotos são do site da Rosaly. Acima, chafariz de lava por Scott Rowland. Abaixo, Rosaly Lopes no monte Yasur, em Vanuatu (foto de Ralph B. White).

Rosaly_on_Yasur.jpg

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Discussão - 1 comentário

  1. Holly Wallis disse:

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