Poesia- Fabrício Corsaletti
estou feliz e orgulhosa (e um pouco intimidada) de
entrar no blogue. propus, e maria e joão aceitaram, animar um espaço com poesia.
publicar, com periodicidade aleatória, poemas de qualquer tipo e época,
publicados em livro ou não, escritos em português ou traduzidos, com um único
ponto em comum: o fato de que gosto deles. ou seja: razão suficiente para eu
achar que é muito atrevimento da minha parte. por outro lado, penso que a
contrapartida de minha posição de manda-chuva é o fato de que pelo menos os
leitores podem reclamar de minhas escolhas – coisa que não têm como fazer
quando leem um livro.
entrar no blogue. propus, e maria e joão aceitaram, animar um espaço com poesia.
publicar, com periodicidade aleatória, poemas de qualquer tipo e época,
publicados em livro ou não, escritos em português ou traduzidos, com um único
ponto em comum: o fato de que gosto deles. ou seja: razão suficiente para eu
achar que é muito atrevimento da minha parte. por outro lado, penso que a
contrapartida de minha posição de manda-chuva é o fato de que pelo menos os
leitores podem reclamar de minhas escolhas – coisa que não têm como fazer
quando leem um livro.
hoje, para inaugurar este espaço, escolhi um poema
ainda não publicado do fabrício corsaletti, jovem poeta de anastácio, de um
livro que sairá no ano que vem. tive o privilégio de ler o livro desde já, e não
sei dizer quanto gostei. talvez nem convenha. deixa o poema falar por si. está
num livro chamado esquimó.
ainda não publicado do fabrício corsaletti, jovem poeta de anastácio, de um
livro que sairá no ano que vem. tive o privilégio de ler o livro desde já, e não
sei dizer quanto gostei. talvez nem convenha. deixa o poema falar por si. está
num livro chamado esquimó.
O QUE EU QUERO DE VOCÊ
não quero voltar para casa
no seu abraço
não busco o que perdi
nunca pensei fazê-la cúmplice
da minha solidão
nem me passou pela cabeça
jogar sujo
com você —
você é o vento quente
que me acompanha
o enigma que não precisa ser decifrado
–
–
de você eu quero apenas
um filhote de lobo
um filhote de lobo
para morder minha mão direita
quando eu estiver no escuro
depois que o amor acabar



Uma jornalista de ciência que desistiu de ser bióloga porque a curiosidade não cabe num assunto só e... um biólogo evoluindo para estados ainda indeterminados.
Discussão - 9 comentários
Olá Heloisa,
eu apoio a idéia!
também gosto de poemas.
será uma alegria conhecer seus preferidos. ; )
( )’s.
C.
PS. passei um e-mail para o seu contato.
Putz, que luxo!!! Pode mandar poesia e literatura aí que estamos precisados, hehe. Seja bem-vinda, Heloísa.
Outro que gosta de poesia e apoia a idéia ^^
estou adorando isto. já sei que voltarei periodicamente para reler o poema. já fiz isso algumas vezes hoje. e fico à espera do esquimó, que luxo ter uma palhinha de livro por vir.
heloijinha! que bom ler suas palavras. saudades imensas. adorei o poema. e’ como se fosse um retrato de um alter ego que todo mundo possui em algum canto de si. aquele que e’ solitario e nem sabe que quer companhia, que nao quer voltar mas que quer, no final de tudo, um filhote de lobo!
curti muito! oba!!!! quero mais!!!!!!!!
Helo, seja muitíssimo bemvinda, para nos ir completando com a sua poesia.
pobrinho, destituido de qualquer apuro estetico. nao entendo como ainda publicam tanto arremedo poetico.
ps- estou sem acentos.
acorda alice! vai estudar e entender poesia verdadeira, feita por artistas essenciais (para a alma), vai ler villon, pessoa, rimbaud, joão cabral, um pouco de shakespeare, milton, goethe — e depois leia de novo o que vc “diz” que gosta, vai! tadinha…
Cara Heloisa Jahn.Estou escrevendo uma dissertação de mestrado na área de tradução e o meu objeto de estudo é a tradução do livro 1984 feita por você e por Alexandre Hubner.Gostaria muito de marcar uma entrevista com você para complementar o meu trabalho.É possível?
Aguardo a sua resposta.
Obrigada,
Sandra