Publicado
3 de set de 2009

São Paulo anda cheia dessas explosões vermelhas que, em conjunto, parecem um céu em miniatura repleto de fogos de artifício. É que as pequenas árvores (3 a 5 metros de altura) conhecidas como mulungu-do-litoral, eritrina-candelabro ou corticeira (
Erythrina speciosa), no inverno perdem as grandes folhas em forma de losango e se vestem de flores.
São conjuntos de flores compridas, formato típico de plantas polinizadas por beija-flores – com o bico longo eles conseguem alcançar o néctar lá no fundo da flor, e acabam carregando um pouco de pólen à parada seguinte.
As flores da eritrina-candelabro também fazem a festa de periquitos. Uma vez eu vi um bando deles pousados numa eritrina, arrancando flor por flor. Imagino que arrancar a flor pela base dê acesso direto ao caldo adocicado que ela abriga. O chão rapidamente ficou revestido de vermelho.
São plantas típicas da Mata Atlântica, da família das leguminosas (Fabaceae).

A árvore ao lado, eu acho que é uma corticeira-do-seco,
Erythrina falcata. Alguém pode confirmar? Esta foto eu tirei do carro em movimento (daí a falta de nivelamento), pelo quilômetro 27 da rodovia Bandeirantes, quase chegando em São Paulo.
Atualizo: consultei alguém mais entendido que eu, e o palpite dele é Erythrina poeppigiana. Para saber com certeza, só chegando mais perto da árvore.
Já faz uns meses que ela está florida e parece um milagre da natureza junto à aridez da estrada. Debaixo dela sempre tem um homem, não sei se todos os dias o mesmo. Suponho que seja um chapa, profissão maravilhosamente descrita na
revista piauí uns tempos atrás.
Não terei sossego enquanto não souber por certo que árvore é essa!
Discussão - 12 comentários
Maria,
Também me lembro com saudade do toque de vida proporcionado pelas eritrinas em meio ao cinza da megalópole que me abrigou por tantos anos. À semelhança dos periquitos, uma vez vi um bando de crianças bebendo do néctar da planta, não resisti e provei eu também. Outros pilhadores de néctar são cambaxirras e abelhas sem ferrão. Hoje são os ipês que colorem meus dias ,entre vários outros seres. A temporada dos rosas passou, se o regime pluviométrico louco permitir os próximos serão os amarelos.
e é bom o néctar?? vou provar!
pois é, ando querendo fotografar ipês-amarelos mas ainda não consegui. tinha um lindo aqui perto de casa, mas a maior parte está meio indecisa. tenho visto uns brancos sensacionais também.
Ainda prefiro o do hibisco, mas nunca imaginei que o CO2 fumarento de São Paulo pudesse virar algo tão gostoso.
Pena que o Hotta não respondeu a questao sobre o relogio biologico (ou computação coletiva) dos ipês… Vou fotografar um ipe-amarelo lindo aqui de Ribeirão, e te mando, Maria…
Osame, ele demorou mas respondeu. Só que não tinha nenhuma informação bombástica para dar…
Nossa, nunca pensei que pudesse haver uma eritrina daquele tamanho (caso seja mesmo). Sobre os ipês, os amarelos aqui perto de casa (todos muito jovens) já deram deram flor e agora estão pelados, mas exibindo uma vagem aveludada muito bonita. Estive na UFSCar semana passada e lá vi muitos ipês brancos enormes e carregadíssimos, um espetáculo!
é, a falcata fica grandona mesmo. tinha uma na biologia da usp, quando eu estava na faculdade ela entrava num exercício de ecologia vegetal.
tinha planos de fotografar um lindo ipê-branco aqui perto de casa este fim de semana, mas não consegui. meus fins de semana são sempre assim…
A Planta fotografada é uma
Erythrina mulungu – Mulungu – (Brazilian Coral Tree)
Vamos divulga-la porque é muito rara.
E muito boa para parques, praças e jardins com espaço.
A.Carlos – Eng. Agr.
Antonio Carlos, obrigada! Voltarei a divulgá-la, na próxima floração, com a identificação correta! abraço, maria
muinto obrigado eu tava procurando isso para um trabalho da escola valeu
Essa árvore era muito comum no sítio onde cresci, em Caxambu-MG, meu avô dizia que se chamava ´´bico de tucano´´, ela me traz muitas lembranças boas.
esssa flor é muito cherosa e linda todos concordam comigo não é mesmo gente