Darwin, o abolicionista
A teoria da seleção natural de Darwin, publicada pela primeira vez há 150 anos, já foi chamada de ideia perigosa. Uma nova faceta dessa teoria se junta agora à bibliografia darwinista: por trás dela havia uma “causa sagrada”, o engajamento de Darwin pela abolição da escravidão. A afirmação é de Adrian Desmond e James Moore, que recentemente lançaram no Brasil o livro A causa sagrada de Darwin (editora Record).
Em conversa durante uma visita a São Paulo, Moore me contou um pouco mais sobre essa tese. A interpretação da dupla, autora de uma bibliografia de peso sobre o fundador da teoria da evolução (publicada no Brasil em 1995), é que a revolta contra a escravidão fez parte do caráter de Darwin desde a infância. E foi o que o impeliu a desenvolver sua teoria de evolução por descendência.
Ele também aplicou a compreensão da natureza às pessoas a ponto de sugerir que os homens inverteram o jogo da sedução em relação aos outros animais – é esta a continuação que prometi aqui.
Continue para ler a entrevista traduzida por mim. A versão original está no “Brazillion thoughts“.



Uma jornalista de ciência que desistiu de ser bióloga porque a curiosidade não cabe num assunto só e... um biólogo evoluindo para estados ainda indeterminados.