Árvores em flor: piúva

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Quando as piúvas estão em flor, o Pantanal fica todo pintado de amarelo e rosa. Perdi esse espetáculo por bem pouco – neste último feriado só tinha algumas poucas árvores floridas para dar uma ideia do espetáculo.

Sim, essa árvore aí do lado é um ipê (foto de Alan Krakauer – ornitólogo e meu amigo que teve a iniciativa da viagem). Foi a primeira coisa que aprendi no pantanal: lá, os ipês são piúvas.

Segundo o livro Pantanal – um universo natural em suas mãos, de Paulo Cardoso, o amarelo é Tabebuia aurea, também chamado de paratudo. Paratudo porque é usado para febre, malária, diabete, vermes, problemas gástricos. Dá para mastigar a casca ou beber a água em que ficou de molho por 24 horas. Diz que a flor tem gosto de alface! Será? Não provei.

P1120542.jpgO ipê-roxo (foto também do Alan), que segundo o livro é a que realmente se chama piúva, ou peúva, é Tabebuia heptaphylla. As flores caídas são, de acordo com Paulo Cardoso, comidas por veados-campeiros, cavalos e gado. E nas árvores fazem a festa de bugios e aves diversas. A entrecasca é usada como depurativo estomacal e bactericida.

Mais um pouco no tour 360º no site da pousada Piuval, aqui.

Árvores em flor: ipê-branco


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Parece um tufo de algodão gigante, impávido em seu brancor enquanto os carros passam. É o ipê-branco (Tabebuia roseoalba), que infelizmente não se vê muito por aí. Não sei por quê, alguém me conta?

Vi esta hoje, de passagem pelo bairro onde morava em Campinas, o Cambuí (cambuí, aliás, é uma árvore que nem lá eu vi – só uma, que plantaram na praça mas morreu em seguida – então não entrou aqui nesta galeria). Pena que meu celular não tem boa resolução…

Fui procurar sobre ela e na wikipedia tem um verbete bastante bom, até com etimologia. Em vez de plagiar, fica aqui a indicação.

É nativa do Cerrado e do Pantanal, segundo esse site.

Árvores em flor: jacarandá-mimoso

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São Paulo (Campinas também) anda cheia de espetaculares manchas roxas. São os jacarandás-mimosos, que na foto dão um toque de cor às margens do lago do Ibirapuera (aquele mesmo onde há dez dias os peixes não conseguiam respirar).

Nativo da Mata Atlântica Bolívia e da Argentina (correção do Pedro), o jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosaefolia) perde as folhas no inverno e na primavera se veste de flores arroxeadas em forma de sino. São flores parecidas com as do ipê-amarelo, que andou florido há cerca de um mês – são árvores da mesma família, as bignoniáceas.

O fruto é uma cápsula achatada, como dois discos de madeira que acabam por separar-se e liberar montes de sementes bem pequenas, que saem voando com ajuda de uma fina membrana que funciona como asa-delta.

É uma árvore de porte moderado, chega a cerca de 15 metros, e suas raízes não destroem calçadas. É por isso uma boa escolha para arborização urbana, a ponto de ser exportada para outros países onde ela não é nativa, como a África do Sul. Sorte de quem vive nas cidades onde uma vez por ano se pode esperar essa festa colorida.

Árvores em flor: eritrinas

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São Paulo anda cheia dessas explosões vermelhas que, em conjunto, parecem um céu em miniatura repleto de fogos de artifício. É que as pequenas árvores (3 a 5 metros de altura) conhecidas como mulungu-do-litoral, eritrina-candelabro ou corticeira (Erythrina speciosa), no inverno perdem as grandes folhas em forma de losango e se vestem de flores.

São conjuntos de flores compridas, formato típico de plantas polinizadas por beija-flores – com o bico longo eles conseguem alcançar o néctar lá no fundo da flor, e acabam carregando um pouco de pólen à parada seguinte.

As flores da eritrina-candelabro  também fazem a festa de periquitos. Uma vez eu vi um bando deles pousados numa eritrina, arrancando flor por flor. Imagino que arrancar a flor pela base dê acesso direto ao caldo adocicado que ela abriga. O chão rapidamente ficou revestido de vermelho.

São plantas típicas da Mata Atlântica, da família das leguminosas (Fabaceae).

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A árvore ao lado, eu acho que é uma corticeira-do-seco, Erythrina falcata. Alguém pode confirmar? Esta foto eu tirei do carro em movimento (daí a falta de nivelamento), pelo quilômetro 27 da rodovia Bandeirantes, quase chegando em São Paulo. Atualizo: consultei alguém mais entendido que eu, e o palpite dele é Erythrina poeppigiana. Para saber com certeza, só chegando mais perto da árvore.

Já faz uns meses que ela está florida e parece um milagre da natureza junto à aridez da estrada. Debaixo dela sempre tem um homem, não sei se todos os dias o mesmo. Suponho que seja um chapa, profissão maravilhosamente descrita na revista piauí uns tempos atrás.

Não terei sossego enquanto não souber por certo que árvore é essa!

Árvores em flor: ipê-roxo

ipecortado2.jpg Em junho e julho, os ipês-roxos se encheram de belos pompons cor-de-rosa que atraem aves e abelhas. Parecem árvores de natal privilegiadas pela natureza. Aqui no Cambuí, bairro de Campinas onde moro, sou privilegiada com vários deles – faltou eu sair com a máquina fotográfica de verdade em horário de boa luz… Mas não pude deixar de registrar.

Não fui a única a me encantar. A Luciana Christante e a Elisa mostraram que São Paulo não é só feita de trânsito e céu cinzento.

A árvore, que chega a 30 metros de altura e 90 centímetros de diâmetro, é típica da Mata Atlântica mas no Brasil pode aparecer também no Pantanal matogrossense. É nativa da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do nordeste da
Argentina, sul da Bolívia, leste do Paraguai e Uruguai.

O nome científico varia entre Tabebuia heptaphylla e T. avellanedae, e há quem diga que T. impetiginosa é a mesma espécie. A madeira dura, escura e pouco brilhante é considerada madeira de lei.

É muito usada na medicina popular – mas não vá se medicar sem orientação! A casca tem fama de anticancerígena, anti-reumática e antianêmica, e a folha é usada contra úlceras.

Árvores em flor: quaresmeira

Tibouchina granulosa

A quaresmeira é uma árvore nativa da Mata Atlântica, comum na região Sudeste brasileira. É muito usada em zonas urbanas, é inclusive planta-símbolo de Belo Horizonte. Essa da foto está no meu jardim e este ano floriu pela primeira vez.

O nome vem da época da floração, próxima ao período da quaresma – que vai da quarta-feira de cinzas até a páscoa.

Da família das melastomatáceas, tem flores roxas ou rosas, conforme a variedade, e folhas ásperas com grandes nervuras praticamente paralelas. Os frutos são pequenos e não comestíveis, liberam sementes que são dispersas pelo vento.

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