A química da arte
Ir a um museu de artes plásticas nunca mais será a mesma coisa.
Agora sei que é possível usar fluorescência de raios X para enxergar, de certa forma, os átomos que compõem cada tinta usada num quadro.
E as tintas não são todas iguais. Elas são compostas por pigmentos que podem ser altamente reveladores. Alguns foram inventados há poucas décadas, outros estão nas pinturas em cavernas; alguns saíram de circulação por serem cancerígenos, outros se mantêm em uso.
O fato é que dá para destrinchar um quadro do século XIX, como o de Pedro Américo ao lado, e encontrar desgastes, descobrir onde e quando foram feitos retoques. E, se for o caso, desmascarar falsificações.
É o que faz a carioca Cristiane Calza, da Coppe/UFRJ. Escrevi sobre o trabalho dela na edição de fevereiro de Pesquisa, aqui.
A foto me foi cedida por ela. E para ver o quadro, e outros tantos deslumbrantes, vale ir ao Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro.



Uma jornalista de ciência que desistiu de ser bióloga porque a curiosidade não cabe num assunto só e... um biólogo evoluindo para estados ainda indeterminados.
Discussão - 2 comentários
Uma notícia relacionada, que só reforça a utilidade da tecnologia nas artes:
“Restauradores usando raios ultravioletas redescobriram magníficos detalhes originais das pinturas de Giotto na capela Peruzzi, na igreja Santa Croce, em Florença, que tinham ficado ocultos durante séculos”: http://bit.ly/a04kD2
que legal sibele, belo complemento. obrigada